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| Ritual Hindu Realizado no Santuário de Fátima | ||||||||||||||||||||||
Ritual Hindu Realizado no
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No entanto, a 5 de Maio de 2004 — Festa do Papa São Pio V —, a Capelinha das Aparições, em Fátima, foi cedida para aí se realizar uma cerimónia pagã hindu. Esta capela pequenina (normalmente chamada a Capelinha) está construída precisamente no sítio onde a Nossa Mãe Santíssima apareceu aos 3 pastorinhos, em 1917.
A notícia do serviço de adoração hindu em Fátima foi transmitida nesse mesmo dia pela SIC, uma cadeia nacional de televisão portuguesa. A Catholic Family News (CFN) falou, em Portugal, com duas pessoas – que não eram da mesma família nem relacionadas entre si – que viram a reportagem televisiva. No dia 22 de Maio, o Portugal News noticiava também o evento.2
Segundo a reportagem, um grupo de hindus chegados de autocarro foi autorizado a entrar no recinto do Santuário e a utilizar o Altar Católico no interior da Capelinha para os seus rituais. O locutor da SIC comentou: "Este é um momento único e sem precedente na história do santuário. O "sacerdote" hindu, ou Shastri, recita no altar a Shanti Pa, a oração pela paz."
Acontece que semelhante ultrage aconteceu com a bênção de Mons. Luciano Guerra, Reitor do Santuário. Ninguém pode utilizar a Capelinha sem a sua autorização.
Os hindus vestiam os seus trajes tradicionais e o "sacerdote", usando também as vestes tradicionais hindus, dirigia a cerimónia que consistia na oferta de flores e alimentos. Tudo isto parece indicar que os hindus realizavam a puja, ritual pagão no qual a cerimónia central é a oferta de flores e de alimentos.
Depois do serviço de adoração pagã no Altar Católico, as autoridades do Santuário levaram os hindus a visitar a maquette da nova Basílica de Fátima – enorme, arredondada e de linhas modernistas –, actualmente em construção: um “monstro” de cinquenta milhões de dólares que é uma nódoa na paisagem das Aparições de Nossa Senhora.
Uma jovem hindu aparece na reportagem a dizer por que razão eles vão a Fátima: porque há muitos deuses, cada um deles com a sua esposa ou companheira – e é ela que traz a boa sorte. Ora isto é uma blasfémia contra a Rainha do Céu, porque a nossa Mãe Santíssima é colocada ao mesmo nível dos falsos deuses, como se fosse uma espécie de ‘esposa’ ou ‘companheira’ de algum deles!
Logo, os hindus não vieram a Fátima nem para tomarem parte numa oração católica, nem sequer para aprenderem da sua Mensagem.3 O que eles fizeram foi, antes, ‘revestir’ aquilo que de sagrado aconteceu em Fátima com as suas superstições e mitos pagãos.
Estes hindus, que pertencem a uma comunidade de poucas centenas, vivem em Lisboa, onde possuem um templo. A reportagem da SIC mostrou a sua casa de adoração, que continha as muitas estátuas dos seus deuses e deusas.
Diz-se também que os peregrinos que testemunharam este acontecimento em Fátima ficaram escandalizados; mas Mons. Guerra, Reitor do Santuário Mariano de Fátima, defendeu que o seu uso fosse aberto a cerimónias pagãs.
Ao aparecer na televisão portuguesa, Mons. Guerra repetiu o já estafado slogan ecuménico, de há muito desacreditado, de que as diferentes religiões devem concentrar-se naquilo que nós temos em comum e não no que nos separa. Acrescentou ainda que todas as religiões são boas, porque nos conduzem até Deus. Ora, como foi tratado em anteriores edições de Catholic Family News, o princípio de que "todas as religiões levam até Deus" é nada mais nada menos do que um dos princípios fundamentais da Maçonaria. O maçon francês, Yves Marsaudon, escreveu mesmo: "Pode-se dizer que o ecumenismo é o filho legítimo da Maçonaria".4
Recordar-se-ão os leitores de que este Mons. Guerra foi o anfitrião do Congresso Interconfessional de Fátima, em Outubro de 2003. Eu viajei propositadamente até Fátima para assistir a esse evento e relatei-o em números recentes da CFN: tal Congresso teria horrorizado todos os Papas pré-Vaticano II, se acaso algum deles ali tivesse entrado.
Os primeiros dois dias do Congresso foram dedicados a alguns oradores "católicos" que promoviam a agenda ecuménica. No terceiro dia — Domingo —, representantes do Catolicismo, da Igreja Cismática Ortodoxa, do Anglicanismo, do Hinduísmo, do Islamismo e do Budismo deram, cada um, testemunho da importância do "santuário" dentro dos seus variados credos. No Congresso:
Estes e outros ultrages ali proclamados só provocaram louvores e aplausos por parte do auditório. Entre os que aplaudiam encontravam-se: o Reitor Guerra, do Santuário; o Bispo de Leiria-Fátima; e o Delegado Apostólico em Portugal.5 (Eu próprio fui uma testemunha visual da sua reacção). Quanto a D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, como ao Arcebispo Fitzgerald, do Conselho Pontifício do Vaticano para Promover a Unidade dos Cristãos, ambos se manifestaram de forma aprobatória em relação aos erros ecuménicos declarados no Congresso.6
Vieram também à superfície notícias de que Fátima iria tornar-se agora um "santuário interconfessional", no qual seria permitido que todas as religiões realizassem os seus rituais pagãos – anúncios sobre os quais o Arcebispo Fitzgerald e o Reitor Guerra produziram apenas desmentidos ‘deslavados’, ambíguos, que só vieram confirmar a actual orientação ecuménica e pan-religiosa que encobertamente vai progredindo em Fátima.7
Também por causa de tais desmentidos (mesmo não sendo convincentes), muitos indivíduos superficiais (mas que tinham obrigação de compreender melhor as coisas) logo exclamaram que, afinal, não há qualquer perigo de Fátima perder a sua identidade católica — e isto só porque as autoridades da Igreja nos disseram que Fátima não virá a ser um santuário interconfessional.
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25 de Abril, EWTN - Numa entrevista com o Padre Mitch Pacwa, o P.e Robert Fox garantiu aos espectadores que tudo o que se ouve dizer sobre o que se passa em Fátima é uma "mistificação", pois Fátima conservará a sua identidade católica. Porém, a recente cerimónia hindu que aí decorreu mostra bem a falsidade das declarações do P.e Fox. E dá também a entender que tanto o P.e Fox como a EWTN são culpados pela neutralização de uma saudável resistência por parte dos Católicos contra tais ultrages interconfessionais. |
À frente de todos eles está o Padre Robert J. Fox que, numa recente edição do seu Immaculate Heart Messenger [Mensageiro do Coração Imaculado],8atacou aqueles que resistem à nova orientação ecuménica em Fátima e defendeu Mons. Guerra.9
Tudo isto significa que o Padre Robert J. Fox concorda com os ultrages perpetrados no Congresso de Monsenhor Guerra, em Outubro de 2003. E só podemos concluir que o P.e Fox:
Se assim não fosse, porque teria o P.e Fox defendido Mons. Guerra e o seu Congresso ecuménico onde ele, Guerra, aplaudiu todas estas excentricidades?
O P.e Fox garante aos seus leitores que "Fátima Conservará a Sua Identidade Católica" – coisa que voltou a dizer em Abril último, numa entrevista na EWTN, com o Padre Mitch Pacwa. Aí, o P.e Fox ridicularizou aqueles (de entre nós) que alertaram sobre a nova orientação interconfessional em Fátima, afirmando que as recentes histórias a respeito de Fátima não passavam de "mistificações" e garantindo aos telespectadores que, a despeito do que se ouve dizer sobre os acontecimentos em Fátima, não há qualquer motivo de preocupação.
Contudo, esta recente cerimónia hindu em Fátima demonstra bem como são fraudulentas as "garantias" do P.e Fox. (Para uma excelente resposta dada ao P.e Fox, leia-se Christopher Ferrara, "Father Fox’s Modernist Assault on Fatima").
Portanto, tanto o P.e Fox como o P.e Pacwa e a EWTN têm culpa, por neutralizarem a resistência saudável que milhares de Católicos deveriam organizar contra os ultrages que foram perpetrados em Fátima. Com efeito, eles colocaram-se ao lado daqueles que, de bom grado, permitiriam a realização de cerimónias pagãs no interior do Santuário Católico de Fátima. Como eu lamento aqueles que põem os olhos no P.e Fox e que sintonizam a EWTN confiados em que ouvirão a verdade!10
Igualmente, a Zenit News de 13 de Maio divulgou um artigo, regozijando-se com o facto de que a construção, em Fátima, do novo e futurista Santuário está a avançar, apesar da controvérsia em torno do alegado "santuário interconfessional"11.
Ora, nos meus artigos repetidas vezes chamei a atenção para este assunto (Veja-se a Nota 6 para obter links para estes artigos) –, não interessa se esse local é designado formalmente ou não como um "santuário interconfessional". Agora que a mentalidade ecuménica é aceite pelos responsáveis de Fátima (eu disse-o no artigo "O local das aparições de Fátima irá tornar_se uma instalação "interconfessional"?), "é só uma questão de tempo antes que uma tal blasfémia" – a realização de rituais pagãos em Santuários Católicos – "tenha lugar em Fátima".
Passados apenas cinco meses depois da publicação destas palavras, a blasfémia aconteceu. Agora, o Santuário de Nossa Senhora de Fátima — com a bênção do Reitor Guerra — foi usado para uma adoração pagã.
Tal blasfémia não incorrerá nas bênçãos de Deus, mas sim na Sua ira. O Senhor Deus diz-nos isso mesmo, de um modo solene, na Sagrada Escritura: "Porque Eu sou o Senhor teu Deus, um Deus ciumento…" (Deut. 5:9)
Imaginem por um momento como reagiria o Profeta Isaías, se soubesse que o Sumo Sacerdote do Templo de Jerusalém permitia que o Santo dos Santos fosse usado para adoração hindu ou cerimónias pagãs? Como Profeta que era do Único Deus Verdadeiro, seria possível que ele, esboçando um sorriso ecuménico, dissesse: "Oh que alegria! Porque todas as religiões nos levam até Deus!"? Seria possível?
Bem longe disso. Se tal blasfémia tivesse acontecido no Templo à época de Isaías, o seu resultado teria originado, muito provavelmente, a expulsão dos Israelitas para o exílio.
No Antigo Testamento, o Senhor Deus não disse aos Israelitas que "aquilo que os une aos pagãos é maior que aquilo que os separa". Na verdade, cada vez que os Israelitas tomavam parte em adorações — ou outros ‘deslizes ecuménicos’ — juntamente com religiões pagãs, o Senhor Deus olhava tais acções situando-as ao mesmo nível da prostituição; e a Sua Justiça inflingia-lhes severos castigos.12
O que era verdade para a única e verdadeira religião do Antigo Testamento é ainda mais Verdade para a Única e Verdadeira Religião do Novo Testamento (a Igreja Católica) – que veio substituir e aperfeiçoar os ritos e cerimónias do Antigo Testamento.
Por isso, o conteúdo do Primeiro Mandamento é: "Eu sou o Senhor teu Deus. Não terás deuses falsos perante Mim". Ora os ‘deuses’ do hinduismo são falsos, e toda a humanidade está proibida de os adorar. Como bem explicou São Francisco Xavier, "Todas as invocações dos pagãos são odiosas aos olhos de Deus, porque todos os seus deuses são demónios."
Fidelidade à Tradição Católica vista como "Talibanismo"
Foi então, em 7 de Maio de 2004, que o Notícias de Fátima, um jornal local em Fátima em boas relações com o Santuário, publicou uma defesa da nova orientação ecuménica. Continha um artigo intitulado "Movimentos radicais contra ecumenismo" que se atirava à "Carta aberta aos fiéis de Portugal sobre o escândalo no Santuário de Fátima" que a organização do Padre Nicholas Gruner tinha publicado em três jornais portugueses.13
Nesse artigo de 7 de Maio, Mons. Guerra defendia a iniciativa ecuménica, dizendo que o Santuário “está aberto à universalidade e para diálogo com as outras práticas de fé, segundo a já longa prática da Igreja."
Ora o "longo tempo" a que Guerra se refere não são mais do que os caóticos 40 anos pós-Vaticano II, um tempo de novidades sem precedente que geraram a maior crise de Fé na história da Igreja. Durante os mil novecentos e sessenta e dois anos antes do Concílio Vaticano II — ou seja, desde que Jesus Cristo fundou a Sua Igreja —, todos os Papas condenaram unanimemente o tipo de ecumenismo e de diálogo inter-religioso praticados a seguir ao Concílio, como sendo graves pecados contra a Fé.
O Notícias de Fátima citava então frei Fernando Valente, dos Capuchinhos, que dizia: "São movimentos com uma posição tradicionalista e fundamentalista que pararam no tempo e estão teológica e mentalmente ao nível dos Taliban."
Continua o Notícias de Fátima, comentando: "Considerando este ‘talibalismo católico’ nada saudável, o frei Valente lembra que ‘É possível pôr a bíblia a dizer qualquer coisa.’ É o que fazem esses movimentos radicais, acrescenta, lembrando que ‘é preciso ler a bíblia com o espírito com que foi escrita’."
Portanto, os Católicos fiéis à Tradição são comparados aos "Talibans" – nome calculado para nos fazer parecer gente de má-fé, maus, bárbaros e, se possível, desprovidos de qualquer razão. Assim, de acordo com o Frei Valente e com Mons. Guerra, agora é considerado crime ser-se Fiel à Verdade Católica, tal como Ela foi sempre ensinada pela Igreja através dos séculos, e pelos consistentes ensinamentos dos Papas.
Vivemos, de facto, uma situação semelhante à do Século IV da era Cristã, quando perto de 80% dos bispos do mundo caíram na heresia do Arianismo. Nesse tempo, São Basílio lamentava: "Só um delito é agora vigorosamente castigado: a observância estrita às tradições dos nossos Pais."14 Do mesmo modo, a história do Catolicismo condena a maioria dos que aceitam novos ensinamentos e louva a minoria daqueles que conservam a Tradição. Isto é uma lição para todos nós.
Frei Valente orienta erradamente o leitor ao dizer-lhe que “É possível pôr a bíblia a dizer qualquer coisa.”, e ainda que "É o que fazem esses movimentos radicais".
Porque a oposição católica ao ecumenismo não tem nada a ver com uma interpretação subjectiva das Escrituras; tem a ver, sim, com uma fidelidade objectiva ao dogma católico. É a própria Igreja Quem nos ensina a interpretar diversos pontos das Escrituras, ao definir solenemente uma Verdade – esteja Ela nas Escrituras ou na Tradição.
Uma vez que a Igreja pronuncie uma definição solene, não é permitido aos Fiéis interpretarem as Escrituras diferentemente dessa infalível Verdade Católica (muito menos contra Ela).15 Isto, porque tal definição solene da Igreja nos ensina o "espírito no qual está escrita" esta ou aquela passagem do Evangelho; deste modo, os Fiéis não podem afastar-se d’Ele em nome de um delírio de novidade ecuménica.
Ao lamentar os Católicos que "pararam no tempo", Frei Valente revela-se a si mesmo como modernista: é o modernismo que diz que as Verdades religiosas de ontem devem ser descartáveis, para dar lugar a novas "verdades" religiosas de hoje.16
Frei Valente, que rejeita a tradição de um modo tão leviano e insta os outros a que façam o mesmo, esquece-se da solene condenação infalível tal como é ensinada pelo Segundo Concílio de Niceia:
"Quem quer que rejeite alguma tradição da Igreja, seja ela escrita ou não, seja esse considerado anátema."17
É por isso que ninguém – nem todos os Reitores Guerra nem os P.es Fox nem os Freis Valente do mundo inteiro, por muito que gritem e por muito que reprovem os Fiéis Católicos — pode mudar este dogma católico infalível de que "fora da Igreja Católica não há salvação".
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A 7 de Maio de 2004, o Notícias de Fátima, um jornal local em boas relações com o Santuário de Fátima, publicou uma defesa (fraca) da nova orientação ecuménica: tratava como "Talibans" os Católicos que resistem ao ecumenismo. |
O Concílio de Florença definiu como infalível que "não só pagãos como também judeus, heréticos e cismáticos" estão "fora da Igreja Católica" e que, como tal, nenhum desses "poderá ter parte na vida eterna" – a não ser que, "antes de morrer", se una à Única e Verdadeira Igreja de Jesus Cristo: a Igreja Católica.18 No entanto, o Padre Jacques Dupuis – que chama a este dogma definido no Concílio de Florença um "texto horrível" que se deve atirar para o lixo – é aplaudido por Monsenhor Guerra.
O Catecismo do Concílio de Trento, fiel à Verdade perene, ensina que os "infiéis, hereges, cismáticos e pessoas excomungadas" estão "excluídos do seio da Igreja".19 Por outras palavras: protestantes, judeus, maometanos, hindus, budistas, etc., não pertencem à Igreja Católica, que é o Reino de Deus na terra.20
Quantas vezes será necessário repetir o imutável ensinamento dos Papas acerca deste dogma – ensinamento fundamental contra os ecumenistas de hoje, que afirmam que a salvação se pode encontrar em qualquer religião? Vejamos só alguns exemplos:
-Papa São Gregório Magno (590-604): "Ora a Santa Igreja Universal proclama que Deus não pode ser verdadeiramente adorado senão no seio da própria Igreja, sublinhando deste modo que todos aqueles que estão fora d’Ela nunca hão-de ser salvos."21
-Papa Pio VIII (1829-1831): "(...) Nós professamos que fora da Igreja Católica não há Salvação (...) a Igreja é a ‘coluna e sustentáculo da Verdade’, como ensina o Apóstolo S. Paulo (Epís. 1 Tim. 3,15). É referindo-se a estas palavras que Santo Agostinho diz: ‘Quem quer que esteja fora da Igreja não fará parte do número dos Seus filhos; assim, quem não quiser ter a Igreja por Mãe também não há-de ter a Deus por Pai’."22
-Papa Gregório XVI (1831-1846): "Não é possível adorar a Deus verdadeiramente a não ser n’Ela (a Igreja Católica); todos os que se encontram fora d’Ela não se salvarão."23
-Bem-Aventurado Papa Pio IX (1846-1878): "Deve sustentar-se como matéria de Fé que, fora da Igreja [Católica] Apostólica Romana, ninguém pode salvar-se; que é esta a única Arca da Salvação; que todo aquele que n’Ela não tiver entrado perecerá no dilúvio."24
-Papa Pio XI (1922-1939): "Só a Igreja Católica detém a verdadeira adoração. Ela é a fonte da Verdade, Ela é a Casa da Fé, Ela é o Templo de Deus; se alguém não entrar n’Ela, ou se alguém d’Ela se afastar, ficará como um estranho fora da esperança da vida e da Salvação."25
- E o Papa Pio XII queixava-se em 1950, na Encíclica Humani Generis: "Alguns reduzem a uma fórmula sem sentido a necessidade de pertencer à Verdadeira Igreja, em ordem a ganharem a eterna Salvação."
Esta queixa, expressa por Pio XII, bem poderia acertar no alvo se se dirigisse aos Reitores Guerra, aos P.es Fox, aos Freis Valente e a todos os que, estando em postos elevados, não só abandonaram este dogma infalível, como censuram severa e publicamente os Católicos que defendem esta Verdade Divinamente Revelada.
Um dogma definido não pode mudar
Note-se ainda que o Concílio Vaticano Primeiro definiu solenemente que não é permitido, nem sequer a um Papa, ensinar uma doutrina nova, mudar a doutrina ou interpretar o dogma católico de um modo diferente daquele segundo o qual ele foi sempre ensinado. Os próprios Papas estão limitados pelas definições dogmáticas e pelo ensinamento, imutável e consistente, destas doutrinas através dos séculos.26
A este propósito, o eminente Cardeal John Henry Newman (do séc. XIX) citou, num sermão, uma Carta Pastoral dos Bispos da Suíça referindo-se à Infalibilidade Pontifícia, e àquilo que um Papa pode ou não pode ensinar. Nesta Carta Pastoral, que recebeu a aprovação do Bem-aventurado Pio IX, os Bispos Suíços afirmaram claramente qual é a Doutrina Católica sobre este assunto:
"De modo algum depende do capricho do Papa, ou do seu bel-prazer, fazer desta ou daquela doutrina o objecto de uma definição dogmática. Ele está ligado e limitado à Revelação Divina e às Verdades que essa revelação contém. Ele está ligado e limitado pelos Credos já existentes, e pelas definições anteriores da Igreja. Ele está ligado e limitado pela Lei Divina, e pela constituição da Igreja ..."27
Mas o ecumenismo de hoje é uma nova doutrina que afirma 1) que os não-Católicos não precisam de se converter à Igreja Católica para atingirem a unidade e obterem a sua própria Salvação, e 2) que as falsas religiões, com os seus deuses pagãos, são "parceiros iguais no diálogo" com a Única e Verdadeira Igreja fundada por Cristo. E isto é contrário à Revelação Divina, contrário aos Credos já existentes, contrário às definições anteriores da Igreja. Nenhuma autoridade da Igreja pode forçar um Católico a abandonar o Seu ensino tradicional, para adoptar esta novidade.28
Com efeito, em 1928, na sua Encíclica Mortalium Animos, o Papa Pio XI condenou este tipo de ecumenismo que tem vindo a ser alimentado desde o Concílio, dizendo que a Santa Sé "nunca permitiu" aos seus súbditos que tomassem parte em assembleias ecuménicas, "nem é lícito que os Católicos apoiem ou trabalhem em tais iniciativas (ecuménicas), pois, se assim fizerem, estarão a dar expressão a um falso Cristianismo, completamente alheio à Igreja Una de Cristo".
O Santo Padre Pio XI estatuiu que "A Unidade só pode existir quando deriva de uma só autoridade de ensino, de uma só Lei de Crença, de uma só Fé dos Cristãos", e reiterou a Verdade de que a única e verdadeira unidade só pode advir do regresso dos não-Católicos à Única e Verdadeira Igreja de Cristo.
Disse ainda que tais iniciativas ecuménicas são cheias de "belas e apelativas palavras, para encobrirem um erro extremamente grave, subversivo à Fé Católica".29
Bispos Holandeses contra o Ecumenismo
Vinte anos depois de Pio XI ter dito estas palavras, é-nos dado ver um exemplo magnífico de fidelidade a este ensinamento, vindo do episcopado de uma nação.
Foi em 1948 que os Bispos Católicos da Holanda publicaram uma Carta Pastoral, demonstrando as razões pelas quais os Católicos não podiam ter nada a ver com a "Assembleia de Amsterdão", que era uma reunião ecuménica do Conselho Mundial das Igrejas.
"Não se põe sequer a questão" – disse a hierarquia holandesa – "de a Santa Igreja Católica vir a tomar parte no Congresso de Amsterdão."
E os Bispos holandeses explicaram porquê:
"Tal distanciamento não se baseia em qualquer receio de perder prestígio ou em qualquer outra consideração meramente táctica. Esta atitude procede unicamente da convicção que a Igreja possui de que Ela deve permanecer inabalavelmente fiel à missão que Lhe foi confiada por Jesus Cristo. Porque Ela é a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica que foi fundada por Jesus Cristo, a fim de que, através d’Ela, a Sua obra de Salvação pudesse ser continuada até ao fim dos tempos; Ela é o Corpo Místico de Cristo; Ela é a Esposa de Cristo. E é n’Ela que essa unidade existe de modo imperecível; pois Cristo prometeu-Lhe que ‘as portas do inferno não prevalecerão contra Ela’ (Matt. 16:18).
"Por isso é que só pode pôr-se um fim às divisões entre Cristãos de um único modo: regressando a Ela; regressando ao seio da unidade que Ela sempre preservou no seu interior. Mas se, acaso, a Igreja Católica fosse participar nesse esforço comum para uma nova unidade religiosa – e isto em pé de igualdade com as outras [igrejas] –, então, ao fazer isso, Ela estaria a admitir que a unidade, desejada por Cristo, já não continua no seu seio e que, por essa razão, Ela já deixou de ser a verdadeira Igreja de Cristo. Com efeito, é precisamente pelo seu distanciamento que Ela não cessa de manifestar que, no seu seio, a unidade – tal como Cristo a desejou – tem sido sempre preservada e que, no seu seio, a unidade permanece acessível a todos."30
E os bispos holandeses continuam a afirmar que não pode haver unidade sem unidade de Fé, ou seja, unidade de crença nas Verdades ensinadas pela Igreja e reveladas por Deus.
É esta a Verdade ensinada através dos séculos: que a Igreja Católica é a Única Verdadeira Igreja estabelecida por Cristo, e que Ela não se deve pôr ao lado das falsas religiões "em busca da unidade" — essa unidade, já a Igreja Católica a possui.
Mais tarde, foi o Papa Leão XIII quem, com verdade, ensinou que tratar todas as religiões no mesmo plano de igualdade é "adoptar uma linha de acção que conduz ao abandono de Deus", por dar a impressão de que todas as religiões são verdadeiras, apesar das suas doutrinas contraditórias. Ora isto é não só falho de razão, como também, do ponto de vista prático, conduz ao ateísmo os homens que ainda não rejeitaram o princípio da contradição. Porque acabariam por acreditar que, se todas as religiões são [tidas como] verdadeiras, então é porque nenhuma delas o é, uma vez que tais religiões "verdadeiras" se contradizem umas às outras!
Este ecumenismo põe ainda à mercê do acaso a salvação de milhões de almas, quando membros influentes da Única Verdadeira Igreja, a única Arca da Salvação, vêm agora dar a impressão, pelas suas palavras e obras, que os não-Católicos podem encontrar a salvação na escuridão do paganismo, ou na falsidade de crenças feitas pelo homem. Deste modo estão a escandalizar os não-Católicos, fazendo-lhes crer que é desnecessário converterem-se à Única Verdadeira Igreja de Cristo para obterem a Salvação. Mais ainda: é uma traição que fazem ao Divino Mandato de Cristo. Nosso Senhor disse aos Seus Apóstolos "Ide e ensinai"; não disse: "Ide e dialogai".
Claro que Mons. Guerra ignora estas verdades católicas básicas e abre o Santuário de Fátima à realização de rituais hindus num altar católico. Esta blasfémia torna necessária a reconciliação da Capelinha das Aparições, por ela ter sido agora profanada pela adoração pagã de falsos deuses.
Deve também notar-se que o Bispo de Leiria-Fátima proíbe a Missa Tridentina em Latim na sua diocese – o que significa que o Santuário de Fátima pode ser usado para cerimónias hindus, mas não para a Missa Católica de todos os tempos. A "desorientação diabólica" destes homens nunca se revelou tão diabólica: por aqui podemos ver a dimensão do seu ódio à verdadeira Fé Católica e, pelo contrário, o amor que devotam a rituais pagãos de uma religião cujos "deuses são demónios".
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Capelinha das Aparições
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Em 1922, a Maçonaria portuguesa colocou quatro bombas na primeira Capelinha, construída no sítio onde Nossa Senhora apareceu aos pastorinhos. Foram detonadas de 5 para 6 de Março, e danificaram seriamente a capela, abrindo-lhe um buraco mesmo por cima, no telhado. A 13 de Maio do mesmo ano celebrou-se uma Missa de Reparação, a que assistiram vinte mil pessoas. No dia 13 de Outubro seguinte, eram já quarenta mil almas a assistirem à Missa. Pelo final desse ano de 1922, a Capelinha foi reconstruída.31
Agora, em Maio de 2004, a Capelinha é de novo profanada. Só que, desta vez, usaram outra arma: não foram as bombas da Maçonaria, mas a religião ecuménica da Maçonaria, que autoriza hindus a realizarem cerimónias pagãs em capelas católicas, e que proclama a mentira de que "todas as religiões conduzem a Deus". E desta vez não haverá nem Missa de Reparação por este sacrilégio, nem procissões públicas pedindo perdão a Deus, nem reconciliação imediata da Capela. Pelo contrário: o P.e Guerra, Reitor do Santuário, o P.e Robert J. Fox e os diversos apologistas da "Nova Fátima" continuarão a atacar todos os que defendem a perene Verdade Católica contra tais blasfémias que bradam aos Céus por vingança.
Não nos ocupemos com estes guias cegos – e oremos para que eles se convertam, voltando ao Catolicismo da sua juventude. Eles abandonaram a Fé Católica de São Francisco Xavier, dos Papas Pio IX, Pio X, Pio XI e Pio XII. Eles promoveram uma nova religião modernista que pretende que as Verdades Católicas de ontem têm de ser espezinhadas para se abrir caminho para as novas "verdades" ecuménicas de hoje. Eles violaram o seu Juramento Contra o Modernismo e, como tal, nas palavras de Mons. Joseph Clifford Fenton — na ordem objectiva — eles não passam de "pecadores contra a Fé Católica e vulgares perjuros."32
Quanto a nós, permaneceremos firmes na nossa pública resistência à nova orientação ecuménica. Continuemos a oferecer Missas, Terços e Orações de Reparação pelas blasfémias contra o Imaculado Coração de Maria que agora, em Fátima, são perpetradas por aqueles mesmos homens que deveriam ser os Seus defensores.
-Nossa Senhora, Vencedora de todas as Heresias, rogai por nós.
Notas:Este artigo foi reproduzido, com a devida autorização, do número de Junho de 2004 da Catholic Family News — periódico católico publicado mensalmente.
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