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Perspectivas Sobre Fátima
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Mais sobre aquela "correção formal"

por Christopher A. Ferrara
28 de Março de 2017

A coluna de ontem tratou da futilidade que seria fazer-se, por parte dos Quatro Cardeais, uma “correção formal” dos erros da Amoris Laetitia (AL) que não identificasse mesmo esses erros e os corrigisse, ficando apenas por expor os ensinamentos tradicionais da Igreja. Os leitores razoáveis podem pensar que eu fui demasiado severo com os Quatro Cardeais, e compreendo a objecção. Mas uma coluna escrita por John-Henry Westen da Life Site News, que também saiu ontem, demonstra porque é que uma abordagem que não chegasse à correção dos erros específicos do documento seria inadequada para responder à crise sem paralelo que a AL provocou.

Como Westen comentou, Francisco continua em silêncio perante os dubia dos Quatro Cardeais, embora a AL tenha possibilitado um cenário que parecia impossível em que “os Bispos da Alemanha tolerariam o divórcio e os recasamentos, enquanto que na Polónia, do outro lado da fronteira, seriam pecado mortal”. Nunca aconteceu tal coisa na história da Igreja. Assim, como Westen conclui, e com razão:

“A dicotomia é prova clara de que o próprio Papa, recusando-se a esclarecer apesar do pedido formal e público dos Quatro Cardeais e de súplicas associadas da parte de inúmeros clérigos e leigos católicos, é culpado de atraiçoar toda a Igreja. Ao deixar que esta charada continue, semeou a confusão nos corações dos fiéis. Esta confusão pode levar ao pecado mortal e assim à condenação eterna.

“De facto, o Papa Francisco está a brincar com o fogo: o fogo do Inferno!”

Westen tem razão: Francisco traiu a Igreja. A AL semeou a confusão nos corações dos fiéis. A sua implementação por Bispos progressistas, com a sua bênção, colocou almas em risco de condenação eternal ao tolerar relações que são objetivamente pecados mortais, e ao convidar as pessoas que vivem nessas relações a receber sacrilegamente a Sagrada Comunhão. Permitir que isto aconteça é literalmente brincar com o fogo do Inferno.

Por espantosas que sejam estas acusações, reflectem um estado de coisas inegável, sobre o qual este Papa está a presidir. E não é exagero chamar a este estado de coisas apocalíptico, no sentido de “gravíssimo ou catastrófico.”

Aqui está porque não chega uma simples apresentação educada dos ensinamentos correctos, a par dos ensinamentos da AL. E isto porque a AL não é nada menos que execrável, como os seus efeitos moralmente catastróficos, que se ramificam com rapidez, o demonstram. Portanto, o que é preciso para a enfrentar não é nada menos que uma execração, a saber, “o acto de… denunciar”.  

A AL deve ser denunciada da mesma maneira que um grupo corajoso de teólogos preocupados já o fez: desmascarando meticulosamente e censurando os seus erros específicos contra a Fé. A defesa da Igreja exige-o, e nada menos do que isso. E, no meu parecer, a primeira linha dessa defesa devia cair sobre os que são chamados seus Príncipes, que se vestem do vermelho dos mártires, e que escutam esta admoestação do Papa que os elevou:

“Para a glória de Deus Omnipotente e a honra da Sé Apostólica, recebe a biretta escarlate como sinal da dignidade do Cardinalato, significando a tua prontidão em agir corajosamente, até ao derramamento do teu sangue, para o aumento da Fé Cristã, para a paz e tranquilidade do povo de Deus e para a liberdade e expansão da Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana.”

Espero que os Quatro Cardeais, se acontecerem ler os meus comentários sobre este assunto, compreendam o espírito com que são apresentados.




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