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Ditadores de Misericórdia

por Christopher A. Ferrara
20 de Novembro de 2017

Pode-se confiar em que Joseph Tobin (à esquerda) e Blase Cupich (à direita), ambos elevados ao Cardinalato pelo Papa Francisco, são pró-“gay”, pró-Sagrada Comunhão para adúlteros públicos e pró-política de fronteiras abertas à imigração. Também propõem a insidiosa burla da “veste sem costura”, que reduz a santidade da vida humana em todas as alturas a um assunto não mais importante do que o número de imigrantes aceites pelos Estados Unidos.

Num sinal de esperança para a Igreja na América, que está grandemente decadente, Cupich foi derrotado na sua tentativa de subir a chefe da comissão para as actividades pró-vida da Conferência Episcopal dos EUA, que ele teria prontamente neutralizado, convertendo-a numa operação de “veste sem costura”.  Os Bispos americanos, quebrando o protocolo, elegeram para esse cargo, não o Cardeal que se esperava, mas o Arcebispo Joseph Naumann de Kansas City, que, como o órgão modernista Crux magazine lamenta, “está mais alinhado com uma visão tradicional que se concentra no aborto.” Ou seja, a opinião tradicional de que evitar o assassínio de inocentes é mais importante do que as preocupações liberais da moda sobre “justiça social”. Por outras palavras, a visão católica.

Mas, como a Crux aponta com satisfação, “com 65 e 68 anos, respectivamente, Tobin e Cupich são bastante jovens em termos eclesiásticos e continuarão a ser personagens importantes numa Igreja que o Papa Francisco está a tentar reformar e refazer.”  Mas há um problema com o plano de Francisco de “refazer” a Igreja à imagem de Tobin e Cupich: esses chatos dos Católicos, com os seus irritantes blogs católicos, continuam a atravessar-se à frente, apontando que “refazer” a Igreja — um clássico empreendimento modernista — implica cortes radicais com a doutrina e prática tradicionais, cujos resultados só posem ser fracasso e tragédia.

Assim, Cupich queixa-se: “Não acho que as pessoas estejam escandalizadas pelo Papa. Acho que lhes estão a dizer para se escandalizarem. Acho que há uma diferença.” Sim, aqueles malandros dos bloguistas católicos estão a persuadir as pessoas de que o “refazer” da Igreja, que está a ser tentado, está a causar grave prejuízo, quando na verdade é um “maravilhoso sucesso” — tal como eram as comunas soviéticas! Portanto, tem que se fazer alguma coisa com estes negativistas e a sua interferência no “refazer” da Igreja.

Por seu lado, Tobin queixa-se de que “a internet, que supostamente devia ser um maravilhoso mercado de ideias e uma praça pública em que podíamos falar uns com os outros, reforçou e aumentou de muitas maneiras a polarização” — querendo dizer que deu aos Católicos a possibilidade de tocar o alarme sobre o que Tobin, Cupich e outros andam a fazer.

De especial preocupação para Tobin e para os seus colegas ‘Ditadores da Misericórdia’ são sacerdotes como o Padre Thomas Weinandy — antigamente na chefia máxima do departamento doutrinal da Conferência Episcopal dos EUA — cuja carta aberta histórica, a protestar contra os abusos deste pontificado, alcançou uma publicidade instantânea à escala mundial pela via da Internet, comenta a Crux com uma grave preocupação sobre esta explosão insolente de Catolicismo ortodoxo.

Tobin informou a Crux que “acredita que, embora a internet apresente oportunidades incríveis para a evangelização, também apresenta dilemas particulares para os Bispos e padres, e pediu ao seu conselho presbiteral que considerasse uma política sobre a melhor maneira de orientar os padres e os Bispos no seu uso dos meios de comunicação social... Acho que, como padres, há certas coisas que não podemos fazer. Ou não devíamos fazer moralmente.”

Tradução: estes padres metediços, com o seu alarmismo sobre a doutrina e prática sãs, devem ser silenciados! A começar pelo Padre Weinandy, que foi despedido da sua posição actual como consultor doutrinal da Conferência Episcopal dos EUA no dia a seguir à publicação da sua carta.

Para esse fim, a Crux fornece um cabeçalho a propósito para esta propaganda totalitária: “Combater os que intimidam; criar uma cultura de encontro.” Que, na verdade, devia ler-se: “Combater os ortodoxos; criar uma cultura de medo.”

Eis as faces gémeas da Ditadura da Misericórdia: suprimir a verdade e impor o conformismo perante as mentiras, ao mesmo tempo que sorri a cada passo do que eles pensam que é a sua marcha de conquista da Igreja sob a bandeira do Papa Francisco. Mas sob a bandeira de Nossa Senhora de Fátima haverá um resultado dramaticamente diferente.

Ela chama-lhe Triunfo do Seu Imaculado Coração.



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