A Exortação revolucionária do Papa Francisco

por John Vennari
11 de Abril de 2016

O Papa Francisco publicou no dia 8 de Abril a sua muito antecipada Exortação pós-Sinodal sobre o Matrimónio e a Família, intitulada Amoris Laetitia (“A Alegria do Amor”).

O Cardeal Walter Kasper garantiu, no passado mês de Março, que o documento seria revolucionário. E, infelizmente, Kasper tinha razão.

Eu li integralmente a exortação de Francisco: mais de 240 páginas, mais de 58.000 palavras.

Entre grandes acumulações de verborreias, umas não tão más, outras extraordinariamente enfadonhas, Francisco trata de canonizar a ética situacional.

A secção-chave para a revolução aparece no fim, no Capítulo Oito.

Abre cuidadosamente a porta à Comunhão para os divorciados recasados numa base de ‘caso a caso’.

Os Progressistas já celebram a Exortação como sendo uma ‘mudança radical’.

Esta nova abordagem, inaceitável a qualquer Papa anterior em toda a História da Igreja, destrói efetivamente elementos-chave da Teologia Moral Católica.

Destes Sínodos tumultuosos emanou uma Exortação também tumultuosa.

Em 7 de Abril, o filósofo católico Antonio Livi, falando sobre o documento ao National Catholic Register, descreve Amoris Laetitia como um “texto ambíguo”. E continuava avisando contra a separação, existente no documento, entre a doutrina e a prática pastoral.

“Este é realmente o erro teológico do documento” – disse ele – “porque a prática pastoral não pode ser outra coisa senão uma prudente mas rigorosa aplicação da doutrina.”

Teremos mais a dizer sobre a Exortação Apostólica nos próximos dias.