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Breve história das
intervenções de Nossa Senhora de Fátima para trazer a
verdadeira Paz a toda a humanidade e da campanha incessante para impedir,
silenciar, falsificar e obstruir a Sua Mensagem de Paz, Esperança,
Júbilo e Salvação.
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O ataque terrorista sem precedentes ocorrido na
América a 11 de Setembro de 2001 e os relatos, credíveis, de que
os terroristas islâmicos possuem não só bombas nucleares
como armas biológicas e químicas, trazem imediatamente ao
espírito o aviso de Nossa Senhora (veja-se em baixo): se a Rússia
não for consagrada ao Seu Coração Imaculado,
"várias nações serão aniquiladas", e só por
meio da Consagração o mundo poderá alcançar a
verdadeira Paz no nosso tempo.
Mais de oitenta e quatro anos volvidos sobre a primeira
aparição de Nossa Senhora em Fátima, o Seu pedido de
Consagração da Rússia continua por cumprir, e a Sua
mensagem continua a passar despercebida.
E para cúmulo, enquanto o mundo se dirige, cada
vez mais, para um acontecimento apocalíptico final, certos elementos no
Vaticano parecem mais determinados que nunca a ligar a Mensagem de
Fátima ao passado, e a perseguir aqueles que a continuam a
proclamar.
Repare-se: logo no dia a seguir ao ataque terrorista de
11 de Setembro que roubou mais de 3.000 vidas e aturdiu o mundo inteiro -
passado só um dia sobre este facto! - o Gabinete de Imprensa do Vaticano
tornava pública uma condenação do Padre Nicholas Gruner e
do seu apostolado de Fátima, e declarava que ninguém deveria
assistir à conferência do apostolado (calendarizada entre 7 e 13
de Outubro de 2001) sobre "a Paz no Mundo através da Mensagem de
Fátima"!
Será que estes funcionários do Vaticano
têm mais medo de Fátima que do terrorismo mundial? Estarão
eles mais preocupados com uma conferência sobre Fátima, a realizar
em Roma, do que com a heresia e o escândalo que estão a dilacerar
a Igreja pelo mundo inteiro - e sob os seus olhares? É evidente que
estes funcionários do Vaticano perderam todo e qualquer sentido das
proporções, quanto à situação em que se
encontra o mundo e a Igreja a que presidem.
Apresentamos aqui os acontecimentos-chave na longa
história de um grande e terrível paradoxo: os esforços de
alguns homens para, actuando no seio da própria Igreja Católica,
suprimir, reinterpretar e impedir o cumprimento dos desejos do Céu para
se alcançar a verdadeira Paz no nosso tempo.
1929 - 1964
13 de Junho, 1929 -
Doze anos depois das Suas aparições originais em Fátima, e
em cumprimento do que aí prometera a 13 de Julho de 1917, Nossa Senhora
de Fátima aparece de novo à Irmã Lúcia em Tuy
(Espanha). Nossa Senhora, de pé sobre uma nuvem, junto ao Seu Divino
Filho, Jesus crucificado, disse:
"É chegado o momento em que Deus pede para
o Santo Padre fazer, em união com todos os Bispos do mundo, a
consagração da Rússia ao Meu Imaculado
Coração, prometendo salvá-la, por este dia de
oração e reparação mundial.".
Agosto, 1931 -
É Nosso Senhor que Se dirige pessoalmente à Irmã
Lúcia, dizendo-lhe, a respeito da Consagração da
Rússia:
"Participa aos Meus ministros que, dado seguirem
o exemplo do Rei de França na demora em executar o Meu mandato, tal como
a ele aconteceu, assim o seguirão na aflição.".
21 de Janeiro, 1935 -
A Irmã Lúcia escreve ao seu confessor, o Padre
Gonçalves, respondendo às perguntas que este lhe fez: "Quanto
à Rússia, parece-me que dará muito gosto a Nosso Senhor,
trabalhando para que o Santo Padre realize os Seus desejos... (O senhor Padre
pergunta-me) se acho bem que insista com o Senhor Bispo? Acho bem, e parece-me
que será muito agradável a Nosso Senhor. ...Se se deve modificar
alguma coisa? Acho que deve ser tal qual Nosso Senhor a pediu...".
Maio, 1936 - Nosso
Senhor fala de novo à Irmã Lúcia e diz-lhe que a
Rússia só se converterá quando for solene e publicamente
consagrada ao Coração Imaculado de Maria, pelo Papa em conjunto
com todos os Bispos. Em outra ocasião, é Nossa Senhora que diz
à Irmã Lúcia que a Rússia iria ser um instrumento
de castigo para o mundo, a menos que, previamente, a conversão "dessa
pobre nação" fosse obtida por meio da Consagração.
31 de Outubro e 8 de Dezembro,
1942 - O Papa Pio XII, sozinho, consagra o mundo (mas não a
Rússia) ao Imaculado Coração de Maria. Algumas semanas
depois, Winston Churchill observa que "a roda da fortuna" tinha virado a seu
favor; e os aliados começaram a ganhar a maior parte das batalhas contra
os exércitos de Hitler. Na primavera de 1943, Nosso Senhor diz à
Irmã Lúcia que a Paz no mundo não virá desta
consagração (embora a guerra tivesse sido abreviada): a Segunda
Guerra Mundial continuará ainda por mais dois anos.
Setembro, 1943 - A
Irmã Lúcia está muito doente. O Bispo de Fátima
receia que ela venha a morrer e leve consigo para o túmulo o Terceiro
Segredo de Fátima. (Veja-se a caixa em baixo) Então, sugere-lhe
que o escreva num papel e o guarde num envelope lacrado. Ela responde que
não se atreveria a tomar uma tal iniciativa - mas que, se o Senhor Bispo
tomasse a responsabilidade dando-lhe formalmente essa ordem, nesse caso ela
obedeceria de boa vontade.
Outubro 1943 -
Depois de um mês de oração e reflexão, o Bispo
de Fátima, Dom José da Silva, dá à Irmã
Lúcia uma ordem formal, por escrito, para escrever o Terceiro Segredo. A
Irmã Lúcia tenta obedecer imediatamente, mas, durante mais de
dois meses, foi misteriosamente incapaz de passar ao papel o texto do Terceiro
Segredo.
2 de Janeiro, 1944
- Nossa Senhora aparece de novo à Irmã Lúcia, e pede-lhe
que escreva a terceira parte do Segredo que Ela lhe confiara em Fátima,
em Julho de 1917 - e que ficou a ser conhecida como "o Terceiro Segredo de
Fátima". A Virgem pede a Lúcia que o Terceiro Segredo seja
revelado ao mundo, o mais tardar em 1960. Quando, mais tarde, perguntaram
à Irmã Lúcia por que razão deveria o Terceiro
Segredo ser revelado em 1960, ela declara: "Porque a Santíssima Virgem
assim o quer." e "Ele [o Terceiro Segredo] será mais claro nessa
altura".
9 de Janeiro, 1944 -
A Irmã Lúcia escreve ao Bispo de Fátima e diz-lhe que,
depois de meses de incapacidade para o fazer (o que causou ao Senhor Bispo uma
tão longa espera), pôde finalmente obedecer à sua ordem de
pôr por escrito o Terceiro Segredo.
17 de Junho, 1944 -
Como a Irmã Lúcia não deixaria que qualquer pessoa
(excepto um Bispo) levasse ao Bispo de Fátima essa carta - de uma
só página, contendo as palavras de Nossa Senhora no Terceiro
Segredo -, por esse motivo não a tinha ainda entregue até esta
data. Mas, neste dia, andava um Bispo de visita próximo do Convento de
Tuy, e a Irmã Lúcia confia-lhe o Segredo a ele. De regresso e
nesse mesmo dia, ele próprio o entrega a Dom José da Silva, Bispo
de Fátima - que, embora com autorização para ler o
Segredo, prefere não o fazer..
15 de Julho, 1946
- Em resposta a uma pergunta do Professor William T. Walsh, a Irmã
Lúcia salienta que Nossa Senhora não pediu a
consagração do mundo (como fez o Papa Pio XII, em 1942), mas
só e especificamente da RÚSSIA. "Se isto se fizer", acrescenta a
Irmã Lúcia, Nossa Senhora promete "converter a Rússia; e
terão Paz.".
7 de Julho, 1952 -
O Papa Pio XII consagra, especificamente, a Rússia, mas não o
faz em conjunto com os Bispos Católicos de todo o mundo - porque,
não lhe tendo sido dito que tal era necessário, não lhes
pediu que participassem. A guerra na Coreia continua, e outras guerras se lhe
seguem.
2 de Setembro, 1952 -
O Padre Schweigl, que fora enviado pelo Papa Pio XII em missão
especial, vem a Coimbra (Portugal) ao convento onde se encontra a Irmã
Lúcia, interrogá-la sobre o Terceiro Segredo. De volta ao
Russicum, em Roma, o Padre Schweigl confia a um dos seus colegas: "Não
posso revelar nada do que ouvi sobre Fátima no que respeita ao Terceiro
Segredo, mas posso dizer que tem duas partes: uma fala do Papa. A outra,
logicamente - embora eu não deva dizer nada -, teria de ser a
continuação das palavras: Em Portugal, se conservará
sempre o dogma da Fé."
17 de Maio, 1955 -
O Cardeal Ottaviani, chefe do Santo Oficio do Vaticano, é enviado por
Pio XII ao Convento das Carmelitas de Coimbra, para interrogar a Irmã
Lúcia quanto ao conteúdo do Segredo. O interrogatório do
Cardeal Ottaviani será seguido por uma ordem para o texto do Terceiro
Segredo ser transferido para o Vaticano.
Março, 1957
- Pouco antes de se efectuar essa transferência para o Vaticano, o
Bispo Dom João Venâncio observa cuidadosamente à
transparência, contra uma forte luz eléctrica, o envelope que
contém o Terceiro Segredo, e repara que o Segredo tem, mais ou menos, 25
linhas, e que está escrito numa só folha de papel, com
margens de ¾ centímetro de cada lado.
16 de Abril, 1957 -
O texto do Terceiro Segredo, lacrado no envelope original e colocado noutro
envelope exterior, é transferido para o Vaticano. O texto é
colocado dentro de um cofre, nos aposentos do Papa, como mostrou uma foto da
época na revista Paris-Match.
26 de Dezembro, 1957 -
O Padre Fuentes entrevista a Irmã Lúcia, que lhe fala de
muitas nações que desaparecerão da face da terra e de
muitas almas que irão para o Inferno, como resultado de ser ignorada a
Mensagem de Nossa Senhora de Fátima.
1958 - Padre Fuentes
publica a entrevista com a Irmã Lúcia - que é amplamente
lida, e cuja autenticidade ninguém questiona.
9 de Outubro, 1958
- Faleceu o Papa Pio XII
2 de Julho, 1959 -
Subitamente, a entrevista do Padre Fuentes com a Irmã Lúcia
é denunciada como fraudulenta, em notícia anónima
dimanada do gabinete da cúria de Coimbra. Durante mais de 40 anos, e
até hoje, ninguém assumirá oficialmente a responsabilidade
desta notícia.
8 de Fevereiro, 1960
- Apesar do pedido de Nossa Senhora a Lúcia e, mais tarde, das
repetidas promessas do Bispo de Fátima e do Cardeal Patriarca de Lisboa,
alguém no Vaticano anuncia anonimamente que o Terceiro Segredo
já não será revelado e que, provavelmente, "ficará
para sempre sob absoluto sigilo." A notícia (divulgada pela
agência noticiosa A.N.I.) descreve o texto do Terceiro Segredo deste
modo:
"Acaba de ser declarado em círculos
altamente fidedignos do Vaticano que é muito possível que nunca
venha a ser aberta a carta em que a Irmã Lúcia escreveu
as palavras que Nossa Senhora confiou aos três pastorinhos, como
segredo, na Cova da Iria."
1960 - A Irmã
Lúcia é oficialmente proibida de falar acerca do Terceiro
Segredo, e não pode receber visitas, a não ser pessoas de
família ou que conheça de há muito tempo. O seu
próprio confessor de muitos anos, o Padre Aparício, regressa do
Brasil e não lhe é permitido vê-la.
1961 - Apesar de
apoiado pelo Cardeal Primaz do México e por Dom Pio Lopez, o seu
próprio Arcebispo, o Padre Fuentes é destituído de
Postulador da Causa de Beatificação da Jacinta e do Francisco,
com base na tal notícia anónima, proveniente da cúria de
Coimbra e datada de 2 de Julho de 1959.
Outubro 1962 - O
Vaticano - precisamente antes da abertura do Concilio Vaticano II - , entra em
acordo com Moscovo nos seguintes termos: o Concilio não condenará
a Rússia soviética nem o comunismo em geral; em troca, dois
membros da Igreja Ortodoxa Russa assistirão ao Concilio como
observadores, segundo o desejo do Papa João XXIII. Este acordo
lança a [política da] Ostpolitik, segundo a qual o
Vaticano fica impedido de se opor abertamente ao Comunismo (designando-o pelo
nome), tal como fica impedido de condenar os regimes comunistas que perseguem
os Católicos. A nova política do Vaticano é a favor do
"diálogo" e das negociações com os comunistas -
afastando-se, portanto, do ensinamento dos Papas Pio XII, Pio XI, São
Pio X, Leão XIII e do Beato Pio IX acerca do dever que a Igreja tem de
condenar e de se opor abertamente ao comunismo, bem como de se abster de
qualquer colaboração com os comunistas, que tiram sempre partido
de tal colaboração para mais infiltrar a sua guerra contra Cristo
e a Sua Igreja.
21 de Novembro, 1964 -
O Papa Paulo VI, durante as cerimónias de encerramento da terceira
sessão do Concilio Vaticano II, consagra de novo o mundo. Em harmonia
com a Ostpolitik, não há qualquer menção da
Rússia, com receio de que os comunistas se ofendam. A Paz no mundo
continua adiada. A guerra do Vietname prolonga-se até aos anos 70.
1965 - 1983
8 de Dezembro, 1965
- Encerramento do Concilio Vaticano Segundo.
1966 - No rescaldo
do Concílio, o Bispo de Fátima, Dom João Venâncio,
compreende então a necessidade e a urgência de defender a
autêntica mensagem de Nossa Senhora contra os pérfidos ataques dos
progressistas - todos eles discípulos do Padre Édouard Dhanis, um
Jesuíta modernista. Para defender a Mensagem de Fátima dos
revisionistas, em 1966, o Bispo encarrega o Padre Joaquim Alonso, um erudito
sacerdote claretiano, de elaborar uma história crítica completa
das revelações de Fátima. Dez anos depois, o Padre Alonso
terminará a sua obra, intitulada Textos e estudos críticos
sobre Fátima. O total da obra apresenta 5.396 documentos, ordenados
cronologicamente desde o início das aparições de
Fátima até 12 de Novembro de 1974. Segundo o Abade René
Laurentin que pessoalmente os consulta, os manuscritos do Padre Alonso eram
"muito bem preparados" (isto é, rigorosamente compostos ou
transcritos).
15 de Novembro, 1966
- Novas revisões no
Código do Direito Canónico permitem que qualquer pessoa que
pertença à Igreja Católica publique obras sobre as
aparições marianas, incluindo as de Fátima, e sem
necessidade de haver um Imprimatur. Assim sendo, de todo um
bilião de Católicos existentes no mundo, só a
Irmã Lúcia - a única pessoa que recebeu a Mensagem
de Fátima - continua proibida de revelar o Segredo de Fátima,
apesar de Nossa Senhora ter expressado a Sua vontade de que o Segredo fosse
revelado, à Igreja e ao mundo inteiro, o mais tardar em 1960. E
até hoje a Irmã Lúcia continua submetida a um voto de
silêncio, e proibida de falar abertamente sobre Fátima, sem uma
autorização especial do Vaticano. .
1967 - São
publicadas as Memórias da Irmã Lúcia onde ela
revela o pedido de Nossa Senhora, em 1929, de Consagração da
Rússia. Começa, de imediato, uma enorme campanha pública
de recolha de milhares de assinaturas, pedindo ao Papa a
consagração da Rússia.
11 de Fevereiro, 1967 -
Numa conferência de imprensa, o Cardeal Ottaviani, que leu o Terceiro
Segredo, revela que ele está escrito numa única folha de
papel.
13 de Maio, 1967 -
A Irmã Lúcia encontra-se com o Papa Paulo VI no espaço
aberto do Santuário de Fátima, durante a sua visita e
peregrinação àquele lugar. Na presença de 1.000.000
de peregrinos, ela pede para falar ao Papa. Chora quando o Papa a recebe mal e
lhe diz apenas: "-Fale com o seu Bispo". De acordo com, pelo menos, um perito
de Fátima, a Irmã Lúcia suplicou ao Papa Paulo VI que
tornasse conhecido o Terceiro Segredo; mas ele recusou.
1975 - Depois de 10 anos dedicados a estudar os arquivos
de Fátima, o Padre Alonso declara publicamente que a entrevista
(publicada em 1957) do Padre Fuentes à Irmã Lúcia é
um relato autêntico e cuidadoso das declarações desta,
respeitantes ao conteúdo da Mensagem de Fátima.
1975 - Os 24
volumes, de oitocentas páginas cada, elaborados pelo Padre Alonso
estão prontos para publicação. Esta obra monumental sobre
a Mensagem de Fátima inclui, pelo menos, 5.396 documentos. O que
acontece é que a tipografia é - literalmente - mandada parar pelo
novo Bispo de Fátima, Mons. D. Alberto Cosme do Amaral, impedindo assim
que a pesquisa que o Padre Alonso efectuara ao longo de dez anos chegasse ao
grande público. Dos vinte e quatro volumes, só dois virão
eventualmente a ser publicados (em 1992 e em 1999, respectivamente), mas apenas
em edições alteradas.
16 de Outubro, 1978
- O Papa João Paulo II é eleito. Lê o Terceiro Segredo
alguns dias após a sua eleição, segundo virá a
declarar (em Maio de 2000) a "Associated Press", pelo seu porta-voz, Joaquim
Navarro-Valls - declaração que será desmentida por
Monsenhor Bertone, da Congregação para a Doutrina da Fé,
que afirma que o Papa nunca lera o Terceiro Segredo antes de 18 de Julho de
1981. Estas duas declarações em conflito sugerem a
existência de dois textos distintos que falam do Terceiro Segredo in
toto. Ao que parece, o Papa terá lido o texto do Segredo que foi
guardado no cofre dos aposentos papais em 1957.
1980 - Em apenas
três anos, e graças a uma ampla campanha patrocinada pelo Cardeal
Josyf Slipyj, as subscrições públicas a favor da
Consagração da Rússia reúnem mais de três
milhões de assinaturas - que chegam ao Vaticano.
13 de Maio, 1981 -
O Papa João Paulo II é alvejado a tiro, neste dia
aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora de
Fátima. Os disparos deram-se no preciso instante em que o Papa se volta
para ver uma estampa de Nossa Senhora de Fátima, presa à camisola
de uma menina. As balas falham o objectivo. O Papa reconhece que Nossa Senhora
de Fátima interveio para lhe salvar a vida.
7 de Junho, 1981 -
O Papa faz a consagração do mundo, mas não da
Rússia, quando está ainda convalescente dos ferimentos sofridos.
18 de Julho, 1981 -
Segundo Monsenhor Bertone (que, como já foi dito, contradiz neste
ponto o porta-voz do Papa, Joaquim Navarro-Valls), o Papa João Paulo II
lê o Terceiro Segredo pela primeira vez.
12 de Dezembro, 1981 -
O Padre Alonso morre. No entanto, pôde ainda publicar um certo
número de artigos e opúsculos sobre Fátima. Aqui
estão alguns extractos das conclusões mais importantes a que
chegou na sua pesquisa sobre o Terceiro Segredo:
"No período que precede o grande triunfo
do Coração Imaculado de Maria, sucederão coisas tremendas
que são objecto da terceira parte do Segredo. Que coisas serão
essas? Se 'em Portugal, se conservará sempre o dogma da Fé,
...' pode claramente deduzir-se destas palavras que, em outros lugares da
Igreja, estes dogmas vão tornar-se obscuros ou chegarão mesmo a
perder-se ..."
"Seria, então, de toda a probabilidade
que, nesse período 'intermédio' a que nos estamos a referir
(depois de 1960 e antes do triunfo do Imaculado Coração de
Maria), o texto (do Terceiro Segredo) faça referências
concretas à crise da Fé na Igreja e à negligência
dos Seus próprios Pastores." O Padre Alonso fala ainda de "lutas
intestinas no seio da própria Igreja e de graves negligências
pastorais por parte das altas hierarcas" e, mesmo, de "deficiências na alta Hierarquia da Igreja..."
"Falaria o texto original (e inédito) de
circunstâncias concretas? É muito possível que não
só fale de uma verdadeira 'crise de fé' na Igreja durante este
período intermédio, mas ainda, como acontece com o segredo de La
Salette, por exemplo, que haja referências mais concretas às lutas
internas dos católicos ou às dificiências de sacerdotes e
religiosos. Talvez se refira, inclusivamente, às próprias
deficiências da alta Hierarquia da Igreja." "Por isso, nada disto
é alheio a outros comunicados que a Irmã Lúcia tenha feito
sobre este assunto."
Significativamente, a Irmã Lúcia nunca
corrigiu estas conclusões do Padre Alonso - quando nunca hesitou em
corrigir outras declarações de clérigos e de vários
autores sobre Fátima, sempre que estavam enganados. Ora o Padre Alonso
teve acesso tanto aos documentos como à própria Irmã
Lúcia. Assim, o seu testemunho é de importância capital.
21 de Março, 1982
- A Irmã Lúcia encontra-se com o Núncio
Apostólico, acompanhado por outro Bispo e pelo Dr. Lacerda, e informa-os
dos requisitos para uma Consagração da Rússia que seja
válida, de acordo com o pedido de Nossa Senhora de Fátima. Ora
esta mensagem da Irmã Lúcia não é totalmente
transmitida ao Papa pelo Núncio, porque o Bispo que o acompanhava
lhe disse para não mencionar o requisito de os Bispos de todo o mundo
deverem participar na Consagração.
12 de Maio, 1982 -
Na véspera da visita do Papa João Paulo II a Fátima,
L'Osservatore Romano - o próprio jornal do Papa - publica um
artigo do Padre Umberto Maria Pasquale, S.D.B., sobre uma das conversas que
teve com a Irmã Lúcia e sobre uma carta que ela depois lhe
escreveu a propósito do assunto da Consagração da
Rússia. É aí que o Padre Pasquale revela ao mundo que a
Irmã Lúcia lhe dissera nessa entrevista, clara e precisamente,
que Nossa Senhora de Fátima nunca pediu a consagração
do mundo, mas só a consagração da Rússia. O
Padre Pasquale publica também a reprodução
fotográfica de uma nota manuscrita, do punho da Irmã
Lúcia, a atestar este ponto da conversa.
O Padre Pasquale, sacerdote salesiano bem conhecido,
conhecia a Irmã Lúcia desde 1939 e, até este momento
(1982), tinha recebido umas 157 cartas dela. Aqui está o seu testemunho
pessoal, tal como foi publicado em L'Osservatore Romano:
"Gostaria de clarificar a questão da
Consagração da Rússia, uma vez que tenho recurso à
fonte. A 5 de Agosto de 1978, no Carmelo de Coimbra, tive uma longa entrevista
com a vidente de Fátima, Irmã Lúcia. A certa altura,
disse-lhe: '-Irmã, gostaria de lhe fazer uma pergunta. Se não
puder responder-me, paciência! Mas se puder, ficaria muito agradecido se
me esclarecesse um pormenor que também não parece claro a muita
gente... Alguma vez Nossa Senhora lhe falou da consagração do
mundo ao Seu Imaculado Coração?' '-Não, Padre Umberto!
Nunca! Na Cova da Iria, em 1917, Nossa Senhora prometeu: Eu virei pedir a
consagração da Rússia .... para impedir que ela espalhe os
seus erros pelo mundo, que haja guerras entre várias
nações e perseguições à Igreja ... Em
1929, em Tuy, tal como tinha prometido, Nossa Senhora voltou para me dizer que
chegara o momento de pedir ao Santo Padre que fizesse a
consagração daquela nação (a Rússia)'
..."
Depois desta conversa, e no desejo de ter uma
declaração por escrito da Irmã Lúcia, o Padre
Pasquale escreveu-lhe, perguntando: "Alguma vez Nossa Senhora lhe falou da
consagração do mundo ao Seu Coração Imaculado?" O
Padre Pasquale recebeu, então, da Irmã Lúcia, uma resposta
escrita, datada de 13 de Abril de 1980. [Encontra-se, em baixo, uma
cópia reproduzida].
Aqui vai a transcrição da nota escrita
pelo punho da Irmã Lúcia:
Rev.do Senhor P. Umberto "Respondendo
à sua pergunta esclareço: Nossa Senhora, em
Fátima, no Seu pedido, só Se referiu à
consagração da Rússia." ... Coimbra 13 IV-1980
(assinado) Irmã Lúcia
12 de Maio, 1982 -
Ainda neste dia, a Irmã Lúcia escreve uma carta, alegadamente "ao
Santo Padre". O documento do Vaticano datado de 26 de Junho de 2000
apresentará uma reprodução fotográfica desta carta
manuscrita, afirmando que ela foi dirigida ao Papa João Paulo II.
Todavia, uma comparação cuidada deste manuscrito em
português (do qual se mostra um excerto abaixo) com as versões
fornecidas pelo Vaticano (em inglês, em italiano e também em
português) revela que uma passagem crucial - prova de que esta carta
nunca poderia ter sido escrita ao Papa - foi omitida em todas as 3
versões.
Mostramos abaixo o texto correspondente, na
versão portuguesa, fornecido pelo Vaticano:
Das versões divulgadas pelo Vaticano, foi omitido
intencionalmente o excerto sublinhado da já mencionada carta da
Irmã Lúcia: "A terceira parte do segredo, que tanto ansiais
por conhecer, é uma revelação simbólica ...."
Este excerto omitido chama a atenção para o facto de a pessoa a
quem se dirigia a carta continuar a ansiar conhecer (o Segredo) o que
é estranhíssimo, pois o Papa João Paulo II já o
teria lido: ou em 1978,- dias antes de se tornar Papa (segundo Joaquin
Navarro-Valls), ou no dia 18 de Julho de 1981 (segundo Mons. D. Bertone). Ora,
se o Papa já leu o Terceiro Segredo em 1981, por que razão
ansiaria conhecer o seu conteúdo em 1982? Além do mais, como
poderia a Irmã Lúcia sequer afirmar que o Papa ansiava conhecer o
Segredo, quando ele poderia obter o texto quer dos arquivos do Vaticano, quer
do cofre dos aposentos papais, em qualquer momento que o desejasse?
E a mesma carta continua: "E se não vemos ainda,
o facto consumado, do final desta profecia, vemos que para aí caminhamos
a passos largos." Por que razão diria a Irmã Lúcia ao Papa
João Paulo II, em 1982, que a profecia do Terceiro Segredo poderia
não ter sido ainda cumprida, se ela já o tivesse sido totalmente,
pela tentativa (falhada) de assassinato do Papa, a 13 de Maio de 1981 (como
mais tarde o Cardeal Ratzinger e o Mons. Bertone afirmarão, a 26 de
Junho de 2000)?
13 de Maio, 1982 -O
Papa João Paulo II consagra o mundo, mas não a Rússia, em
Fátima. Os Bispos do mundo não participam.
19 de Maio, 1982 -
Em LOsservatore Romano, o Santo Padre como
explicação do motivo de não ter consagrado a Rússia
especificamente, declara quetinha tentado fazer tudo o que era
possível, dentro das circunstâncias concretas.
Julho/Agosto 1982 -
A revista do Exército Azul, Soul, publica uma alegada
entrevista com a Irmã Lúcia, na qual ela supostamente afirma que
a Consagração da Rússia foi realizada na cerimónia
de 13 de Maio de 1982.
1982-83 - Em
comentário privado a amigos e familiares, a Irmã Lúcia
nega repetidamente que a Consagração tenha sido feita. Tendo-lhe
sido pedido, nos inícios de 1983, que o dissesse publicamente, a
Irmã Lúcia responde ao Padre Joseph de Sainte Marie que precisa
de ter aautorização oficial do Vaticano antes de
poder fazer tal declaração.
19 de Março, 1983
- A pedido do Santo Padre, a Irmã Lúcia encontra-se de novo
com o Núncio Pontifício, o Arcebispo Portalupi, com o Dr. Lacerda
e, desta vez, também com o Padre Messias Coelho. Durante este encontro,
a Irmã Lúcia confirma que a Consagração da
Rússia não foi feita, porque nem a Rússia foi mencionada
como sendo o objecto específico da consagração, nem os
Bispos do mundo nela participaram. Explica ainda que não o pôde
dizer publicamente mais cedo, por não ter tido
autorização do Vaticano.
Maio-Outubro 1983 -
Tanto o Padre Caillon como o Padre Gruner publicam vários artigos
apresentando a entrevista publicada na revista Soul de Julho/Agosto 1982
como falsa.
1984
25 de Março, 1984
- - Em Roma, diante de 250.000 pessoas, o Santo Padre consagra
novamente o mundo ao Coração Imaculado de Maria; e, logo a
seguir, saindo do texto que preparara, reza:"Iluminai especialmente aqueles
povos cuja consagração e confiada entrega Vós esperais de
nós.". Deste modo, o Papa reconhece publicamente que Nossa Senhora de
Fátima ainda está à espera da
Consagração da Rússia. (Veja-se a foto de L'Osservatore
Romano em baixo)..
26 de Março, 1984
- O jornal pontifício, L'Osservatore Romano, publica
as palavras que, acima, demos a conhecer, exactamente como o Santo Padre as
disse.

No dia 8 de Dezembro de 1983, o Papa João
Paulo II escreveu a todos os Bispos do mundo, pedindo-lhes que se reunissem a
ele a 25 de Março de 1984, a fim de consagrarem o mundo ao Imaculado
Coração de Maria. Incluído na mesma carta, o Papa enviava
a todos o texto da consagração que tinha composto. Ora, nesse dia
25 de Março de 1984, o Papa, ao fazer a consagração diante
de Nossa Senhora de Fátima, afastou-se do texto que preparara, para
incluir as palavras que abaixo destacamos. Como pode ver-se, foram
publicadas em L'Osservatore Romano as palavras acrescentadas àquela
parte do texto, que indicam com toda a clareza que, nesse momento, o Papa sabia
que a consagração do mundo feita nesse dia não ia de
encontro aos pedidos de Nossa Senhora de Fátima. Depois de fazer a
consagração do mundo propriamente dita (cf. alguns
parágrafos acima), o Papa acrescentou as palavras que destacamos e
que traduzimos: «Iluminai especialmente aqueles povos cuja
consagração e confiada entrega Vós esperais de
nós.» - o que mostra claramente que ele sabe que Nossa Senhora
espera que o Papa e os Bispos Lhe consagrem, a Ela, certos povos: isto
é, os povos da Rússia. |
Reprodução da edição do
dia 26 de Março de 1984 de L'Osservatore Romano, com
tradução, ampliada, das palavras do Papa João Paulo II. Os
oponentes da Consagração da Rússia, porque lhes
convém, desde 1984 até hoje, têm omitido relatar não
só aquilo que o Papa, com efeito, disse, como também que ele
não fez a Consagração da Rússia como fora pedido
por Nossa Senhora de Fátima. |
11 de Novembro, 1984 -
É publicada na revista Jesus, das Irmãs Paulinas, uma
entrevista do Cardeal Ratzinger com o título "Aqui está o motivo
de a Fé estar em crise". Essa entrevista, publicada com explicita
autorização do Cardeal Ratzinger, afirma que a crise da Fé
está a afectar a Igreja pelo mundo inteiro. Ora, neste contexto, ele
revela ter lido o Terceiro Segredo, e que o Segredo se refere aos "perigos
que ameaçam a Fé e a vida do Cristão e, consequentemente,
do mundo".
Deste modo, o Cardeal confirma a tese do Padre Alonso,
de que o Segredo aponta para uma apostasia, generalizada a toda a Igreja. Na
mesma entrevista, o Cardeal Ratzinger diz que o Segredo também refere "a
importância dos Novíssimos (os últimos tempos/as
últimas coisas)" e que "Se [o Segredo] não foi tornado
público - pelo menos por agora - foi para impedir que a profecia
religiosa viesse a descambar no sensacionalismo...". Além disso, o
Cardeal revela que "o conteúdo deste 'Terceiro Segredo' corresponde ao
que é anunciado nas Sagradas Escrituras e que tem sido dito, muitas e
muitas vezes, em várias outras aparições de Nossa Senhora,
a começar por esta, de Fátima..."
|
| Foto da parte crucial da entrevista do Cardeal
Ratzinger, no número da revista Jesus de 11 de Novembro de 1984,
referente ao Terceiro Segredo. (A tradução portuguesa que aparece
abaixo foi publicada, em inglês, em The Fatima Crusader, nº 37,
Verão de 1991.) |
|
Apresentamos aqui, pois, a entrevista tal como
foi aprovada por Sua Eminência o Cardeal Ratzinger, nos principios de
Outubro.
A uma das quatro secções da
Congregação (para a Doutrina da Fé) cabe ocupar-se das
aparições de Nossa Senhora. "-Cardeal Ratzinger, o Senhor Cardeal
leu o chamado "Terceiro Segredo de Fátima", aquele texto que a
Irmã Lúcia enviou ao Papa João XXIII e que este,
não o querendo revelar, ordenou que fosse depositado nos arquivos do
Vaticano?» (Em resposta, o Cardeal Ratzinger disse:)
"-Sim, li-o.» (Uma resposta dada com
tanta franqueza originou mais uma pergunta:)
"-Porque não foi, então,
revelado?» (A isto, o Cardeal deu uma resposta sumamente esclarecedora:)
«-Porque, de acordo com a apreciação dos Papas, não
acrescenta nada de novo (literalmente: nada diferente) àquilo que cada
Cristão deve saber com respeito à Revelação: uma
chamada radical à conversão; a absoluta seriedade da
História; os perigos que ameaçam a Fé e a vida do
Cristão, e, consequentemente, do mundo. E, também, a
importância dos 'novíssimos' (ou seja, os últimos
acontecimentos no fim dos tempos). Se [o Segredo] não foi tornado
público - pelo menos por agora - foi para impedir que a profecia
religiosa viesse a descambar no sensacionalismo. Mas o conteúdo deste
'Terceiro Segredo' corresponde ao que é anunciado nas Sagradas
Escrituras e que tem sido dito, muitas e muitas vezes, em várias outras
aparições de Nossa Senhora, a começar por esta, de
Fátima, no seu conteúdo já conhecido. Conversão e
penitência são as condições essenciais para a
Salvação." |
27 de Março, 1984 - Segundo foi noticiado no Avvenire, jornal dos Bispos italianos, três horas depois de
consagrar o mundo, o Santo Padre reza na Basílica de São Pedro
pedindo a Nossa Senhora que abençoe "aqueles povos para quem Vós
Mesma estais à espera do nosso acto de consagração
e de confiada entrega."
1984 - O Padre
Messias Coelho, perito de Fátima, insiste publicamente em que a
Consagração ainda não foi feita, e manterá
firmemente esta posição até ao Verão de 1989.
10 de Setembro, 1984 - D. Alberto Cosme do Amaral, Bispo de Fátima, declara numa
sessão de perguntas e respostas, na Aula Magna da Universidade
Técnica de Viena de Áustria: "O conteúdo (do Terceiro
Segredo) diz respeito, unicamente, à nossa Fé... A perda de
Fé de um continente é pior do que o aniquilar de uma
nação; e a verdade é que a Fé está
continuamente a diminuir na Europa.". As suas observações
são publicadas na edição de Fevereiro de 1985 da revista Mensagem de Fátima.
Ora bem: se, neste excerto da entrevista de 1984 (cf. a
foto que acima mostramos), o Cardeal Ratzinger diz que o 'Terceiro Segredo'
contém uma "profecia religiosa" que não pode ser revelada "para
impedir que viesse a descambar no sensacionalismo", já em 26 de Junho de
2000, o mesmo Cardeal afirma que o Terceiro Segredo se refere, unicamente, a
acontecimentos já passados (a culminar na tentativa de assassinato do
Papa, em 1981 -antes da entrevista de 1984) e que não contém
profecia alguma referente ao futuro. Que terá acontecido para obrigar o
Cardeal Ratzinger a alterar totalmente o seu testemunho anterior? Porque
terá insinuado, a 26 de Junho de 2000, que o Terceiro Segredo poderia
não ser mais do que o resultado da imaginação da
Irmã Lúcia? Acreditará ele, realmente, na Mensagem de
Fátima? Se não acredita, poderá a sua
interpretação pessoal da Mensagem de Fátima ser de
confiança?
1985 - 1988
Junho, 1985 - Esta
mesma entrevista da revista Jesus de Novembro de 1984 é agora
publicada num livro intitulado The Ratzinger Report (O relatório
de Ratzinger) onde, misteriosamente, foram suprimidas referências
cruciais respeitantes ao conteúdo do Terceiro Segredo. O livro é
publicado em Inglês, Francês, Alemão e Italiano, e atinge
mais de 1.000.000 de exemplares. Embora as revelações referentes
ao Terceiro Segredo tenham sido, portanto, censuradas, o livro admite que a
crise da Fé que o Padre Alonso nos diz constar da profecia do
Terceiro Segredo já se despoletou, e envolve o mundo inteiro.
Setembro, 1985 - Em
entrevista à revista Sol de Fátima (uma
publicação de amigos do "Exército Azul" de Espanha), a
Irmã Lúcia afirma que a Consagração da
Rússia ainda não foi feita, porque, mais uma vez, nem a
Rússia foi, claramente, o objecto da consagração de 1984,
nem o episcopado do mundo participou.
1985 - O
Cardeal Gagnon, entrevistado pelo Padre Caillon, reconhece que a
Consagração da Rússia ainda não foi feita.
1986 Maria do
Fètal refere publicamente o que a Irmã Lúcia, sua prima,
lhe dissera: que a Consagração da Rússia ainda
não foi feita afirmação que Maria do
Fètal solidamente manterá até Julho de 1989.
1986-1987 O
Padre Paul Leonard Kramer escreve, em Junho de 1986, "The Plot to Silence Our
Lady" (O plano secreto para calar Nossa Senhora) e, em Abril de 1987, como que
em continuação do mesmo tema, o artigo sob o título "The
(USA) Blue Army Leadership Has Followed a Deliberate Policy of Falsifying the
Fatima Message" (O comando do "Exército Azul" dos EUA tem seguido uma
política deliberada de falsificação da Mensagem de
Fátima). Ambos os artigos expõem a entrevista falsificada de
1982, da revista Soul, e as subsequentes deturpações
acerca da Consagração pedida por Nossa Senhora, emitidas pelo
"Exército Azul" dos Estados Unidos.
20 de Julho, 1987
Em breve entrevista fora do seu convento, aquando de uma saída
para ir votar, a Irmã Lúcia confirma ao jornalista Enrico Romero
que a Consagração da Rússia ainda não tinha
sido feita.
25 de Outubro, 1987
Também o Cardeal Mayer, numa audiência a um
grupo de dez líderes católicos, reconhece publicamente que a
Consagração ainda não tinha sido feita de acordo
com o pedido expresso de Nossa Senhora.
26 de Novembro, 1987
Por sua vez, num encontro privado, o Cardeal Stickler confirma que a
Consagração ainda não foi feita, por faltar ao Papa
o apoio dos Bispos. "Eles não lhe obedecem.", diz o Cardeal Stickler.
1988 - O Cardeal
Gagnon ataca o Padre Gruner, por ter publicado o relatório do Padre
Caillon, que cita a sua declaração de 1985 em como a
Consagração ainda não tinha sido feita. Embora o
Cardeal Gagnon admita que é verdade ter falado com o Padre Caillon, e
também não negue a verdade do que o relatório publica, diz
que essa conversa não era para ser dada a público por isso
ataca o Padre Gruner.
1989 1990
1989 - Mais de 350
Bispos Católicos respondem a uma carta do Padre Gruner, confirmando-lhe
o seu desejo de fazer a consagração da Rússia juntamente
com o Papa, tal como foi pedida por Nossa Senhora, em Fátima.
1989 Segundo
estimativas conservadoras, foi recebido no Vaticano, desde 1980, mais 1
milhão de assinaturas, em petições de súplica ao
Papa para que, juntamente com os Bispos, faça a
Consagração da Rússia ao Coração
Imaculado de Maria.
Julho 1989 Na
presença de três testemunhas, o Padre Messias Coelho, no Hotel
"Solar da Marta", em Fátima, revela que o que se passa é que a
Irmã Lúcia recebera uma "instrução" anónima
proveniente de pessoas não-identificadas da burocracia do Vaticano,
consistindo essa "instrução" em que tanto a Irmã
Lúcia como as outras religiosas da sua comunidade têm de dizer
agora que a Consagração da Rússia foi realizada na
cerimónia de 25 de Março de 1984 embora a Rússia
nunca tenha sido mencionada, nem os Bispos do mundo tenham participado.
Depois deste desenrolar dos acontecimentos, as diversas
testemunhas (incluindo, é pretendido, a própria Irmã
Lúcia) começam a negar as suas declarações
anteriores de que a Consagração não tinha sido
feita. Ora essas testemunhas tinham anteriormente afirmado, sem qualquer
dúvida, que a Rússia não poderia ter sido consagrada
conforme pedia a Mensagem de Fátima, por ter faltado a
menção da Rússia pelo seu nome e ainda a
participação dos Bispos de todo o mundo. Começa agora um
processo "revisionista" que altera o pedido de Nossa Senhora, mudando a
Consagração da Rússia pela Consagração do
mundo. Ao mesmo tempo, forças poderosas pertencentes ao aparelho do
poder do Vaticano começam a atacar o Padre Gruner e o seu apostolado,
tentando suprimi-los.
Julho 1989
Neste mesmo mês de Julho, o Núncio Pontifício em Portugal
é substituído. Pouco tempo depois, e de acordo com a
"instrução" anónima da burocracia interna do Vaticano,
é a vez da Maria do Fètal alterar, subitamente, tudo aquilo que
dissera, contradizendo todas as declarações anteriores
respeitantes ao facto de sua prima, a Irmã Lúcia, estar
convencida que a Consagração não tinha sido feita.
Agora, é Maria do Fètal que afirma que a Irmã Lúcia
está convicta de que a consagração do mundo, em 1984,
satisfez o pedido de Nossa Senhora de Fátima.
10 de Julho, 1989 -
O Padre Gruner recebe uma carta (datada de 29 de Maio de 1989) do novo Bispo de
Avellino, dizendo que o Cardeal Secretário de Estado do Vaticano tem
enviado "sinais de preocupação" acerca do trabalho do Padre
Gruner em promover a Mensagem de Fátima trabalho que incluem,
especialmente, i) a divulgação da forma correcta de
consagração da Rússia, tal como foi pedida por Nossa
Senhora de Fátima, ii) e o pedido de que seja revelado, na sua forma
completa, o Terceiro Segredo.
Em primeiro lugar, não há
explicação possível para que a carta tenha levado um
mês a chegar às mãos do Padre Gruner! No entanto o Padre
Gruner responde com o devido respeito, chamando a atenção do
Senhor Bispo para o facto de ter uma autorização escrita de Dom
Pasquale Venezia, anterior Bispo da Diocese de Avellino, para estar no
Canadá.
O novo Bispo parece desconhecer totalmente a
autorização dada ao Padre Gruner pelo seu antecessor, para viver
fora da Diocese de Avellino, enquanto se ocupasse do seu Apostolado de
Fátima.
24 de Julho, 1989
O Cardeal Innocenti escreve ao Padre Gruner, repreendendo-o
por este recusar um "convite" para visitar o Núncio Pontifício no
Canadá. Curiosamente, o Núncio nunca emitira qualquer ordem para
o Padre Gruner o ir ver. O Cardeal Innocenti ameaça, inclusivamente, o
Padre Gruner com uma possível suspensão, a menos que se
incardinasse numa diocese canadiana; ou, então, que regressasse a
Avellino até 30 de Setembro de 1989.
9 de Agosto, 1989
Inesperadamente, o Bispo Fulton, do Canadá, envia ao
Padre Gruner uma oferta de incardinação (que ele não
solicitara), mas impondo-lhe, como condição, que cesse o seu
trabalho de divulgação da Mensagem de Fátima. Como tudo
leva a crer, tal oferta de incardinação seria resultante de
pressão exercida pelo Cardeal Secretário de Estado do Vaticano
sobre o Bispo de Avellino, impelindo aquele, por sua vez, a transmitir ao Bispo
Fulton a intenção desejada.
21 de Agosto, 1989 -
O Padre Gruner responde à carta do Cardeal Innnocenti (datada de 24 de
Julho de 1989 e recebida só depois do dia 14 de Agosto), salientando que
i) não só o Senhor Cardeal não tem autoridade para
interferir num assunto sobre o qual o próprio Bispo de Avellino
não deu qualquer ordem directa, ii) como também que ele, Padre
Gruner, está a agir em conformidade com a Lei da Igreja. Por isso, o
Padre Gruner apela ao Papa contra o abuso de autoridade por parte do Cardeal
Innocenti. Depois disso, o Cardeal Innocenti nunca mais respondeu nem escreveu
de novo ao Padre Gruner, tendo dado ordens a todos no seu gabinete que
não lhe fosse mencionado o nome do Padre Gruner, nunca mais.
1 de Setembro, 1989
- The Fatima Crusader ("A Cruzada de Fátima") chama a
atenção para o direito que cada sacerdote tem de publicar a
verdade sobre a Mensagem de Fátima. É de acordo com esta
afirmação que a resposta (de dez páginas) do Padre Gruner
ao Cardeal Innocenti é publicada neste número de The Fatima
Crusader.
Finais de Agosto -
Princípios de Setembro, 1989 Dá-se o chamado
"golpe de estado" em Moscovo ou seja, o regime comunista segue um
esquema anteriormente planeado com a intenção de enganar o
Ocidente. Sabemos isso porque esse plano, parcialmente escrito em 1958, foi
publicado em 1984 por Anatoliy Golitsyn, desertor da KGB e que fizera parte, em
1958, da sessão de planeamento. O seu livro New Lies for Old
(Mentiras novas em vez das antigas) apresenta 148 acções, como
estando previstas no plano dos comunistas russos na sua estratégia para
enganar o Ocidente. Pelo ano de 1993, 139 dessas acções teriam
já sido realizadas.
Esse plano que Golitsyn revelou viria a
ser bem sucedido por conseguir enganar muitas pessoas que acreditam em Nossa
Senhora de Fátima, levando-as a acreditar que as mudanças
meramente políticas de 1989 faziam parte do Triunfo do Imaculado
Coração de Maria, anunciado por Nossa Senhora. Mas, na realidade,
as mudanças ocorridas na Rússia durante o período de
1989-2001 só vieram mostrar um aumento de perversão na sociedade
russa não a conversão da Rússia.
Ora, não é por mera coincidência
que, em 1989 no mesmo ano em que começa o astucioso e
estratégico plano da Rússia , i) começa
também uma campanha organizada para abafar ou alterar a Mensagem de
Fátima, que inclui intenções de silenciar o Padre Gruner e
o seu apostolado, e ii) começam a aparecer, subitamente, cartas
da Irmã Lúcia escritas à maquina (ela, que não
escreve à maquina!), a declarar que a Consagração da
Rússia foi efectivamente realizada, em cerimónias onde nem
sequer é mencionada a Rússia.
Agosto, 1989 Novembro,
1989 - Notas e cartas feitas a computador e à máquina
de escrever, supostamente assinadas pela Irmã Lúcia, aparecem
subitamente, a contradizer redondamente todas as declarações que
fizera, durante mais de 50 anos, acerca da Consagração. Ora estes
escritos contêm erros factuais que a Irmã Lúcia nunca
poderia ter cometido (e.g. a declaração falsa de que o Papa Paulo
VI consagrou o mundo ao Coração Imaculado de Maria, aquando da
sua visita a Fátima, em 1967), bem como fraseologia que ela nunca tinha
usado antes. Até esse momento, a "Irmã Lúcia" nunca
utilizara máquinas de escrever ou computadores (de que não se
sabe servir....) para a sua
correspondência, e, além disso, continua a escrever tudo o mais,
inclusive as suas longas memórias, à mão.
29 de Janeiro, 1990
- Às oito e meio da manhã, em Fátima, a Maria
do Fètal afirma ao Padre Pierre Caillon que "estava a inventar", quando
anteriormente relatou a declaração da Irmã Lúcia
(sua prima) de que a consagração do mundo, em 1984, não
fora em conformidade com o pedido de Nossa Senhora, que era sobre a
consagração da Rússia.
11 de Outubro, 1990
- A própria irmã de sangue da Irmã Lúcia, Carolina,
avisa, em Fátima, o Padre Gruner de que pouca ou nenhuma
confiança pode ser posta em qualquer carta da Irmã Lúcia
escrita à máquina, porque ela nem sequer sabe escrever
à máquina.
22 de Outubro, 1990
- Um perito forense altamente reputado indica, em relatório escrito, que
a assinatura da Irmã Lúcia que aparece numa carta escrita a
computador, e com data de Novembro de 1989, foi forjada. Ora, já em
Março de 1990, excertos dessa carta tinham sido publicados por uma
revista católica Italiana que os fez circular amplamente, sendo citados
como "prova" de que a Consagração tinha sido feita; aproveitada
por diversos noticiários, a versão da revista italiana torna-se
uma notícia fraudulenta divulgada pelo mundo inteiro.
Novembro, 1990 - O
Padre Gruner e a Cruzada Internacional do Rosário de Fátima
lançam uma campanha, por todo o mundo, para libertar a Irmã
Lúcia da sua prova de silêncio de 30 anos, e para animar o Santo
Padre a tornar conhecido o Terceiro Segredo de Fátima.
1991 até ao presente
13 de Maio, 1991
A Irmã Lúcia declina o convite para ir a
Fátima durante a visita do Papa, mas é-lhe dada ordem para que
vá, sob santa obediência. O Papa João Paulo II visita
Fátima pela segunda vez, e tem um encontro de meia hora com a
Irmã Lúcia. Depois desse encontro, nem o Papa nem a Irmã
Lúcia fazem qualquer declaração acerca de a
Consagração da Rússia ter sido feita,
declaração que teria sido feita de imediato, se as "cartas da
Irmã Lúcia" de 1989-90 (à máquina ou a computador)
fossem autênticas.
O silêncio do Papa e da Irmã Lúcia
acerca da Consagração de Rússia é por demais
revelador: i) há um evidente desacordo entre a Irmã
Lúcia e determinado sector do aparelho do Vaticano que tem tentado, por
todos os meios, sugerir que a Consagração da Rússia
já foi feita pelo que não há mais nada a dizer (ou
a fazer); e ii) embora a Irmã Lúcia tenha, alegadamente,
concordado em que a Consagração fora feita, o certo é que
ela continua limitada pela ordem que lhe foi imposta, em 1960, de se manter em
silêncio, pelo que não pode defender-se publicamente contra estes
rumores porque o seu silêncio forçado continua. Os 24
volumes do Padre Alonso, com 5.396 documentos inéditos sobre
Fátima, continuam ainda proibidos de serem publicados.
8 de Outubro, 1992
Realiza-se a Conferência para a Paz, da The Fatima
Crusader. De imediato, LOsservatore Romano publica
declarações falsas e enganadoras do Cardeal Sanchez e do
Arcebispo Sepe, que sugerem ser necessária uma autorização
eclesiástica para se realizar a Conferência quando tal
não é necessário segundo a Lei da Igreja. Falsidades
semelhantes são publicadas, também, na imprensa portuguesa entre
7 e 9 de Outubro. Apesar disso, mais de 100 Bispos aceitam o convite e o
pagamento das viagens para virem a Fátima à Conferência
para a Paz. Porém, enquanto 65 Bispos a ela assistem realmente, outros
35 são "persuadidos" a não assistirem, por acção do
partido anti-Fátima e de certos membros da Secretaria de
Estado do Vaticano.
10 de Outubro, 1992
- Uns servidores do Santuário de Fátima dão
uma tareia ao Padre Gruner, tendo um deles mais tarde confessado que actuou sob
as ordens do Reitor do Santuário, Mons. Luciano Guerra. Quatro meses
depois, Mons. Dom Alberto Cosme do Amaral, é aposentado do seu cargo de
Bispo de Fátima; mas o Mons. Luciano Guerra continua como Reitor do
Santuário.
11 de Outubro, 1992
- A Irmã Lúcia dá uma entrevista (que levanta
dúvidas) perante o Padre Pacheco, o Cardeal Padiyara, Mons. D.
Michaelappa e um motorista, o Senhor Carlos Evaristo da qual, mais
tarde, o Sr. Evaristo publica uma versão alterada e que ele
próprio admite ter sido "reconstruída". Entre outras falsidades,
essa "entrevista" contém a afirmação da "Irmã
Lúcia" de que Mikhail Gorbachev, ajoelhado diante do Santo Padre, lhe
pediu perdão pelos seus pecados declaração que foi
denunciada como uma falsificação total pelo porta-voz do Papa,
Joaquin Navarro-Valls. É então que o Padre Pacheco se apressa a,
publicamente, repudiar o facto de a "entrevista" ser considerada falsa.
O Irmão François, um erudito de
Fátima, chegou à conclusão de que a "entrevista",
premeditada pelo Reitor do Santuário, tinha a finalidade de acabar com
as petições para que se fizesse a Consagração da
Rússia. Hoje, finalmente, a entrevista totalmente desacreditada do Sr.
Evaristo já não é mencionada como "prova" da alegada
afirmação da Irmã Lúcia de que a
Consagração tinha sido feita.
1992 - É
publicado (com muitas alterações) o primeiro volume dos
documentos críticos do Padre Alonso sobre Fátima, ficando os
outros 23 volumes fechados a sete chaves.
31 de Julho, 1993 -
Um Bispo ilustre da Índia dá credenciais escritas do seu desejo
de incardinar o Padre Gruner o que, aparentemente, iria fazer abortar
qualquer tentativa dos mandatários do poder estabelecido
anti-Fátima do Vaticano de forçar o Padre Gruner a regressar a
Avellino, em Itália.
3 de Novembro, 1993
- O Bispo de Avellino, Mons. D. Antonio Forte, confessa ao Padre Gruner que
está a ser impedido de lhe aprovar a transferência para fora da
sua Diocese, porque tanto o Cardeal Sanchez como o Arcebispo Sepe, da
Congregação do Clero do Vaticano, não o permitiram.
Torna-se mais do que evidente que o Cardeal Sanchez e o Arcebispo Sepe é
que estão a manobrar, juntamente com o Secretariado de
Estado do Vaticano, no sentido de silenciar o Padre Gruner e o seu apostolado
actuações que violam a jurisdição do Bispo
de Avellino e que não tem fundamentação no Direito
Canónico. Nenhum outro sacerdote, em toda a Igreja Católica,
está a ser sujeito a este tipo de intervenção, e só
por causa de uma transferência de uma diocese para outra.
13 de Janeiro, 1994
Mons. D. Antonio Forte diz ao Padre Gruner que nada tem
contra ele; e quando o Padre Gruner lhe pergunta o que deve fazer, o Bispo
diz-lhe que volte para o Canadá.
14 a 31 de Janeiro, 1994
- O Cardeal Sanchez, o Arcebispo Sepe e Mons. D. Antonio Forte
estão a congeminar, contra o Padre Gruner, as últimas "jogadas"
deste "xadrez da incardinação": mandam-lhe procurar outro Bispo;
então, obstruem-lhe a incardinação por vários
Bispos; e, ao mesmo tempo, recusam-lhe a excardinação de
Avellino. Só falta o "xeque-mate": declaram que, como o Padre Gruner
"falhou" por não ter conseguido ser incardinado em outro lugar,
só lhe resta agora voltar a Avellino ou, então, ser suspenso do
sacerdócio.
31 de Janeiro, 1994
- Em carta enviada ao Padre Gruner, Mons. D. Antonio Forte acusa-o de ser um
sacerdote vagus (errante), por não ter saído do
Canadá e regressado a Avellino embora, 18 dias antes, o
próprio Mons. D. Forte tivesse dito ao Padre Gruner que voltasse para
o Canadá. Este comportamento inacreditável, que vem explicado
em Fatima Priest ("O Sacerdote de Fátima"), continua ainda hoje,
e está ainda sob apelação nos tribunais do Vaticano e
perante do Papa.
Outubro, 1994 - O
Secretário de Estado do Vaticano e os Núncios Pontifícios
escrevem aos Bispos de todo o mundo, dando-lhes instruções no
sentido de não assistirem à segunda Conferência para a Paz,
da Cruzada de Fátima, que iria ocorrer no México. Além
disso, são-lhes negados os visas, e outros obstáculos são
postos no caminho de mais de 100 Bispos católicos que aceitaram o
convite para essa Conferência.
1995 - Numa
comunicação pessoal a um certo Professor de Salzburgo,
Áustria, chamado Baumgartner, o Cardeal Mario Luigi Ciappi nada
mais nada menos que o teólogo pessoal do Papa João Paulo II
revela que: "No Terceiro Segredo é predito, entre outras coisas,
que a grande apostasia na Igreja começará pelo cimo."
12 de Julho, 1995 -
A primeira Carta Aberta ao Papa é publicada em Il
Messaggero, um importante jornal diário de Roma. Preenche duas
páginas inteiras, e protesta publicamente contra o violento abuso de
poder, posição e prestígio, por parte dos burocratas
anti-Fátima do Vaticano, entre 1992 e 1994. É assinada por dois
Bispos, e por milhares de sacerdotes e leigos. O Papa não reage (ou
é impedido de reagir), embora circule a notícia, em privado, de
que Sua Santidade leu essa Carta Aberta.
Novembro, 1996 - A
terceira Conferência para a Paz, da Cruzada de Fátima, teve lugar
em Roma e, de novo, todos os Bispos foram convidados a assistir, com todas as
despesas pagas. Apesar da constante repetição das mesmas
falsidades que, em 1992 e 1994, foram postas a circular por certos membros do
establishment anti-Fátima no aparelho do poder do Vaticano
em acção combinada com pressões, exercidas pelo Cardeal
Gantin, por vários Núncios Pontifícios e por outros
burocratas do Vaticano, para não assistirem à Conferência
, apesar de tudo isto, mais de 200 Bispos, sacerdotes e leigos chegam a
participar.
20 de Novembro, 1996
- A acusação canónica apresentada pelo Padre Gruner contra
o Cardeal Sanchez, o Arcebispo Sepe e seus cúmplices é colocada
nas mãos do Papa, tal como se vê em fotografia reproduzida em
Fatima Priest e publicada, a 2 de Abril de 1998, em Il
Messaggero.
26 de Fevereiro, 1997
- Coralie Graham, editora do The Fatima Crusader, envia ao
Cardeal Gantin uma carta registada que contém sete perguntas
pertinentes, respeitantes à ilegalidade das suas tentativas de proibir
tanto bispos como sacerdotes de assistirem à Conferência para a
Paz. Passados já mais de 4 anos, essa carta (que é inteiramente
respeitosa) nunca obteve resposta.
2 de Abril, 1998 -
Uma segunda Carta Aberta, de duas páginas, é publicada, em
italiano, em Il Messaggero. Desta vez, são recolhidas assinaturas
de 27 Bispos e Arcebispos, de 1.900 sacerdotes e religiosos e de mais de 15.000
leigos. Milhares de cartazes ostentando a Carta Aberta são
afixados à volta do Vaticano durante este ano de 1998.
Entretanto, o caso canónico do Padre Gruner
continua a seguir pelo sistema de tribunais do Vaticano. Pormenores dos
procedimentos "arquitectados" e de uma injustiça absurda são
dados a conhecer em Fatima Priest. Durante o processo, o Arcebispo
Grochelewski, agora juiz principal no caso (depois de o Cardeal Agustoni ter
sido forçado a recusar esse lugar, por parecer ter, sobre o caso, um
juízo já formado), reconhece que, na realidade, o caso não
é sobre a incardinação do Padre Gruner, mas sim sobre
aquilo que ele diz (acerca de Fátima). Este é o real motivo dos
numerosos e ilícitos procedimentos sem precedentes contra o Padre
Gruner, embora isso não conste (por escrito) em lugar algum dos autos.
É sabido que um princípio básico da justiça natural
é que todo o acusado tem de ser informado das acusações
precisas feitas contra ele, para se poder defender. Então, pôr o
Padre Gruner em tribunal por uma alegada "ofensa" referente à sua
incardinação, quando o verdadeiro assunto é aquilo que ele
diz acerca da Mensagem de Fátima, é ridicularizar este
princípio legal!
Outubro 1998 - As
várias mentiras, insinuações e acusações
contra o Padre Gruner são sumariadas num longo documento
acusatório. Quem o prepara e promulga é um Promotor de
Justiça nomeado expressamente pelo aparelho do poder do Vaticano, para
preparar um sumário (supostamente "imparcial") das
posições canónicas de ambas as partes. É dito ao
Padre Gruner que não pode sequer ter uma cópia deste documento
"imparcial", a menos que preste um juramento de completo sigilo. Este estranho
pedido é emanado do próprio Tribunal. (Uma cópia desta
exigência do tribunal em guardar sigilo está disponível a
qualquer bispo que a peça.) Como o Padre Gruner se recusa a prestar
esse juramento de sigilo, vê-se obrigado a examinar o documento do
Promotor na presença do seu advogado canónico que, para
esse efeito, tem de ir de Roma ao Canadá e, depois, regressar a Roma com
o documento, sem deixar uma cópia.
10 de Outubro, 1998
- O documento do Promotor revela, pela primeira vez, a
existência de umas 20 cartas que circulam em segredo contra o Padre
Gruner e o seu apostolado. Essas cartas, cheias de falsas
interpretações e de mentiras mais que evidentes, provêm de
certos membros da Congregação do Clero, do Secretariado de Estado
do Vaticano e até mesmo da Congregação do Cardeal
Ratzinger, e vêm já desde os inícios dos anos oitenta.
10 de Dezembro, 1998
- Apesar dos obstáculos (quase impossíveis de transpor) e de um
tempo muito limitado para a resposta, o Padre Gruner entrega para
apreciação uma resposta canónica de oitenta páginas
ao documento do Promotor, a refutar, de modo conclusivo, todas as suas
alegações: o documento do Promotor nunca mais é mencionado
pelo Tribunal.
Dezembro 1998 - Por
correio registado, o Padre Gruner pede que lhe enviem cópia daquelas
cerca de 20 cartas, dimanadas, contra si, da Congregação do Clero
e do tribunal cartas que nunca lhe são fornecidas. É nas
suas costas que continuam a circular mentiras que impedem grandemente os seus
esforços de persuadir os Bispos de que a Consagração da
Rússia tem de ser feita de maneira correcta, para evitar a
aniquilação de muitas nações, tal como adverte
Nossa Senhora de Fátima.
Agosto 1999 - O
Padre Gruner fornece ao Bispo de Avellino uma nova prova documental que
demonstra que ele está incardinado: não em Avellino, mas em outro
lugar.
3 de Setembro, 1999
- A Signatura Apostólica publica uma decisão,
pós-datada como tendo sido de 10 de Julho de 1999. A manifesta
carência de fundamentos de que a decisão dá provas é
demonstrada quer por um capítulo de Fatima Priest, "A Law For One
Man" (Uma lei para um só homem), quer por documentos anexados à
refutação que o Padre Gruner fará a 14 de Outubro de 1999
(reproduzido também em Fatima Priest, edição de
2000) a que a Signatura Apostólica não dá qualquer
resposta.
Entretanto, sendo pressionado, o terceiro advogado
canónico do Padre Gruner acaba por se voltar contra ele (o mau
comportamento dos dois primeiros canonistas é igualmente pormenorizado
em Fatima Priest). É útil saber que, para defender 400.000
sacerdotes católicos na Signatura, são só permitidos 16
canonistas; daí, ser fácil exercer pressão sobre estes
advogados, ameaçando-os de lhes ser impedido o acesso a esse
Tribunal.
12 a 18 de Outubro,
1999 - A "Conferência para a Paz" promovida pelo apostolado em
Hamilton, Ontário (Canadá), é sujeita às mesmas
formas de perseguição, de abuso de autoridade e de falsidades
calculadas as mesmas que impediram as anteriores conferências
do apostolado sobre Fátima. Assistem alguns Bispos e sacerdotes, mas
em número reduzido: é que foi muitíssimo difícil
divulgá-la junto de sacerdotes e bispos, devido à campanha do
Vaticano para denegrir a reputação do Padre Gruner e do seu
apostolado. Tomam parte da Conferência mais de 300 pessoas, na sua
maioria, leigos.
22 de Novembro, 1999
- O Padre Gruner envia ao Papa uma segunda acusação
canónica, registada, e da estação de correios do Vaticano.
Esta queixa envolve o nome dos Cardeais Agustoni, Innocenti e Sanchez, os
Arcebispos Sepe e Grochelewski, e Mons. D. Antonio Forte.
Dezembro 1999 - O
segundo volume dos manuscritos do Padre Alonso é finalmente publicado,
mas tremendamente modificado. Os outros 22 volumes continuam por publicar
(passados 25 anos), embora em 1975 estivessem já totalmente prontos para
imprimir.
20 de Abril, 2000 -
O Padre Gruner invoca a lei 1506 do Direito Canónico, segundo a qual o
Papa é obrigado a aceitar as acusações canónicas
contra os referidos Cardeais e Bispos. Assim, as acusações
são consideradas aceites sob o Direito Canónico mas
só em Maio de 2000, quando tinha já passado o prazo limite.
Apesar de obrigado a responder pela lei que ele mesmo promulgou, o Papa
não o faz, quando até mesmo ele deve obediência à
Lei prevalecente da Igreja, até ao momento em que ele próprio
venha a promulgar uma nova lei que substitua a anterior.
13 de Maio, 2000 -
Durante as cerimónias de Beatificação dos Pastorinhos
Jacinta e Francisco, o Cardeal Sodano anuncia que o Terceiro Segredo de
Fátima será revelado. (Já anteriormente o Secretariado de
Estado tinha tentado afastar de Fátima as cerimónias de
Beatificação, deslocando-as para o Vaticano e incluindo-as numa
cerimónia de beatificação de grupo que envolvia outros
Beati sem qualquer relação com as aparições
de Fátima.)
Todavia, o "Terceiro Segredo" que é revelado
é uma versão enganadora, pois o Cardeal Sodano afirma que ele
consiste numa visão, na qual "o Papa cai por terra, como morto". Ora, o
verdadeiro texto da visão (que será revelado no mês
seguinte) afirma que o Papa é assassinado. O Cardeal Sodano
está claramente a preparar o caminho para uma
"interpretação" errada, segundo a qual i) o culminar do
Terceiro Segredo se deu em 1981, com o atentado (frustrado) contra a vida do
Papa, e que ii) todos os acontecimentos profetizados no Segredo e
passo a citar: "pertencem agora ao passado".
5 de Junho, 2000
Neste dia o Cardeal Castrillón Hoyos assina uma carta
ameaçando o Padre Gruner com uma "excomunhão", para a qual
não há qualquer fundamento. A carta é entregue em casa do
Padre Gruner por um emissário do Vaticano, no dia 21 de Junho, às
10 horas da noite. E esse emissário, enquanto se dirige para a sala de
estar do Padre Gruner, mente ao dizer que trazia boas notícias "do Santo
Padre".
26 de Junho, 2000 -
Numa conferência de imprensa, o Vaticano publica um texto que, segundo
afirma, é a totalidade do Terceiro Segredo: o texto descreve uma
visão na qual o Papa (um "Bispo vestido de branco") é
assassinado por um pelotão de soldados que o abatem a tiro, estando
ele ajoelhado aos pés de uma grande cruz de madeira situada no cimo de
um monte, e depois de ter atravessado uma cidade meio arruinada e cheia de
cadáveres. À execução do Papa segue-1se a
execução de muitos bispos, sacerdotes e leigos.
As perguntas abundam. (Veja-se o artigo de Andrew
Cesanek em The Fatima Crusader, nº 64, disponível em
português em www.fatima.org) Uma dessas perguntas é: -Por que
razão é que o relato da visão, dado a público,
não contém palavras de Nossa Senhora? Até porque o
próprio Vaticano, ao anunciar que o Segredo não seria revelado em
1960, se referiu às "palavras que Nossa Senhora confiou aos três
pastorinhos como segredo." Esse relato da visão omite as palavras que
vêm imediatamente a seguir a: "Em Portugal, se conservará sempre o
dogma da Fé, etc." frase que a Irmã Lúcia incluiu
na sua quarta memória como parte do texto integral do Terceiro Segredo
de Fátima. Ora, essa frase acerca do dogma da Fé em Portugal
é misteriosamente "despromovida" a nota de rodapé no
comentário do Vaticano sobre o Segredo, tendo sido ignorada tanto pelo
Cardeal Ratzinger como por Mons. D. Bertone, co-autores do
comentário.
Na parte do comentário que redigiu, o Cardeal
Ratzinger declara, especificamente, que ele e Monsenhor D. Bertone seguem a
"interpretação" do Cardeal Sodano: i.e., que a Mensagem de
Fátima (e o Terceiro Segredo em particular) se relaciona inteiramente
com acontecimentos que, agora, pertencem ao passado. Assim sendo, o Cardeal
Ratzinger afirma que o facto de o Papa ter escapado à morte em 1981
é o que a visão representa: o Papa a ser morto. Até
os próprios meios de comunicação social leigos
reconhecem a falsidade desta interpretação.
O texto da visão agora dado a público
não contém nenhum dos elementos descritos pelo Cardeal
Ratzinger na entrevista, misteriosamente censurada na revista Jesus, de
1984:
i) nada se diz sobre "os perigos que
ameaçam a Fé e a vida dos Cristãos e, por conseguinte, a
vida do mundo", ii) nem sobre "a importância dos últimos
tempos", iii) nem sobre o que está contido em "muitas outras
aparições de Nossa Senhora" aprovadas pela Igreja, iv) nem
sobre as profecias "anunciadas nas Sagradas Escrituras". Além disso,
enquanto em 1984 (três anos depois do atentado à vida do
Papa) o Cardeal Ratzinger diz que o Terceiro Segredo contém "uma
profecia religiosa", agora vem afirmar que não se trata de profecia
nenhuma, mas apenas de uma descrição de acontecimentos do
passado, que culminam na tentativa de assassinato de 1981.
Ainda por cima, o comentário do Cardeal Ratzinger
escandaliza gravemente os Fiéis, ao afirmar i) que o Triunfo do
Coração Imaculado de Maria não é mais do que a
vitória do amor sobre as bombas e as armas, e ii) que a
devoção ao Coração Imaculado de Maria nada mais
significa do que fazer cada pessoa a vontade de Deus, adquirindo para si, deste
modo, um coração imaculado. Quanto à
conversão da Rússia ao Catolicismo e à difusão a
todo o mundo da devoção ao (único) Imaculado
Coração de Maria, nem sequer são mencionados no
comentário do Cardeal Ratzinger.
A única "autoridade" acerca de Fátima a
que Ratzinger se refere é o Padre Édouard Dhanis, S.J., um
Jesuíta modernista que gastou vários anos a insinuar a
dúvida sobre os elementos proféticos da Mensagem de Fátima
no que diz respeito à Rússia. Dizia ele que esses elementos da
Mensagem eram invenções piedosas da Irmã Lúcia.
Resta dizer que o Padre Dhanis se recusou a estudar os arquivos oficiais de
Fátima ou a consultar outros documentos privados que estariam à
sua disposição, só para não ter que desdizer a sua
falsa tese. Seguindo os erros do Padre Dhanis, que reduzem Fátima a uma
piedade genérica sem qualquer profecia de acontecimentos futuros, o
Cardeal Ratzinger conclui a parte do comentário da sua autoria afirmando
que toda a Mensagem de Fátima se resume a: oração e
penitência.

Depois, a pasmosa afirmação de Mons. D.
Bertone, assessor do Cardeal Ratzinger na elaboração deste
comentário (parcialmente reproduzida acima, extraída do folheto
do Vaticano A Mensagem de Fátima), mostra quão
profundamente tanto o Mons. Bertone como todo o establishment
anti-Fátima caíram no erro e no revisionismo. Diz ele que a
promessa de Nossa Senhora, de que seria concedido aos homens um período
de Paz, estava dependente de ser tornado público o Terceiro Segredo
o que é falso! O que Nossa Senhora disse foi que seria concedido
ao mundo um período de paz, só quando a
Rússia tivesse sido consagrada ao Seu Coração Imaculado e,
consequentemente, se tivesse convertido. Quem não tivesse visto,
impressas, as palavras de Mons. D. Bertone, teria duvidado que qualquer
teólogo católico ou qualquer elemento do clero, em plena lucidez,
avançasse uma interpretação tão falsa e tão
grave da Mensagem de Fátima: em vista do actual estado do mundo, a
afirmação de Mons. D. Bertone de termos chegado ao fim
de um pedaço de história, "marcado por
trágicas veleidades humanas de poder e de iniquidade" toca as raias
da mais completa tolice. Pensará ele que vivemos hoje uma época
de paz e de tranquilidade?
Além de tudo isto, Mons. Bertone chega a afirmar,
na sua parte do comentário, que "é sem fundamento" qualquer
pedido de Consagração da Rússia. Como única prova
daquilo que afirma, cita uma pretensa "carta da Irmã Lúcia"
dirigida, em 1989, a um destinatário não identificado
"prova" que se destrói a si mesma por falsamente declarar que o Papa
Paulo VI, aquando da sua visita a Fátima em 1967, consagrou o mundo
inteiro ao Coração Imaculado de Maria, coisa que nunca aconteceu.
E a Irmã Lúcia nunca poderia ter cometido um tal erro, uma
vez que assistiu, na totalidade, à breve visita a Fátima do Papa
Paulo VI.
Por incrível que pareça, a Irmã
Lúcia foi a única pessoa que não participou na
"revelação" pública do Terceiro Segredo, a 26 de Junho de
2000,: a) ainda não lhe é permitido falar, embora se diga
publicamente que a Mensagem de Fátima foi totalmente revelada e que
agora já não há mais nada oculto; b) nunca foi
pedido o seu testemunho (que seria crucial) sobre a Consagração
da Rússia, embora tanto os Cardeais Sodano e Ratzinger, como o Mons. D.
Bertone e outros membros do aparelho do poder do Vaticano tivessem estado em
Fátima semanas antes, e lhe pudessem ter falado acerca do assunto.
Só a carta de 1989 que, como vimos, não merece
crédito algum é a única evidência em que,
expressamente, assenta a confiança destes funcionários do
Vaticano para a sua pretensão de que a Consagração foi,
realmente, feita. Ora, é curioso verificar que c) até
hoje, nunca ninguém pediu à Irmã Lúcia para
declarar a autenticidade desta carta.
Ao concluir esta conferência de imprensa (26 de
Junho/2000), o Cardeal Ratzinger menciona o Padre Gruner pelo seu nome,
afirmando que ele tem de se submeter ao "Magistério da Igreja", quanto
ao que foi afirmado a respeito de Fátima e da Consagração
da Rússia. No entanto, não há qualquer
afirmação do Papa no sentido de ele próprio ter proclamado
a Consagração como já feita e dada por concluída.
Também o Papa não assume qualquer papel nem nesta
conferência de imprensa de 26 de Junho, nem no comentário de
Ratzinger/Bertone: logo, não se trata de um documento do
Magistério da Igreja (do gabinete doutrinário do Papa, ou do Papa
juntamente com todos os Bispos em união com ele) pelo que
ninguém tem a obrigação de acreditar na
interpretação de Ratzinger e Bertone. Aliás, o
próprio Cardeal Ratzinger o admite.
11/12 de Julho, 2000
- O Padre Gruner continua a oferecer resistência às infundadas
ameaças de excomunhão feitas pelo Cardeal Castrillón
Hoyos, e publica a resposta que lhe dirige. É de notar que i) o
Padre Gruner é o único sacerdote a sofrer um ataque
público tão directo por parte de um Cardeal do Vaticano; e que,
por outro lado, ii) o Vaticano fecha os olhos aos inúmeros
sacerdotes que, em todas as nações, espalham heresias e se
entregam a comportamentos inexprimivelmente escandalosos.
14 de Julho, 2000 -
O Padre Gruner tem notícia de que o Cardeal Castrillón Hoyos
dá ordens a vários Núncios para que, de todo o mundo,
chovam falsas acusações flagelando o Padre Gruner: o
Núncio das Filipinas, por exemplo, faz circular a mentira de que o Padre
Gruner forjou documentos do Secretariado de Estado do Vaticano, para implicar o
Vaticano na aprovação do seu apostolado coisa
manifestamente absurda. Todas estas mentiras são refutadas na
declaração publicada pelo apostolado. (Veja-se Fatima
Priest.) O Padre Gruner pede repetidamente ao Cardeal Castrillón
Hoyos que se retracte, quanto à falsa acusação que lhe fez
de ter falsificado documentos. O Cardeal não faz mais do que ignorar
esses pedidos e, em vez de se retractar, apenas altera a acusação
transformando-a num alegado "uso inapropriado" de documentos
genuínos, recusando-se, assim, a admitir que a
acusação anteriormente feita tinha sido uma mentira. Todas as
acusações do Cardeal Castrillón Hoyos se encontram
refutadas na resposta do apostolado; no entanto, ele recusa-se a retractar
qualquer das suas falsas alegações.
15 de Julho, 2000
O número 64 de The Fatima Crusader é
publicado pelo Padre Gruner. Este número demonstra que o texto do
Terceiro Segredo que foi revelado a 26 de Junho está, muito
provavelmente, incompleto. (Veja-se, especialmente, o artigo sobre a
existência de dois textos, por Andrew Cesanek. Há cópias
disponíveis deste artigo em Italiano, Inglês e Português, no
site de Fátima na Internet: www.fatima.org
8 de Agosto a 16 de Outubro,
2000 - O Cardeal Castrillón Hoyos não só se
recusa a retirar a ameaça de excomunhão, como, a meados de
Outubro, diz que vai entregar o assunto a uma "mais alta autoridade". Recusa-se
a identificar quem seja essa "mais alta autoridade", mas é evidente que
se trata do Secretário de Estado do Vaticano.
31 de Agosto, 2000 -
Padre Gruner apresenta ao Santo Padre um segundo memorando, acerca da sua
queixa canónica e do recurso ao Papa contra os Cardeais Innocenti,
Sanchez, e Agustoni, os Arcebispos Sepe e Grochelewski, e Mons. D. Antonio
Forte, ao abrigo da Lei 1506 do Direito Canónico, com o fundamento de
abuso de poder e violação do devido procedimento canónico.
A acusação faz notar que (a menos que / e até que o
próprio Papa promulgue uma nova lei) o Papa é obrigado, pelas
leis que já promulgou, a ouvir o caso.
8 de Outubro, 2000 -
Uma nova consagração do mundo, mas não da Rússia,
é realizada no Vaticano, numa cerimónia chamada uma
"dedicação". Embora os propagandistas anti-Fátima digam
que a Consagração da Rússia é impossível,
cerca de 1.400 Bispos e 76 Cardeais estão, a esta data, reunidos no
Vaticano, e podem facilmente mencionar a Rússia pelo seu nome durante a
"dedicação". Na verdade, alguns Bispos pensam que é
exactamente isso que vão fazer; mas o texto da dedicação,
tornado público só na véspera da cerimónia, a 7 de
Outubro, não faz qualquer referência à Rússia.
Menciona, sim, uma "dedicação" do mundo, "dos desempregados", "da
juventude que busca um sentido para a vida" e outros objectos de
"dedicação" tudo e todos, menos a Rússia.
30 de Novembro, 2000
- A revista "Por dentro do Vaticano" revela que um Cardeal, referido
como "um dos conselheiros mais próximos do Santo Padre" confessa que Sua
Santidade foi aconselhado a não mencionar a Rússia em
qualquer cerimónia de consagração, porque isso ofenderia
os Ortodoxos Russos. Deste modo foi confirmado, por um prelado do Vaticano, que
foi a Ostpolitik e a diplomacia do Vaticano que impediram a
Consagração especifica da Rússia.
20 de Dezembro, 2000
A esta data, o Padre Gruner acaba a redacção de uma queixa
canónica, que dirige a Sua Santidade o Papa João Paulo II, contra
o Cardeal Castrillón Hoyos, por crimes contra a Lei da Igreja; e pede
formalmente, utilizando a devida fórmula canónica, a
demissão do referido Cardeal do lugar que ocupa. Para tanto, invoca os
Cânones 1405, 1406 e 1452 §1, ao abrigo dos quais o único
juiz competente em tais casos é o Papa, e que o Papa é obrigado a
decidir a queixa.
16 de Maio, 2001
Como um reflexo do crescente cepticismo de milhões de
Católicos, Mother Angelica declara, nesta data, no programa (em directo)
que mantém na televisão nos Estades Unidos, que não
acredita que o Vaticano tenha revelado a totalidade do Terceiro Segredo:
"Com respeito ao Segredo, acontece que eu
sou uma daquelas pessoas que pensa que não nos foi revelado na
totalidade. Já lhes digo! Claro que cada um tem o direito à
sua própria opinião, não é, Senhor Padre? Pois esta
é a minha opinião. É que eu acho que [o Terceiro
Segredo] é assustador. E penso que a Santa Sé não
iria anunciar qualquer coisa de que não há a certeza que
aconteça, mas que talvez vá acontecer. Então, que
fará [a Santa Sé] se tal não se realizar? O que eu quero
dizer é que a Santa Sé não possui, em si mesma, os meios
que lhe permitam fazer profecias."
30 de Agosto, 2001 -
O Centro de Fátima envia uma carta a milhares de jornalistas e
líderes mundiais, contendo o seguinte aviso, à luz da Mensagem de
Fátima:
"Virá um dia, e mais cedo do que se
pensa, em que as bombas começarão a explodir, mesmo nas
regiões pacíficas do mundo."
11 de Setembro, 2001
Terroristas tomam de assalto dois aviões e
lançam-nos de encontro às torres gémeas do World Trade
Center, em Nova York, provocando o seu total desmoronamento. Outro
avião, igualmente desviado, vai despenhar-se sobre o Pentágono.
Mais de 5.000 pessoas são mortas, no acto terrorista mais sangrento que
o mundo jamais viu. Este acto de guerra é uma prova cabal de que a
Consagração da Rússia, que Nossa Senhora prometeu traria a
Paz ao mundo, ainda não foi feita embora o establishment
anti-Fátima insista que a Mensagem de Fátima já foi
plenamente cumprida com a consagração do mundo em 1984, e que o
triunfo do Imaculado Coração de Maria está iminente.
12 de Setembro, 2001
Pondo a claro a sua estranhíssima obsessão pelo Padre
Gruner e pelo seu apostolado de Fátima, o Gabinete de Imprensa do
Vaticano, pressionado por certos funcionários, publica, logo no dia a
seguir ao pior ataque terrorista da História, uma
"Declaração" a todo o mundo, dizendo i) que o Padre Gruner
foi "suspenso" do sacerdócio, e ii) que ninguém deve tomar
parte numa conferência para a paz relacionada com Fátima e
organizada pelo apostolado em Roma, de 7 a 13 de Outubro de 2001. Mais se
afirma que essa "Declaração" foi divulgada por "um mandato de uma
mais alta autoridade". O artigo indefinido uma,
cuidadosamente inserido na frase "uma mais alta
autoridade", indica claramente que a "autoridade" em questão não
é a mais alta "autoridade" da Igreja ou seja, o Papa. A
expressão "uma mais alta autoridade" é a voz subtil do Vaticano,
na pessoa do Secretário de Estado o Cardeal Sodano. Mas em toda e
qualquer circunstância, dentro da lei da Igreja, um "mandato" emanado por
um anónimo é nula e sem qualquer força legal.
Mais: a "Declaração" não fornece
bases para a dita "suspensão" do Padre Gruner, não havendo outra
fundamentação que não seja a acusação,
falsa, de que ele "não se esforçou" por conseguir encontrar outro
Bispo que o quisesse incardinar, pelo que deve "regressar" a Avellino,
após 23 anos. Esta "falha" que é apontada ao Padre Gruner
é exactamente a mesma que a burocracia do Vaticano tinha engendrado
aquando da sua interferência (sem precedentes) nas ofertas de
incardinação apresentadas, ao longo dos anos, por uma
série de Bispos todos eles amigos do Padre Gruner e desejosos de
encorajar o seu trabalho de apostolado.
O aviso proveniente do Vaticano afirma que esta
Conferência de Roma, não "goza da aprovação da
autoridade eclesiástica" declaração, evidentemente,
calculada para enganar, pois estes funcionários do Vaticano sabem
perfeitamente que não é precisa aprovação nenhuma
ao abrigo da Lei da Igreja (Cânones 212, 215, 278, 299), que garante o
direito natural de clérigos e leigos se associarem para discutirem
assuntos preocupantes no seio da Igreja. Por incrível que pareça,
os funcionários do Vaticano nunca tomaram medidas tão
drásticas; ou, melhor, nunca tomaram quaisquer medidas para impedir as
inúmeras conferências ou outros encontros que constantemente e por
toda a parte se realizam, no seio da Igreja, por iniciativa de sacerdotes,
religiosas e leigos e que divergem abertamente da sã doutrina
Católica. Quer isto dizer que estes mesmos funcionários parecem
ver na Mensagem de Fátima a maior ameaça à Igreja actual.
O facto de o Vaticano aumentar a
perseguição ao Padre Gruner apenas algumas horas depois de
milhares de Americanos terem sido chacinados num ataque terrorista sem
precedentes demonstra para além de qualquer dúvida
a total perversidade da oposição à Mensagem de
Fátima por parte de certos elementos da burocracia do Vaticano: nem a
propagação de heresias, nem os inúmeros escândalos
sexuais que têm envolvido membros do clero durante os últimos
quarenta anos, nunca provocaram uma tal reacção destes mesmos
elementos do Vaticano, de quem, por obrigação e dever, se espera
que protejam a Igreja dos seus verdadeiros inimigos. É um
mistério de iniquidade que o primeiro imperativo destes
funcionários do Vaticano, embora no meio do derramamento de sangue e da
apostasia que se multiplicam pelo mundo inteiro, se tenha tornado a
supressão da Mensagem de Fátima o único meio pelo
qual esse derramamento de sangue e essa apostasia podem ser evitados.
13 de Setembro, 2001
- O Centro de Fátima responde à
"Declaração" publicada pelo Gabinete de Imprensa do Vaticano,
fazendo notar, entre outras coisas, que o Padre Gruner parece ter sido o
único sacerdote que, na memória viva da Igreja, foi denunciado
publicamente ao mundo devido a uma "ofensa" não especificada, por "uma
mais alta autoridade" que, afinal, ninguém sabe quem é.
21 de Setembro, 2001
- Depois de ter recebido uma "chamada telefónica
eclesiástica" de alguém da burocracia do Vaticano (como depois
confessou em privado), uma funcionária da Universidade Católica
do Sagrado Coração, em Roma, envia uma carta a avisar que
não atenderão ao contrato com o apostolado para obter facilidades
para a Conferência para a Paz no Mundo, de 7 a 13 de Outubro de 2001
recusando-se, assim, a honrar o seu contrato escrito. Tudo isto menos de
três semanas antes do começo da Conferência, e depois de o
apostolado ter gasto mais de 100.000 dólares em publicidade e
preparativos diversos. Pressionada para que dê uma
explicação para esta dissolução do contrato, a
Universidade Católica do Sagrado Coração responde que
tinha (subitamente, surgiu-lhe essa urgência imprevisível!) de
organizar uma "inspecção estrutural" das condições
que poderia oferecer inspecção que decorreria,
precisamente, durante a semana prevista para a Conferência do
apostolado!
28 de Setembro, 2001
- O Padre Gruner recebe uma carta datada de 24 de Agosto de 2001 directamente do
Bispo Dziwisz, secretário pessoal do Papa, a desejar calorosamente ao
Padre Gruner o melhor êxito para a já próxima
Conferência, em Roma, sobre Fátima e a Paz no Mundo, e a expressar
a sua pena por não estar presente na Conferência devido ao
Sínodo dos Bispos a ocorrer exactamente ao mesmo tempo. Ora a
expressão de apoio e os desejos de bom sucesso dirigidos ao Padre Gruner
pelo Senhor Bispo Dziwisz que tem exercido as funções de
secretário pessoal do Papa João Paulo II há já uns
bons 35 anos e que, para o Santo Padre, é como um filho
demonstram bem que a denúncia (sem fundamento) do Padre Gruner,
publicada a "mando de uma mais alta autoridade" em 12 de Setembro de 2001,
nunca poderia ter sido emanada da Casa Pontifícia. Logo, resta o Cardeal
Sodano como a única outra "mais alta autoridade" que poderia ter
instigado tão infundada denúncia.
30 de Setembro, 2001
- Apesar de o Vaticano ter afirmado que o Terceiro Segredo foi
publicado na íntegra, a Irmã Lúcia continua sob a ordem de
não falar em público da Mensagem de Fátima sem
prévia autorização do Cardeal Ratzinger ou, pessoalmente,
do Papa. E como o mundo se precipita na violência e na falta de Deus, a
Consagração da Rússia continua por fazer. Por isso, a
aniquilação das nações está suspensa da
balança .. e o mundo prepara-se para a guerra.
25 de Outubro, 2001
- O Cardeal Ratzinger admite haver uma "desestabilização [d]o
equilíbrio interno da Curia Romana" devido ao conteúdo de uma
carta da Irmã Lúcia dirigida ao Papa (logo a seguir ao ataque
terrorista de Nova Yorque, a 11 de Setembro) respeitante ao Terceiro Segredo e
aos perigos que ameaçam o mundo e a própria pessoa do Papa.
Ratzinger não nega explicitamente a existência desta carta. Ora o
facto de o admitir indica que a onda de cepticismo que envolve a
revelação feita pelo Vaticano da Terceira Parte da Mensagem de
Fátima se estende, visivelmente, ao interior da própria
Cúria.
20 de Dezembro, 2001
- Em resposta ao crescente cepticismo público sobre a totalidade da
revelação do Terceiro Segredo pelo Vaticano, é subitamente
o próprio aparelho de Estado do Vaticano que sai a público com
uma "entrevista" secreta da Irmã Lúcia, supostamente conduzida
pelo Arcebispo Bertone e efectuada mais de um mês antes (a 17 de
Novembro) no Convento das Carmelitas em Coimbra. Essa "entrevista" consiste
unicamente no relato de Bertone, em Italiano, sobre aquilo que a
Irmã Lúcia supostamente terá dito em Português.
Segundo o que diz Bertone, a Irmã Lúcia terá dito que a
Consagração do mundo feita em 1984 foi "aceite no Céu"
(com que fundamento foi "aceite" é que ela não disse), e que
"tudo tinha sido publicado".
Essa "entrevista", que Bertone afirma ter-se prolongado
por duas horas, contém apenas 44 palavras alegadamente provindas
da boca da Irmã L&uacut |