![]() |
||||||||||||||||||||||
![]() |
|
|||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||
| Os factos provam-no: A Rússia NÃO foi consagrada | ||||||||||||||||||||||
Os factos provam-no:
|
||||||||||||||||||||||
![]() |
Reparem na seta a apontar para a tradução em inglês de algunas palavras fundamentais que o Papa João Paulo II acrescentou espontaneamente à cerimónia da consagração, na altura em que estava a realizá-la. Depois de ter recitado a fórmula da consagração, acrescentou estas palavras: “Iluminai especialmente aqueles povos de quem esperais a nossa consagração e dedicação”.
Ora bem, por que razão quereria o Papa dizer que Nossa Senhora estava à espera da consagração de “aqueles povos”, quando tinha acabado de pronunciar as palavras que algumas pessoas dizem que são uma consagração da Rússia – sem nunca se mencionar a Rússia? Por que razão acrescentaria espontaneamente estas palavras ao texto? Isto dá para especulações. Poder-se-ia dizer que se trata apenas de uma habilidade verbal, que o seu significado não é claro, que a tradução talvez não seja fiel, e assim por diante.
Mas o Papa clarificou perfeitamente o seu pensamento algumas horas mais tarde, segundo o Avvenire, o jornal da Conferência Episcopal italiana. Disse perante 10.000 testemunhas, na Basílica de São Pedro: “Queremos escolher este Domingo, o terceiro Domingo da Quaresma de 1984, ainda no Ano Santo da Redenção, para o acto de dedicação e consagração do mundo, da grande família humana, de todos os povos, especialmente aqueles que têm uma necessidade muito grande desta consagração e dedicação. Daqueles povos para quem Vós estais à espera do nosso acto de consagração e dedicação”.
Por que razão diria o Papa, horas depois de ter consagrado o mundo, que Nossa Senhora estava à espera do acto da Consagração da Rússia? E a resposta é: porque não a tinha realizado.
A pergunta seguinte é: Porque é que o Papa não mencionou a Rússia na cerimónia de consagração que supostamente tinha por objecto a mesma Rússia? A resposta a esta pergunta foi-nos dada por uma fonte altamente colocada no Vaticano: “Roma receia que os Ortodoxos Russos fiquem ofendidos se Roma fizesse uma menção específica da Rússia numa oração deste género, como se a Rússia estivesse especialmente a precisar de ajuda, quando todo o mundo, incluindo o Ocidente pós-cristão, enfrenta problemas graves”.
Isto foi citado no Inside the Vatican de Novembro de 2000 como tendo sido dito por “um dos assessores mais próximos do Papa”. Era, de facto, o Cardeal Tomko. Foi este, portanto, o conselho que deram ao Papa. Mas Nossa Senhora não veio dizer-nos que a Rússia não está especialmente a precisar de ajuda. Veio dizer-nos que a Rússia, de facto, está especialmente a precisar de ajuda!
E assim, Nossa Senhora de Fátima foi ultrapassada pelas exigências da diplomacia do Vaticano e do ecumenismo. Isto pode parecer duro, mas foi, de facto, o que o Cardeal Tomko disse. E aqui está a razão por que o Papa se referiu – nas passagens que já mencionei atrás – às fraquezas humanas, às possibilidades humanas, que fez o que podia nas circunstâncias concretas, e assim por diante. E quais eram as circunstâncias concretas? Diplomacia, ecumenismo, e o conselho dos seus assessores.
Quais são as consequências de não proceder como o Céu pediu por intermédio da SantíssimaVirgem Mãe de Deus? É óbvio que uma consequência foi que a Rússia não se converteu. Temos ouvido várias explicações dos apologistas das cerimónias de 1984 e 1982. Querem falar de todos os tipos de conversões na Rússia, excepto a única a que Nossa Senhora se referiu, que era a conversão da Rússia à Santa Fé Católica. Não houve nenhuma conversão religiosa na Rússia. Mas também não houve nenhuma conversão moral. Nem uma conversão política, nem uma “conversão à paz”. Vejamos que conversões “alternativas” da Rússia estes apologistas da consagração da Rússia sem menção da Rússia nos propõem.
Antes de mais, não vemos sinais nenhuns de uma conversão religiosa qualquer na Rússia. Na verdade, se virem os cabeçalhos na imprensa secular, o que vêem não é uma conversão da Rússia ao Catolicismo Romano, mas uma perseguição à Igreja Católica sob o regime de Vladímir Pútin.
Repito, é o que se depreende das notícias seculares. A primeira destas diz: “Na Rússia: ‘Liquidar’ as Igrejas”. A notícia de fonte secular fala da liquidação das igrejas na Rússia. E isto veio no Washington Post de 14 de Novembro de 2000. O artigo discute a lei de 1997 “sobre a liberdade de consciência” – a noção estalinista da liberdade de consciência. Esta lei, e estou a citar o artigo, “restringe os direitos, poderes e privilégios das comunidades religiosas mais pequenas, mais novas ou estrangeiras” – e uma destas é a Igreja Católica Romana – “ao mesmo tempo que dá um estatuto especial às religiões ‘tradicionais’ da Rússia – em primeiro lugar a Ortodoxia Russa, e o Judaísmo, o Islão e o Budismo. Cria também um processo de registo oneroso e intrusivo”. Não se pode dizer que seja a conversão da Rússia ao Catolicismo Romano!
![]() |
Vejamos o cabeçalho seguinte: “Bispo Russo Expulso”.
Diz o artigo: “Um bispo católico foi expulso da Rússia. A acção, que tever lugar pouco depois da recusa de revisão/renovação do visto de um padre católico residente perto de Moscovo, parece assinalar uma ofensiva do Governo russo contra a Igreja Católica”.
O bispo expulso era Jerzy Mazur, Bispo da Sibéria, onde ainda reside a maioria dos Católicos russos. Foi expulso porque, como ele próprio explicou, era considerado “um perigo para a Federação Russa”. Porquê? Nunca lhe disseram porquê. (FIDES/CWNews.com de 20 de Abril de 2002).
Vamos à próxima notícia: “Rússia: Caso até agora desconhecido eleva o número de Católicos expulsos para sete”. Este artigo, que veio no serviço noticioso Keston (17 de Setembro de 2002), referia-se à expulsão de sete clérigos católicos não-russos. Sete não parece ser um número muito elevado, a não ser que se considere que a Igreja católica na Rússia é minúscula. Estas sete expulsões praticamente minaram a organização católica na Rússia em termos de sacerdotes de nascimento não-russo.
Além do Bispo da Sibéria, Jerzy Mazur, foram também expulsos: o Padre Stefano Caprio, o Padre Jaroslaw Wisniewski, o Padre Stanislav Krajnak e o Padre Eduard Mackiewicz. Diz o artigo: “Em Fevereiro do ano passado, foi recusado o visto de entrada a outro padre católico estrangeiro que tinha estado a trabalhar na Rússia, o cidadão polaco Padre Stanislaw Opiela”. O Padre Opiela era secretário da Conferência Episcopal russa. O serviço noticioso Keston continuava, dizendo que um frade católico, o Irmão Bruno, foi também expulso, embora estivesse a trabalhar na Rússia de 1992 a 2002. O que eleva o total para sete.
Keston faz notar que “Bruno fora informado em Março pelos serviços de segurança russos que não lhe tinham concedido um visto de entrada porque era considerado um perigo para a Federação Russa”. Recordam-se dos serviços de segurança russos? Continuam a trabalhar. Apenas têm outro nome. Costumavam ser o KGB, agora são o FSB.
Alguém vê uma conversão da Rússia nesta situação?
Passemos à próxima notícia: “A liberdade religiosa está em grave perigo na Rússia”. É uma publicação de renome, o National Catholic Register (28 de Abril-5 de Maio de 2002), que o diz. E este jornal estaria inclinado a dizer: “Preocupar-nos com esse assunto da Consagração da Rússia, para quê?” Neste artigo, o Arcebispo Kondrusiewicz, que é Administrador Apostólico da Igreja Católica na Rússia, diz: “Os Católicos na Rússia perguntam a si próprios: O que acontecerá a seguir? As garantias constitucionais também são válidas para eles, garantias essas que incluem a liberdade de consciência e o direito de terem os seus próprios pastores, o que compreende o direito de os convidar do estrangeiro, não esquecendo que, durante 81 anos, a Igreja Católica foi privada do direito de formar e ordenar os seus próprios sacerdotes?”
![]() |
E o Arcebispo continua: “A expulsão de um bispo católico” – refere-se ao Bispo Mazur – “que não violou qualquer lei, passa todos os limites imagináveis das relações civilizadas entre o Estado e a Igreja”.
É isto a conversão da Rússia? Um Governo que passou todos os limites imagináveis das relações civilizadas entre o Estado e a Igreja? Não me parece.
Aqui está o que se pode dizer sobre a conversão da Rússia ao Catolicismo Romano, que foi o que Nossa Senhora pediu. Mas, dizem alguns em desespero de causa: “Pelo menos houve uma conversão à Ortodoxia na Rússia!” De modo nenhum. Vejamos a próxima notícia: “A Igreja Ortodoxa Russa está a falhar em alcançar a juventude”.
Este cabeçalho diz-nos que a Igreja Ortodoxa Russa está a falhar em alcançar a juventude daquele país. Segundo o artigo, 94 por cento dos russos com idades entre os 18 e os 29 anos não vão à igreja. Não houve uma conversão à Ortodoxia na Rússia (Zenit, 22 de Dezembro de 2002).
Ora vejamos esta ideia de que Nossa Senhora teria vindo para converter a Rússia à Ortodoxia russa. Não tem pés nem cabeça. A Mensagem de Fátima é sobre o Imaculado Coração de Maria, sobre a confirmação e afirmação em todo o mundo do que é talvez o dogma mais especificamente católico de todos: a Imaculada Conceição. A Consagração da Rússia ao Imaculado Coração havia de ser visto por todo o mundo, quando a Rússia se convertesse, como sinal do triunfo do Imaculado Coração, dogma este que a Igreja Ortodoxa não reconhece. E além disso, em 1917, quando tiveram lugar as aparições de Fátima, a Rússia já era um país ortodoxo.
A ideia de que Nossa Senhora de Fátima é Nossa Senhora dos Ortodoxos ofende a religião católica e é um insulto à Mãe de Deus e ao Seu Divino Filho. Nossa Senhora não veio a Fátima para ofender a religião católica, mas para a confirmar gloriosamente com o triunfo do Seu Imaculado Coração.
Há quem diga que, pelo menos, houve uma conversão moral na Rússia desde a cerimónia de 1984, e que este seria o sinal de que a cerimónia de 1984 correspondia ao pedido de Nossa Senhora. Dizem-nos que houve uma revolução moral na Rússia. O Comunismo caiu. Vejam só como o país se transformou, dizem eles.
Que dizer desta afirmação? Ora bem, o sinal básico de que um povo é moral é que é fértil e se multiplica, de acordo com o mandamento de Deus a Adão e Eva. Mas na Rússia nem o povo é fértil nem se está a multiplicar. E mais uma vez, são as fontes noticiosas seculares que no-lo dizem. Um cabeçalho: “A população da Rússia irá declinar de 143.000.000 hoje para 111.000.000 em 2050”.
Porquê? Perguntemos a Matt Rosenberg, que não é um jornalista católico, e que declarou ao “about.com” de 31 de Maio de 2006: “As causas primárias do decréscimo da população da Rússia de cerca de 700.000 a 800.000 cidadãos por ano são: uma taxa de mortalidade alta, uma taxa de nascimentos baixa, uma grande percentagem de abortos e um nível baixo de imigração”. E continua assim: “As causas primárias do decréscimo da população da Rússia são os óbitos relativos ao álcool, que são muito frequentes na Rússia. A expectativa de vida na Rússia é baixa. Os homens russos vivem em média 59 anos, que é a expectativa média de vida. A taxa de fertilidade total na Rússia é baixa, cerca de 1,3 partos por cada mulher”. Na Rússia, diz o Sr. Rosenberg, há 13 abortos por cada 10 nascimentos. É um holocausto a que se está a proceder hoje na Rússia.
E assim, o resultado será que a população da Rússia ficará pela metade para o fim do século. Quem o disse? Foi o Presidente Pútin, segundo o Moscow News de 20 de Junho de 2006.
![]() |
Aqui está o gráfico. Por volta de 2100, a população russa de 143.000.000 descerá para 71.500.000 – se o mundo não for destruído até então.
O que dizer sobre uma conversão política na Rússia? Pelo menos, têm-nos dito que houve uma conversão política. Houve uma transformação. O Comunismo caiu. Agora temos democracia na Rússia.
Não temos, não. E, mais uma vez, as fontes noticiosas seculares dão-nos os factos – e posso-lhes garantir que não têm nenhum programa a favor de Fátima. Vejamos novamente as notícias: “O Parlamento russo dá a aprovação final ao projecto de lei de Pútin sobre os Governadores”.
Isto veio no Moscow News de 12 de Março de 2004. Trata-se de um truquezinho inteligente que Vladímir Pútin arranjou. O Parlamento russo aprovou o projecto de lei que lhe dá poderes para nomear os Governadores, em vez de estes serem eleitos pelo povo. Nomeia os Governadores e depois os legisladores locais aprovam-nos. E o que acontece se os legisladores locais não aprovam os Governadores que o Sr. Pútin escolheu? Ele dá-lhes outra oportunidade. E se eles não aprovam o Governador que ele escolheu, pode simplesmente dissolver a legislatura local e substituí-la por uma nova legislatura que nomeará o Governador que ele quer. Ou pode simplesmente actuar de forma directa e nomear o Governador contra a vontade da legislatura local.
É muito simples: Vladímir Pútin é hoje o ditador da Rússia. E as fontes noticiosas seculares confirmam-no – uma e outra vez, notícia atrás de notícia.
Para dar outro exemplo: Pútin está agora a utilizar leis feitas pela Duma, que é essencialmente uma marionete sua, que permitem que o Governo central examine a actividade dos organismos caritativos estrangeiros e nacionais. Basicamente, o Governo central tem poderes para abolir toda e qualquer obra de caridade de que o Sr. Pútin não goste. Quem nos diz isto? O New York Times de 25 de Novembro de 2005. Até os jornais seculares podem ver que Pútin não é democrata.
As autoridades russas, tal como nos velhos tempos, impediram as transmissões da Voz da América e da Rádio Europa Livre. Adeus. “Desde que Pútin subiu à presidência”, diz-nos o Moscow News de 17 de Julho de 2006, “os principais canais de televisão do país, os meios de comunicação mais importantes pelas suas audiências, foram colocados sob o controlo do Estado ou fechados”.
Ora viva, mundo católico. Pútin está a amordaçar as vozes da oposição na supostamente democrática Rússia. O mesmo artigo acrescenta que “empresas controladas pelo Estado ou comprometidas com ele têm andado a comprar jornais e estações de rádio”. Ficaram todos a ser propriedade das empresas controladas pelo Estado de Vladímir Pútin ou comprometidas com ele. “E fora de Moscovo e S. Petersburgo”, continua o artigo, “os meios de comunicação caem frequentemente sob a alçada dos Governadores locais, que” – quem diria – “são nomeados pelo Sr. Pútin. A maioria deles são leais ao Kremlin”. Eu até diria que todos são.
Em resultado de toda esta “democracia” na Rússia, uma organização chamada Freedom House reviu a pontuação do estado da liberdade naquele país. Segundo um relatório de 2005, a Freedom House declarou que a pontuação dos direitos políticos na Rússia agravou-se de 5 para 6, e a situação de “parcialmente livre” para “não livre”, devido a – e eu sublinho isto – “à eliminação virtual dos partidos políticos de oposição com influência no país e à maior concentração do poder executivo”.
Já não há oposição política ao Sr. Pútin na Rússia. E como a Freedom House continua a dizer: “Durante 2004, o Presidente Vladímir Pútin tomou mais medidas para consolidar a autoridade executiva, aumentando a pressão sobre os partidos políticos da oposição e sobre a sociedade civil, fortificando o controlo do Estado sobre os meios de comunicação nacionais, continuando a instaurar processos de carácter político contra homens de negócios e académicos independentes”.
A Freedom House notou ainda que “o Governo também anunciou mudanças constitucionais” – que eu acabei de mencionar – “que farão com que os Governadores sejam nomeados em vez de eleitos”. E ele tem mais coisas na manga. Pensa em tomar, diz o artigo, “controlo directo sobre a nomeação e demissão dos juízes”. E mais, conclui a Freedom House, os russos “não podem mudar democraticamente o seu Governo, em especial à luz do amplo controlo do Estado sobre os meios de comunicação e do assédio cada vez maior aos partidos da oposição e aos seus financiadores”.
Finalmente, encontramos este artigo no New York Times de 9 de Maio de 2006, que põe Dick Cheney e Pútin no mesmo saco, e que diz: “Vladímir Pútin alterou de facto o curso da democratização que tinha sido estabelecido de forma desastrada e incompleta por Boris Yeltsin” – que, como é evidente, também não ia democratizar a Rússia – “e está a usar as vastas reservas de petróleo e de gás da Rússia como armas de intimidação e chantagem”.
Paremos aqui. Não sou grande adepto da “democracia”. Se Vladímir Pútin quisesse amanhã ungir-se como Rei Católico da Rússia e reconhecesse o princípio da subsidiaridade, como fez S. Luís, Rei de França, e se o povo russo aceitasse o seu novo Rei Católico num estado de conversão à Fé, ficaria radiante.
Não estou a sugerir que a Rússia não se converteu se não se tornar numa democracia. O que estou a dizer é que, mesmo pelos padrões do mundo, a Rússia não se converteu porque a Rússia nem sequer se tornou numa democracia.
Então, em que ponto é que ficamos? Ficamos a saber que não houve conversão de espécie nenhuma na Rússia. Nem uma conversão religiosa, nem uma conversão moral, nem uma conversão política.
Mas o que dizer do último argumento desesperado dos defensores das cerimónias de consagração de 1982 e 1984? Dizem-nos que a Rússia “converteu-se à paz”. Até transformaram as armas de guerra em arados, e entrámos numa nova era de paz. Assim diz o Padre Fox e alguns outros que estão cegos para a realidade por vontade própria.
Mais uma vez, as fontes noticiosas seculares dizem-nos que não é nada assim. Não houve nenhuma conversão à paz na Rússia. Pelo contrário, houve uma conversão a uma guerra mais eficiente. E isto começa com a Aliança Sino-Russa, que se firmou depois da “queda do Comunismo”.
A News Max de Domingo, 13 de Janeiro de 2002 informa-nos que o Sr. Pútin aprovou um tratado importante com a China. Segundo este tratado, formalizou-se na prática a aliança militar entre Moscovo e Beijing. O artigo nota que as forças de mísseis balísticos estratégicos chineses “nos próximos 15 anos terão de 75 a 100 ogivas apontadas primariamente contra os Estados Unidos”.
E a Rússia está actualmente a dar assistência militar à China Vermelha. De facto, as duas potências efectuaram grandes manobras conjuntas para mostrar ao mundo a sua aliança. Veja-se o cabeçalho “A China e a Rússia Efectuam Exercícios Militares Conjuntos”, na edição da manhã do National Public Radio de 18 de Agosto de 2005. E isto é o que o National Public Radio diz: “As forças russas e chinesas começaram oito dias de exercícios militares conjuntos, que envolvem 10.000 militares. Moscovo e Beijing dizem que estão a treinar para enfrentar o terrorismo, extremismo e separatismo”. O único problema era que estavam a colocar, de forma inerte, armas balísticas de longo alcance. Pedem-nos que acreditemos que vão lançar mísseis intercontinentais contra terroristas no seu território. “Mas as armas de longo alcance”, continua o National Public Radio, “sugerem uma agenda mais vasta”. Pois sugerem.
E qual será essa agenda mais vasta? E essas armas? Aqui está outra notícia. Esta vem da Associated Press: “Pútin Gaba as Capacidades dos Mísseis da Rússia”. O artigo, datado de 31 de Janeiro de 2006, relata que “o Presidente Pútin gabou-se na Terça-Feira que a Rússia tem mísseis capazes de penetrar qualquer sistema de defesa anti-míssil. Experimentaram sistemas de mísseis que ninguém mais tem no mundo”. Citando o Sr. Pútin numa conferência de imprensa, o artigo continua a dizer que: “Estes sistemas de mísseis são hipersónicos e capazes de alterar os seus programas de voo”.
Uma conversão à paz na Rússia? Um disparate. E, a propósito, constou-me que a Coreia do Norte experimentou uma bomba nuclear esta manhã (9 de Outubro de 2006). Não houve conversão nenhuma na Rússia, fosse de que género fosse, desde 1984. Absolutamente nenhuma. E eu pergunto-vos: “Será este o triunfo do Imaculado Coração de Maria?”. Ou será antes o que se poderia chamar a maldição de Fátima, a maldição de não ter atendido a Mensagem de Fátima?
O que faz Deus quando envia um profeta para pedir alguma coisa aos Seus súbditos, e eles não obedecem ao profeta de Deus? Ele castiga-os pela sua desobediência ao profeta. Vemos isto ao longo de toda a história da salvação. O que significa isto para nós, hoje?
Bem, permitam-me que retome um tema que Edwin Faust estava a explorar. Foram os seus comentários que me deram esta sugestão. Nós, no Ocidente, especialmente nós, temos uma ilusão de continuidade a respeito do nosso modo de vida. Gostamos dos nossos aparelhos, das nossas diversões, de todo o nosso modo de vida, e pensamos que continuará assim para sempre. Somos como os Romanos, na decadência de Roma, de quem S. Paulo disse: “Sentaram-se para comer e levantaram-se para se divertirem”. Temos como um facto garantido que o sol irá nascer, que os planetas continuarão nas suas órbitas, que a civilização não será destruída por alguma calamidade. Mas a verdade é que tudo o que nos rodeia se mantém em existência como parte de um milagre divino contínuo, e que a cólera de Deus pode alterar essa ordem das coisas determinada por Deus, como aconteceu em várias alturas, como aconteceu no tempo do Dilúvio. E voltará a acontecer, se a Mensagem de Fátima não for escutada.
Consideremos a mensagem de Nossa Senhora de Akita, dada no Japão em 1973. O Cardeal Ratzinger afirmou pessoalmente ao Embaixador das Filipinas, Howard Dee, que a Mensagem de Fátima e a Mensagem de Akita são “essencialmente a mesma”.
O que disse Nossa Senhora de Akita? Em 13 de Outubro de 1973, no próprio dia do aniversário do Milagre do Sol em Fátima, disse: “...se os homens não se arrependerem e não melhorarem, o Pai fará cair um terrível castigo sobre toda a humanidade. Será um castigo maior do que o Dilúvio, será uma coisa tal que nunca antes se viu. Cairá fogo do céu e destruirá grande parte da humanidade, tanto os bons como os maus, e não poupará nem padres nem fiéis. Os sobreviventes ficarão tão desolados que hão-de invejar os mortos”.
Nossa Senhora disse isto no Japão, país que já sentiu a experiência do fogo que choveu do céu – é, portanto, um país muito apropriado para Nossa Senhora nos avisar desta calamidade. E o que nos diz a parte já publicada do Terceiro Segredo? Mostra-nos chamas destruidoras saindo das mãos do anjo vingador. Não temos o texto do que Nossa Senhora disse sobre essa visão, mas a visão em si sugere claramente qual será o nosso destino.
E assim, vim aqui hoje para vos apresentar alguns dos factos. E os factos são, de forma esmagadora, a favor da proposição de que Nossa Senhora pediu a Consagração da Rússia, e não do mundo, e que a Rússia simplesmente não foi consagrada. E agora estamos a enfrentar o que Nossa Senhora de Fátima nos avisou que seriam as consequências de não fazer o que Ela pediu: o sofrimento da Igreja e a aniquilação de várias nações.
Os opositores do caso que acabo de vos apresentar não têm factos em que se apoiem. Na verdade, nem sequer têm uma argumentação válida. O que têm é só um apelo irreflectido à autoridade. “O Papa disse que a Rússia foi consagrada, e não se fala mais nisso”, garantem-nos. Mas o Papa nunca disse tal coisa, como acabei de vos mostrar. “Consagrar o mundo vale tanto como consagrar a Rússia”, insistem, sem quaisquer provas que apoiem uma afirmação tão ridícula. Não se pode consagrar a Rússia sem se mencionar a Rússia.
Os que dizem que a Consagração da Rússia foi feita em 1982 e 1984 não têm ponta por onde se lhes pegue. E se eles aparecessem hoje perante vós, não seriam capazes de defender a sua posição, confrontados com os factos que hoje vos apresentei. E assim como é verdade hoje eu estar aqui, também é verdade que está a escassear o tempo para se fazer o que deve ser feito.
Para os que estão aqui e que são sucessores dos Apóstolos – de S. Tiago, cujos sagrados restos mortais viram em Santiago de Compostela – apenas digo que está ao vosso alcance – e apenas ao vosso, em união com o Papa – evitar a catástrofe que Nossa Senhora avisou que seria a consequência de não ouvir os Seus pedidos. É por isso que organizámos esta Conferência. Peço-vos que, ao regressardes às vossas dioceses, acendais uma chama que se espalhará por todo o mundo católico para a Consagração da Rússia, da maneira pedida pela Mãe de Deus. Assim o espero, e rezo por essa intenção. Obrigado.
![]() |
Formatado para impressão