Homepage
Cruzado
Perspectivas
Fazer uma doação
Acerca de Fátima
Notícias
Documentação
Terceiro Segredo
Consagração
Orações
Livraria
Mesa de trabalho do Padre
Apostolado
Informações
THE FATIMA NETWORK
ImageMap for Navigation Porquê Fátima? Mapa do site Contacto
Notícias e Avisos: O Reitor do Santuário Confirma a Nova Orientação Ecuménica em Fátima

Ao tentar negar, acabam por confirmar

O Reitor do Santuário
Confirma a Nova Orientação
Ecuménica em Fátima

por John Vennari

Após dois meses de silêncio, as autoridades do Santuário de Fátima dirigiram-se finalmente ao público a respeito do alegado projecto de transformar Fátima num Santuário interconfessional. Chegaram-nos de Fátima três notícias sobre este assunto. A primeira foi uma reportagem da Zenit de 1 de Janeiro de 2004, baseada num comunicado do Reitor do Santuário de Fátima, Monsenhor Guerra, datado de 28 de Dezembro de 2003; a segunda foi a afixação no site da Internet do próprio Santuário do comunicado de 28 de Dezembro, que era ligeiramente diferente do que a Zenit apresentou explicaremos mais adiante as razões para isto.; a terceira foi uma breve entrevista com o Reitor Guerra, apresentada numa página da Internet sibre Medjugorje.

A reportagem da Zenit

A agência noticiosa Zenit divulgou em 1 de Janeiro o artigo "O que está a acontecer em Fátima?", em que se discutia o alegado projecto de transformar Fátima num Santuário interconfessional. O artigo continha várias falsidades, a maioria das quais proveniente do Reitor do Santuário, Monsenhor Guerra.

A jornalista Delia Gallagher disse que a Zenit recebera um fax de três páginas do Bispo D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva escrito em português., com data de 28 de Dezembro, em que o Reitor do Santuário de Fátima alegava que o Padre Nicholas Gruner era responsável pela notícia intitulada "Fátima irá ser um Santuário interconfessional", publicada pelo jornal The Portugal News em 1 de Novembro.

"Estamos convencidos", disse o Reitor do Santuário de Fátima, Monsenhor Guerra, "que o artigo em The Portugal News foi conduzido por alguns membros do grupo dirigido pelo Padre Nicholas Gruner". A suposição do Reitor Guerra era completamente falsa. Posso afirmar categoricamente que o Padre Gruner não tem absolutamente nada a ver com The Portugal News e não é, de modo nenhum, responsável pela reportagem de 1 de Novembro.

Assisti ao Congresso Interconfessional de Fátima a pedido da organização do Padre Gruner, e apresentei o meu relatório, "Fátima irá tornar-se num Santuário interconfessional? Um relato de alguém que esteve lá"1, que foi incluído no site da Internet do Padre Gruner e também foi publicado no Nº 75 de The Fatima Crusader.

Nesse relatório, citei o artigo do The Portugal News, assim como um jornal local, o Notícias de Fátima, que apresentou o cabeçalho "Santuário a vários credos". Mas absolutamente ninguém da organização do Padre Gruner teve a ver com os artigos publicados no The Portugal News ou no Notícias de Fátima.

A Zenit também pretendeu que o Padre Gruner estava implicado na declaração "Resistir-vos-emos frente a frente". Isto não é verdade. A declaração de Resistência proveio da colaboração de Átila Sinke Guimarães, Michael Matt, Marian Horvat e eu próprio. O Padre Gruner não sabia da "Resistir-vos-emos frente a frente", nem sequer a leu, até ser publicada no numero de 30 de Maio de 2000 do The Remnant.

É interessante notar que a Zenit foi favorecida com uma resposta por fax das autoridades de Fátima, enquanto que outros repórteres católicos nada receberam. Christopher Ferrara, representando The Remnant, contactou com o Santuário por fax em 23 de Novembro de 2003+, para fazer algumas perguntas sobre a nova iniciativa pan-religiosa* de Fátima e para pedir ao Reitor Guerra que confirmasse ou desmentisse as citações que lhe tinham sido atribuídas por The Portugal News e Notícias de Fátima. O Reitor Guerra não respondeu ao fax do Sr. Ferrara de 23 de Novembro, nem ao seu email de 10 de Novembro, e nenhuma outra pessoa do Santuário respondeu por ele. Na verdade, o Monsenhor não negou as afirmações que lhe foram atribuídas no fax de três páginas à Zenit, tendo ele plena oportunidade de o fazer. A conclusão que se pode razoavelmente tirar disto é que o Monsenhor não nega a verdade das citações que The Portugal News e Notícias de Fátima2 lhe atribuíram.

+ Nota do Editor: Veja-se a cópia do fax de 21 de Novembro, enviado com sucesso em 23 de Novembro, a páginas 59-60.

* Pan-religioso: Algo para todas as religiões que é tudo menos a única religião verdadeira.

Um comunicado "revisto"

Escrevi o que está acima em 2 de Janeiro, em resposta à reportagem da Zenit, e as minhas palavras apareceram imediatamente em vários sites da Internet. Dez dias mais tarde, soube que o Santuário de Fátima tinha colocado no seu site da Internet o comunicado de 28 de Dezembro. Este, porém, tinha sido alterado; todas as referências explícitas ao Padre Gruner tinham sido apagadas, e este nem sequer era mencionado. Quando perguntei à Zenit se podiam explicar a discrepância, responderam que, em 7 de Janeiro, o Santuário de Fátima enviou-lhes por fax uma tradução para inglês da declaração de 28 de Dezembro que continha algumas alterações, e da qual desaparecera toda e qualquer menção explícita do Padre Gruner. É esta versão em inglês que agora aparece no site da Internet do Santuário de Fátima.

O que é evidente, a partir das duas declarações de "28 de Dezembro", seja a que foi difundida pela Zenit ou a que se encontra no site da Internet do Santuário, é que os responsáveis de Fátima estão agora empenhados numa iniciativa postconciliar e pan-religiosa. O Reitor Guerra sustenta que "as aparições de Fátima foram uma exortação ao diálogo inter-religioso". Isto é um disparate. Nossa Senhora de Fátima pediu a conversão ao Catolicismo na Rússia e o triunfo do Imaculado Coração em todo o mundo. O ecumenismo e o "diálogo inter-religioso" praticado desde o Concílio teriam horrorizado os Papas anteriores a 1958. Estas novidades – que incluem encontros de oração com feiticeiros e sacerdotes de vudu em Assis veja as fotografias da página 31. – afastarm-se claramente de 2.000 anos de ensinamentos e prática católicos.

Além disso, em 1928, onze anos depois das aparições de Fátima, o Papa Pio XI publicou a encíclica Mortalium animos reproduzida a partir da página 24 deste número., que condena o mesmo ecumenismo que tem sido acalentado desde o Vaticano II.

Nesta encíclica, o Papa Pio XI escreve que a Santa Sé "sempre proibiu" os Católicos de participar em assembleias inter-religiosas. Pio XI insistiu, e com muitoa razão, que "a unidade só pode conseguir-se a partir de uma autoridade de ensinamentos, de uma lei de crença, de uma fé de Cristãos". Acrescentou que as "palavras bonitas e sedutoras" da orientação pan-religiosa "escondem um erro excepcionalmente mortal e subversivo da Fé Católica".

Fátima "reinterpretada"

Todavia, para defender a alegação de que a Mensagem de Nossa Senhora de Fátima era uma chamada ao diálogo inter-religioso, o Reitor Guerra recorre a explicações cheias de tolices. Escreve:

"Na Mensagem de Fátima, os factos e as palavras parecem conter, pelo menos, duas chamadas implícitas ao exercício deste espírito de diálogo com pessoas de convicções diferentes. Assim, nas aparições do Anjo da Paz encontramos duas pistas importantes: o facto de o Anjo se ter prostrado no chão enquanto orava, na primeira e na terceira aparições; e o facto de, na terceira, ter dado a Comunhão sob a espécie de pão à vidente mais velha, que já tinha feito a Primeira Comunhão, e sob a espécie de vinho a Francisco e Jacinta, que ainda não a tinham feito. Se considerarmos que ambas as práticas tinham caído em desuso há séculos no Catolicismo latino, mantendo-se ainda vivas entre os Cristãos orientais, é aceitável – parece mesmo ser obrigatório – ver nesto um convite para tentar ligar Fátima às igrejas orientais, tanto católicas como ortodoxas. Por outras palavras, a mensagem do Anjo da Paz contém um apelo ao diálogo ecuménico com estas igrejas, separadas de Roma há mais de mil anos. Diálogo que, graças a Deus, está a avançar devagar mas com a determinação de ambas as partes"3.

Comecemos por nos lembrar que, no Congresso de Fátima organizado em 2003 pelo Reitor Guerra, tanto o Padre Jacques Dupuis como o Arcebispo Michael Fitzgerald explicaram que o diálogo não significa fazer por converter ao Catolicismo os que estão fora da Igreja Católica. O diálogo seria antes um meio de todas as religiões agirem juntas, em harmonia, para fazerem "de um Cristão um melhor Cristão e de um Hindu um melhor Hindu", como disse Jacques Dupuis na sua conferência, aplaudido pelo Reitor Guerra.

Contrastando com isto, Nossa Senhora de Fátima disse que queria a consagração solene da Rússia, citada pelo seu nome, ao Imaculado Coração de Maria, consagração feita pelo Papa em união com os Bispos do mundo, no mesmo dia, prometendo que, se tal se fizesse, a Rússia converter-se-ia – ou seja, converter-se-ia à Fé Católica.

Isto é apropriado, porque o dogma infalível do Concílio de Florença ensina, em união com os ensinamentos constantes dos Papas e dos Santos ao longo da história da Igreja, que os membros da Igreja Ortodoxa devem converter-se à Igreja Católica para alcançarem a salvação. Um diálogo que nega a necessidade da conversão dos não-Católicos é contrário à Mensagem de Fátima e contrário à Fé Católica.

"Progresso" não existente

O diálogo que, segundo o Reitor Guerra diz, está a "progredir devagar" não está a progredir mesmo nada. E isto porque o ecumenismo actual não é verdadeiramente uma união de religiões, mas uma união pan-religiosa dos liberais e dos esquerdistras das várias denominações. Os "Católicos ecuménicos" sabem muito bem que não conseguirão nada dos membros de outras religiões que acreditem que a sua religião possui a verdade. Por isso, ligam-se aos membros progressistas das várias seitas, cuja preocupação dominante é de se darem bem com todos.

Eis a razão por que o Vaticano não conseguiu assinar um Acordo Luterano-Católico com os Luteranos conservadores do Sínodo do Missouri, que denunciaram o documento, e com razão, como sendo uma impostura. Não, assinou o Acordo Luterano-Católico com os Luteranos pró-aborto que "ordenam" mulheres-bispos. Apesar disto, continuam a falar-nos dos grandes avanços do Vaticano II em prol da unidade ecuménica.

Mas este não é o caso. Veja-se, por exemplo, o facto de o Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa não consentir que o Papa João Paulo II visite a Rússia, chegando a denunciar a transmissão papal para o seu país, por televisão de circuito fechado, como uma "invasão da Rússia"4. Recordemo-nos também do protesto público dos Ortodoxos gregos, em 4 de Maio de 2001, contra a visita do Papa a Atenas. Foi nesta altura que padres cismáticos denunciaram o Papado através de megafones; padres e monges tocaram os sinos das igrejas e levaram balões negros para a praça de Atenas; e ergueram-se cartazes a acusar o Papa de ser o Anticristo, ao mesmo tempo que se ouviam gritos de "Papa, vai-te embora!"5

Houve um protesto semelhante quando o Papa visitou a Ucrânia. Em 28 de Junho de 2001, fizeram-se grandes manifestações, comandadas por padres ortodoxos cismáticos, enquanto que freiras cismáticas levaram um cartaz a dizer que "Convidar o Papa a visitar a Ucrânia é como espetar uma faca nas costas do povo ortodoxo". Aqui também se denunciou o Papa como sendo o Anticristo6.

Como se vê, o "progresso" ecuménico de que fala o Reitor Guerra é praticamente inexistente.

Finalmente, é errado os Católicos praticarem um diálogo sorridente que deixa os membros da religião ortodoxa prisioneiros dos erros da sua religião. O Papa S. Pio X fez notar que, na ordem objectiva, os membros da religião ortodoxa não são apenas cismáticos, mas também hereges, porque se recusam a aceitar 1. as processões das Pessoas da Santíssima Trindade; 2. a Imaculada Conceição de Nossa Senhora; 3. A infalibilidade papal, definida no Concílio Vaticano I; 4. A primazia petrina7. Os membros da religião ortodoxa devem abandonar estes erros e converter-se às verdades da Fé Católica se quiserem alcançar a salvação. Isto está de acordo com a Mensagem de Fátima, porque a conversão dos Ortodoxos russos far-se-á milagrosamente – e em grande escala – quando a Rússia for finalmente consagrada ao Imaculado Coração de Maria.

Pois o Reitor Guerra tem a audácia de pretender que a Mensagem de Fátima chama-nos a um "diálogo" que denuncia a necessidade da conversão dos não-Católicos"!

Nossa Senhora disse que "Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração", e não que "Deus quer estabelecer no mundo um diálogo ecuménico que deixa as almas na escuridão da sua falsa religião". Mas esta loucura é precisamente o que o Reitor Guerra sustenta.

Fátima: Um apelo ao diálogo
entre Católicos e Muçulmanos?

A seguir, o Reitor Guerra afirma que a Mensagem de Fátima é um apelo a um diálogo semelhante com os Maometanos. Escreveu o seguinte:

"Um ano depois das aparições do Anjo, Nossa Senhora escolheu a Cova da Iria como o lugar onde ia aparecer. Sabia de antemão que aquele lugar desconhecido viria a chamar-se mais facilmente Fátima, porque estava perto da única paróquia, da única aldeia, que em Portugal tem o nome da filha de Maomé, fundador do Islão. Junto a Fátima havia outras aldeias com nomes cristãos, que Nossa Senhora podia ter escolhido. Mas Ela sabia de antemão que, em tais circunstâncias, a Sua escolha lembrar-nos-ia muitas vezes da religião muçulmana, que os árabes certamente aqui praticaram antes da reconquista cristã. Nossa Senhora sabia que o ser humano presta muita atenção às coincidências, e que por isso, mais tarde ou mais cedo, iria reflectir nesta coincidência das Suas aparições com o nome da filha de Maomé".

O Reitor Guerra continua, sugerindo que esta é a maneira que o Céu escolheu para nos dizer que devemos encetar o diálogo com os muçulmanos. Mas, ao contrário da afirmação do Reitor Guerra, Christopher Ferrara explica:

"A aldeia de Fátima foi assim chamada por causa de uma princesa muçulmana que, a seguir à sua captura por forças cristãs durante a ocupação de Portugal pelos Mouros, enamorou-se do Conde de Ourém, converteu-se ao Catolicismo, e foi baptizada antes de se casar com o Conde em 1158. O seu nome de baptismo era Oureana, mas o nome de nascença era Fátima, como o da filha de Maomé. O nome da aldeia de Fátima é, portanto, um testemunho, não de ‘diálogo inter-religioso’, mas do triunfo da Cristandade sobre os ocupantes muçulmanos de Portugal um processo que levou mais um século até ser completado."8.

Vemos, pois, que este aspecto de Fátima põe em destaque a conversão, e nada mais. Não pode ser interpretado para justificar um ‘diálogo’ que faz reverência aos Muçulmanos, embora corrompam a Verdade divina; que honra a sua religião, embora rejeite a Divindade de Cristo; que lhes sorri enquanto eles negam a Santíssima Trindade no seu Corão; que lhes assegura que não é preciso converterem-se à única Igreja verdadeira para se salvarem; e que os convida a juntarem-se aos Católicos, hindus, judeus, budistas e animistas para construirem uma "Civilização do Amor" pan-religiosa.

Não esqueçamos que o Reitor Guerra é o mesmo que aplaudiu o Padre modernista Jacques Dupuis, que, no recente Congresso de Fátima, disse: "Não é necessário invocar aqui aquele texto horrível do Concílio de Florença", que afirmava não haver salvação fora da Igreja Católica. Dupuis, com a aprovação de Guerra, exortou os presentes a rejeitar um dogma católico definido. Não admira que o Reitor Guerra tente agora subverter a Mensagem de Fátima para integrar a sua visão distorcida pan-religiosa.

"Estamos ainda muito longe?"

Como responderia, se lhe perguntassem se alguma vez se faria orações pan-religiosas juntamente com os hindus? Se é um Católico autêntico, fiel ao ensino perene e à prática da Igreja, a sua resposta seria "Nunca". E seria uma resposta apropriada, porque as Escrituras dizem-nos que "os deuses dos pagãos são demónios" Salmo 95:5.. Se lhe perguntassem se a sua casa alguma vez seria usada para o culto hindu, responderia de novo "Nunca"! Ou talvez exclamasse, para sublinhar a impossibilidade de tal coisa, "Só por cima do meu cadáver".

Mas não foi assim que o Reitor Guerra respondeu, quando discutiu o alegado Santuário pan-religioso com o Spirit Daily, uma página da Internet dedicada às falsas aparições de Medjugorje9.

Nesta entrevista, o Reitor Guerra disse: "O nosso ecumenismo está apenas a começar. É guiado por directivas das autoridades da Igreja". Também afirmou que "o ecumenismo não tem nada a ver com o desenho da nova basílica", que ficará separada da presente Basílica de Fátima. Spirit Daily perguntou ao Reitor se tinha receio de que o ecumenismo levasse a um compromisso ou a um toque de New Age. Perguntou também como é que os hindus, muçulmanos, etc. iriam lá rezar. Monsenhor Guerra respondeu: "Não temos receio de nenhum ecumenismo da iniciativa da Igreja. Estamos muito longe de vermos hindus ou muçulmanos a rezar em Fátima, a não ser que o façam em particular – não nas liturgias públicas ou noutras cerimónias".

Estaremos "muito longe" de ver hindus ou muçulmanos a rezar em Fátima?

Por que razão é que ele respondeu assim? Porque é que não declarou sem rodeios o que qualquer verdadeiro Católico diria: "Nunca! Nunca se lhes permitirá praticarem rituais pagãos em terreno católico sob a minha direcção"10.

Saberemos a resposta se lermos com atenção a declaração do Reitor Guerra.

Em primeiro lugar, diz que "o nosso ecumenismo está apenas a começar". Isto era mais que evidente no Congresso pan-religioso de Fátima a que assisti em 2003. E pelo que vi, começam bem. Porque foi ali que representantes ortodoxos, protestantes, muçulmanos, budistas e hindus foram convidados a explicar à assistência a importância dos seus "santuários" religiosos. Foi ali que se disse aos não-Católicos que não era necessário converterem-se à Igreja Católica para se salvarem11.

Disse ainda o Reitor Guerra que "o ecumenismo não tem nada a ver com o desenho da nova basílica". Talvez, mas não há garantias de que não se façam lá encontros pan-religiosos. A igreja de San Pietro em Assis não foi "desenhada para o ecumenismo", mas foi lá que, num encontro pan-religioso efectuado em 27 de Outubro de 198612, "budistas, chefiados pelo Dalai Lama, transformaram rapidamente o altar da igreja de San Pietro, colocando uma pequena estátua de Buda em cima do sacrário e pondo rolos de orações e queimadores de incenso à volta dela"13.

Outras igrejas e locais sagrados de Assis foram também entregues ao uso dos muçulmanos, hindus, zoroastrianos e adoradores de cobras africanos para lá fazerem os seus rituais falsos e idolátricos. O ecumenismo "não teve nada a ver com o desenho" destas igrejas quando foram construídas, mas foram todas requisitadas para uso pan-religioso.

Da mesma maneira, temos visto, desde o acontecimento de Assis, cada vez mais situações de igrejas católicas profanadas por encontros pan-religiosos. Eis apenas dois exemplos:

* Em 28 de Outubro de 1987, cinquenta representantes das religiões do mundo encontraram-se numa igreja de Roma para rezarem pela paz. O encontro marcou o primeiro aniversário do Dia Mundial da Paz de 1986 em Assis. Judeus, sikhs, muçulmanos, Ortodoxos gregos, Católicos Romanos e várias denominações protestantes encontraram-se na igreja de Santa Maria, construída no século XII14.

* Em 9 de Setembro de 1998, o Cardeal de Nova York, John O’Connor, presidiu a um serviço inter-religioso na catedral de S. Patrício, "para rezar para que os pobres e os sem-abrigo consigam lares decentes". No altar, num grande semi-círculo, estavam representantes do Catolicismo, do Protestantismo, da Ortodoxia, do Islão e do Judaísmo. Os dirigentes religiosos foram convidados pelo Cardeal O’Connor para o serviço de oração, a que estiveram presentes cerca de 2.500 pessoas. Neste acontecimento, o Cardeal pregou, um rabino rezou em hebraico, uma jovem de mini-saia cantou "Esta luzinha que é minha". Acenderam-se velas por toda a congregação, velas estas que foram "dramaticamente" erguidas depois de vários coros pouco brilhantes de "We shall overcome" uma canção de protesto.. A "bênção" final foi dada por um Presbiteriano irlandês15.

Podíamos encher as próximas cinco páginas desta revista com exemplos deste género, sem sequer esgotar o tema. Mas onde queremos chegar é que estas e outras igrejas foram usadas – e são usadas – para desordens pan-religiosas, embora o ecumenismo "não tivesse nada a ver com o desenho" da sua construção.

Só há uma garantia que as autoridades de Fátima podem dar de que este género de incidentes pan-religiosos não terão lugar no Santuário, e esta é uma garantia pública de que toda a actividade ecuménica em Fátima terminará por completo. Ora isto não querem eles fazer.

Pelo contrário, o Reitor Guerra gaba-se de que a iniciativa ecuménica em Fátima já começou, que o ecumenismo "é guiado por directivas das autoridades da Igreja", e que "não temos receio de nenhum ecumenismo da iniciativa da Igreja".

Vejamos, pois, as "directivas" ecuménicas emanadas das autoridades da Igreja de hoje, para vermos se há ou não algum motivo para medo. Vejamos o que é que os dirigentes da Igreja de hoje promovem sob o rótulo de ecumenismo, e perguntemos a nós mesmos se temos razão para nos regozijarmos de acontecerem tais exibições em Fátima.

Absurdos "aprovados"

O ecumenismo promovido pelos dirigentes post-conciliares de hoje, como já dissemos, teria horrorizado qualquer Papa de antes do Concílio Vaticano II. Tomemos como exemplo o Directório para a aplicação do princípio e normas do ecumenismo, publicado no Vaticano em 1993 pelo Concelho Pontifício para Promover a Unidade dos Cristãos.

Este Directório "determina" a presença do ecumenismo em todos os aspectos da vida da Igreja, e encoraja a prática de numerosos actos interconfessionais sem precedentes que sempre foram condenados pela Igreja como pecados graves contra a Fé.

O Directório:

* permite que os Protestantes façam as leituras com a excepção do Evangelho. numa igreja católica Nº 133.;
* encoraja "exercícios espirituais" e "retiros" comuns entre Católicos e Protestantes Nº 114.;
* permite que os não-Católicos ensinem nos seminários Nº 81.;
* ordena que se ensine o ecumenismo às crianças nas escolas Nº 68.;
* impõe o ecumenismo aos sacerdotes e religiosos nos seus anos de formação Nºs 51, 70.;
* ordena que os sacerdotes tomem parte no "aggiornamento contínuo" do ensino e prática do ecumenismo Nº 91.;
* encoraja os Bispos diocesanos a emprestarem as igrejas paroquiais a não-Católicos para os seus serviços de oração Nº 137.;
* promove serviços de oração interdenominacionais entre Católicos e Protestantes nas suas respectivas igrejas Nº 112.;
* encoraja a publicação deuma Bíblia interdenominacional para Católicos e Protestantes Nº 185.;
* desaconselha os Católicos a tentarem converter os não-Católicos Nº 23, 79, 81, 125.;
* encoraja os Católicos a "alegrarem-se na graça de Deus" [sic] com os Protestantes Nº 206.;
* recomenda a construção de uma igreja comum, para uso conjunto de Católicos e não-Católicos Nº 138.;
* mais recomenda que, nestas igrejas comuns, o Santíssimo Sacramento seja colocado numa capela à parte, ou numa sala, para não ofender os não-crentes Nº 139..

Este documento foi produzido sob a orientação do Cardeal Edward Idris Cassidy, que era na altura Prefeito do Conselho Pontifício para Promover a Unidade dos Cristãos. O sucessor do Cardeal Cassidy é o Cardeal Walter Kasper, que podia muito bem descrever-se como o típico clérigo modernista lunático – um homem que parece não acreditar em coisa nenhuma.

O Cardeal Kasper ficou na história ao dizer aos Judeus que a Velha Aliança ainda é válida, e que não precisam de converter-se à Igreja Católica para obterem a salvação16. O Cardeal Cassidy, assim como o Cardeal Keeler, de Baltimore, disseram a mesma coisa17, embora a Escritura e a doutrina definida pela Igreja ensinem infalivelmente que a Velha Aliança já não é válida, desde que foi substituída pela Nova18.

O Cardeal Kasper é o homem-chave do Vaticano para o diálogo com os Protestantes, Ortodoxos e Judeus. É ele quem dá a "orientação" ecuménica, a tal em que, segundo o Reitor Guerra, devemos confiar cegamente.

Sente-se seguro ao ser guiado pelo ecumenismo destes homens que desafiam a Escritura e o dogma? O Reitor Guerra sente-se, mas eu não.

O Cardeal Kasper também disse recentemente que o Vaticano II e a encíclica Ut Unum Sint "reconhecem explicitamente que o Espírito Santo opera nas outras Igrejas e comunidades eclesiásticas. Por conseguinte, está fora de questão arrogarmo-nos o monopólio da salvação". E agravou o ultraje, dizendo:

"Vários aspectos de ser igreja realizam-se melhor noutras igrejas. Por isso, o ecumenismo não funciona num só sentido, mas é um processo recíproco de aprendizagem, ou, como se lê na Ut Unum Sint, uma troca de presentes. O caminho para a unidade não é, pois, o regresso dos outros ao seio da Igreja Católica"19.

É trágico que o Cardeal Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, tenha a mesma opinião herética. Em 1966, desafiando o dogma, três vezes definido, de que "fora da Igreja não há salvação", o Padre Ratzinger alegrou-se com o facto de, graças ao Vaticano II, a ideia da conversão dos não-Católicos ter sido substituída pelo conceito de convergência com os não-Católicos20. Isto dá uma indicação do pensamento actual do Cardeal Ratzinger, porque tem tido repetidas vezes que as suas ideias "não mudaram" desdo o tempo do Concílio.21

Nenhum pai católico digno desse nome consentiria que os seus filhos fossem guiados por tais homens. Mas o Reitor Guerra não tem semelhantes reservas; antes diz que não temos "nada a recear" de responsáveis mal formados, que de repente começam a abençoar o que a Igreja sempre condenou.

Inculturação pagã "aprovada"

Se nos debruçarmos mais sobre o "ecumenismo guiado" pelas directivas progressistas actuais, contemplamos os horrores continuados dos rituais religiosos pagãos incorporados nas cerimónias católicas. Assisti pessoalmente, no Dia Mundial da Juventude de 2002, a um ritual pagão dos índios americanos, com gritaria e batuque, que abriu a missa papal do Domingo22! Temos depois a inculturação das práticas do vudu na Igreja Católica em África23. E ainda a dança hindu do arati e puja – uma dança aos deuses-demónios do Hinduísmo – que foi executada durante a missa de beatificação da Madre Teresa de Calcutá em 19 de Outubro de 200324. Podíamos dar dúzias de exemplos semelhantes.

Vemos, assim, o aspecto deste "ecumenismo guiado". É realmente guiado; não pelos ensinamentos e prática constantes da Igreja Católica, mas por progressistas bem colocados que estão determinados a refazer a Igreja à sua própria imagem e semelhança liberais. É este "ecumenismo" que o Reitor Guerra se gaba de "estar a começar" em Fátima.

Compreendemos agora por que razão o Reitor Guerra não afirma categoricamente que os Hindus, Budistas e Muçulmanos nunca serão autorizados a fazer os seus rituais religiosos em locais da Igreja em Fátima. Se o fizesse, estaria a contradizer o novo programa ecuménico. Estaria a desafiar a horrível política de inculturação e a fechar os portões de Fátima ao "Espírito de Assis", revolucionário e pan-religioso, que tem sido imposto aos Católicos desde o Concílio. Por isso, deixa os portões abertos com a declaração de "estarmos muito longe" disso.

Conclusão

Observamos, a partir das palavras do Reitor Guerra, que a orientação ecuménica está nitidamente a avançar em Fátima. Se ele até faz por acomodar a Mensagem de Fátima a este molde ecuménico distorcido! Para ele, os Católicos que se opõem ao ecumenismo não têm razão para o fazer.

Assim, como disse em artigos anteriores, não interessa se a grotesca basílica modernista que vai ser construída em Fátima se chama oficialmente "Santuário Interconfessional" ou não. Enquanto as autoridades de Fátima aceitarem a nova orientação ecuménica e abrirem as portas de par em par ao "Espírito de Assis" – como já fizeram no Congresso de Fátima de 2003 – é só uma questão de tempo até se fazerem cerimónias pan-religiosas em Fátima.

O Reitor Guerra falhou no seu dever quando promoveu o Congresso de Fátima, quando louvou os seus ultrages, e quando criticou os Católicos que resistem à horrenda novidade do ecumenismo pan-religioso. Aplaudiu quando o Padre Arul Irudayam, da Índia, contou à assistência que os Hindus agora fazem os seus rituais pagãos dentro da Basílica do Santuário Católico Mariano de Vailankanni25. Também aplaudiu as denúncias que Jacques Dupuis fez do dogma definido, e nunca pediu desculpa por permitir que se ensinasse uma heresia descarada em Fátima.

O Reitor Guerra é cúmplice na vandalização da Doutrina Sagrada. Não lhe serve de nada apresentar-se ao mundo, como fez no seu Comunicado recente, como um inocente caluniado.

Notas:

  1. Cf. http://www.fatima.org/news/newsviews/sprep111303.asp, e também The Fatima Crusader, Nº 75, pp. 16 e seguintes.


  2. O Notícias de Fátima de 24 de Outubro – recorde-se que é um jornal local com boas relações com o Santuário de Fátima – citou os objectivos interconfessionais do Reitor Guerra: "Esta proposta de coexistência – também em Fátima – de um pluralismo religioso é ainda embrionária", disse ele. "É um primeiro passo. Somos como os engenheiros em Portugal que começam por examinar as estruturas das pontes, para ver se podemos confiar nelas no futuro". Os comunicados do Santuário de Fátima de 28 de Dezembro dizem que a única vez que o Reitor falou no Congresso foi na sessão final, e apresentam a seguinte citação do discurso: "É verdade que .... estamos todos ainda muito longe de caminhar para uma única, ou por uma única, ponte. E poderíamos, por isso, tranquilizar-nos, uma vez que, se a ponte de um estiver a ruir, pode ser que a ponte do lado não esteja. Mas também é verdade que uma doença epidémica parece ter ameaçado a fé de todas as religiões, de todas as conões, de todas as tradições, nestas últimas décadas. E por isso regozijamo-nos pela presença fraterna dos representantes das várias correntes espirituais, e estamos certos de que a sua presença veio abrir um caminho para maior abertura futura deste Santuário, que parece já, por providência divina, vocacionado para contactos e para o diálogo .... quase explicitamente, com as igrejas orientais, ortodoxas e católicas, na mensagem do Anjo da Paz; e com a religião islâmica, pelo próprio nome que Deus quis escolher para a terra onde havia de aparecer Maria: Fátima".


  3. "Shrine of all religions: Communiqué from the Rectory of the Shrine at Fatima", – fiquei a saber que, actualmente, o Reitor Guerra limita-se a indicar esta página da Internet às pessoas que pedem informações sobre o "Santuário Interconfessional".


  4. "Russian Patriarch slams Pope’s video link-up as ‘invasion’", BBC News, 2 de Março de 2002.


  5. Fotografia documentada em Previews of the new Papacy, de Átila Sinke Guimarães e Marian Horvat Los Angeles: Tradition in Action, 2001., p. 146.


  6. Ibid., pp. 160-161.


  7. Cf. Ex quo, do Papa S. Pio X, 26 de Dezembro de 1910.


  8. "Uma nova Fátima para uma nova Igreja", 1ª Parte, Christopher Ferrara, The Fatima Crusader, Nº 75. O Reitor Guerra admite-o, mais ou menos, ao dizer no comunicado de 28 de Dezembro: "E isto, mesmo que, como alguns acham verosímil, o nome da aldeia de Fátima não tenha tido origem na filha do fundador do Islamismo". Mas apesar disto, o Reitor Guerra continua a insistir na sua interpretação do "diálogo inter-religioso".


  9. Uma análise mais completa de Medjugorje, que inclui provas de como os pretensos "videntes" mentiram ao seu Bispo sob juramento, encontra-se na conferência de John Vennari "Flights of Fancy to Great Apostasy: Medjugorje and more" "Das fantasias à Grande Apostasia: Medjugorje e mais ainda". disponível por $6.00, portes de correio incluídos, de Oltyn Library Services, 2316 Delaware Ave., PMB 325, Buffalo, NY 14216, Estados Unidos.


  10. Nota: Se um muçulmano ou um hindu for ao Santuário, por sua conta, para rezar em silêncio, não pode ser impedido de o fazer, nem devia ser. Um não-Católico que se deslocar a um Santuário Mariano, como o de Fátima, pode até, ao fazê-lo, obter a graça da conversão, se estiver a procurar Deus com um coração puro.
  11. Cf. "Fátima irá tormar-se num santuário interconfessional? Um relato de alguém que esteve lá", e a nota 1.


  12. Em 27 de Outubro de 1986, a convite de João Paulo II, 160 dirigentes das religiões do mundo reuniram-se em Assis, na Itália, para rezar pela paz. Foi um acontecimento sem precedentes, que contrariou 2.000 anos de doutrina e prática católicas. Sobre este encontro de oração de Assis, o porta-voz principal do Vaticano, Joaquín Navarro-Valls, exclamou com aparente aprovação: "Nada como isto aconteceu alguma vez na história da humanidade". As 12 religiões representadas no encontro de oração de Assis foram: animistas africanos, índios americanos, Bahais, Budistas, "Cristãos", Jains, Judeus, Hindus, Muçulmanos, Shintoístas, Sikhs e Zoroastrianos.


  13. Robert Suro, "12 faiths join Pope to pray for peace", New York Times, 28 de Outubro de 1986.


  14. "50 world religious leaders meet in Rome and pray for peace", Reuters, 4 de Agosto de 1987.


  15. Fontes: Charles Bell, "Invited by O’Connor to pray for the poor", New York Daily News, 4 de Setembro de 1998; "Lift up the poor with the voices of faith" programa de um serviço interconfessional de oração na catedral de S. Patrício.; "Do we care?", Catholic New York, 17 de Setembro de 1998. E ainda um relatório de uma testemunha ocular, enviado ao Catholic Family News por um amigo que esteve presente ao acontecimento como observador.


  16. O Cardeal Walter Kasper, falando como Presidente do Conselho Pontifício para as Relações Religiosas com os Judeus, cargo para o qual foi nomeado pelo Papa, declarou que "a velha teoria da substituição desapareceu a partir do Concílio Vaticano II. Hoje, para nós, Cristãos, a aliança com o povo judeu é um património vivo, uma realidade viva... Portanto, a Igreja acredita que o Judaísmo, ou seja, a resposta fiel do povo judeu à aliança irrevogável de Deus, é salvífica para eles, porque Deus é fiel às Suas promessas – Discurso no 17º encontro da Comissão Internacional de Ligação Católicos-Judeus, Nova York, 1 de Maio de 2001.


  17. Cf. "Interview with Robert Sungenis", Catholic Family News, Novembro de 2002.


  18. Cf. Hebreus 8:13. A suplantação do Velho Testamento pelo Novo é doutrina definida da Fé Católica. Na Profissão de Fé solene do Concílio Ecuménico de Florença, sendo Papa Eugénio IV, lê-se: "A sacrossanta Igreja Romana... acredita, professa e ensina firmemente que a matéria relativa ao Velho Testamento, ou Lei Mosaica, que se divide em cerimónias, ritos sagrados, sacrifícios e sacramentos, porque foram estabelecidos para significar alguma coisa no futuro, embora fossem adequados ao culto divino naquele tempo, depois da vinda de Nosso Senhor, significada por eles, cessaram, e começaram os sacramentos do Novo Testamento... Portanto, [a Igreja Romana] declara que todos os que, depois daquele tempo, observam a circuncisão e o dia de Sábado e as outras exigências da lei, são estranhos à Fé Cristã e não estão, de modo algum, aptos a participar na salvação eterna, a menos que algum dia rejeitem esses erros D.S. 1348..


  19. Citado de Paul A. Crow, "Fanfare, Tillard, and Ecumenism in Rome", Ecumenical Trends publicado pelos Frades de Graymoor., Setembro de 2003, p. 15 ênfase acrescentado..


  20. O Padre Ratzinger disse: "A Igreja Católica não tem o direito de absorver as outras Igrejas... [Uma] unidade básica – de Igrejas que continuam a ser Igrejas, mas formam ao mesmo tempo uma Igreja – deve substituir a ideia de conversão, embora a conversão mantenha o seu significado para quem seja motivado pela sua consciência a procurá-la" ênfase acrescentado.. Joseph Ratzinger, Theological Highlights of Vatican II [Paulist Press, New York, 1966], pp. 65-66. Esta secção do livro concentra-se na fundamentação ecuménica deliberada em que se baseia o documento conciliar Lumen Gentium. Para uma discussão mais completa do livro do Padre Ratzinger, cf. J. Vennari, "Vatican II vs. the unity willed by Christ", Catholic Family News, Dezembro de 2000 [Reimpressão Nº 537, que pode obter-se da CFN por $1.75, incluindo portes de correio].


  21. Vittorio Messori escreveu o seguinte na revista Jesus: "Talvez o mais incómodo é o facto de o suposto ‘guardião da fé’ ser na verdade não só um grande teólogo... mas também um teólogo aberto e moderno, aberto aos sinais dos tempos. Perito do episcopado alemão no Vaticano II, encontramo-lo mais tarde entre os fundadores do Concilium, uma revista internacional que congrega a chamada ‘ala progressista’ da teologia católica.’Foi um pecado da juventude, Eminência, a colaboração com o Concilium?’, perguntei-lhe por brincadeira. ‘De modo nenhum’, respondeu. ‘Não mudei; eles é que mudaram’". J. Ratzinger, entrevista com Vittorio Messori, "Ecco perchè la fede è in crisi", Jesus, Novembro de 1984, p. 69.. Além disso, durante uma visita ao Brasil em 1990, o Cardeal Ratzinger falou à imprensa sobre o mesmo tema. Pergunta: "Quais são as maiores diferenças entre o Ratzinger do Vaticano II e o Ratzinger de hoje? Quem mudou mais, foi Ratzinger ou a Igreja? Resposta: Não vejo uma diferença verdadeira, profunda entre o meu trabalho no Concílio Vaticano II e o meu trabalho actual" entrevista com Walter Falceta, "Ratzinger reafirma identidade católica", in O Estado de São Paulo, 29 de Julho de 1990.. Estas e outras citações do mesmo género encontram-se compiladas em In the Murky Waters of Vatican II "Nas águas turvas do Vaticano II"., de Átila Sinke Guimarães Metairie: Maeta, 1997., pp. 121-122.


  22. J. Vennari, "The World Youth Day Sleep-Over", Catholic Family News, Outubro de 2002.


  23. Craig Heimbichner, "Dancing with the devil: The New Evangelization in Africa", Catholic Family News, Dezembro de 2003.


  24. Cf. Cornélia Ferreira, "Mother Teresa ‘beatified’ with idolatrous rites", Catholic Family News, Janeiro de 2004.


  25. Este assunto é tratado em pormenor no artigo de John Vennari "Fátima irá tormar-se num santuário interconfessional? Um relato de alguém que esteve lá", The Fatima Crusader, Nº 75, p. 16. Ver também a nota 1.



Formatado para impressão
Volta

imagemap for navigation Página inicial Mapa do site Contacto Pesquida Início da página>
<AREA SHAPE=DEFAULT HREF=