Perspectivas sobre Fátima

-Onde é Que Está a Graça, Cardeal Tobin?

por Christopher A. Ferrara
20 de Abril de 2017

Apresento-lhes o Cardeal “pró-gay” Francis Tobin, Cardeal Arcebispo de Newark, elevado a Cardeal e indigitado para essa Sé — evidentemente — pelo Papa Bergoglio, que está a semear toda a Igreja com Prelados destes.

Talvez esta foto chegue para demonstrar o que enfrentamos em Tobin: mais outro eclesiástico subversivo, sorridente e a dar gargalhadas, bastante bem nutrido, cum mitra e vestes da moda, fixado em submeter a Igreja às exigências da correcção política, incluindo as exigências da “comunidade LGBT” — ou seja, a “comunidade” daqueles que praticam habitualmente um dos pecados que bradam aos Céus.

Joseph Sciambra, que, pela graça de Deus, abandonou aquele pecado em particular, assim como a pornografia e o ocultismo, teve um papel essencial em documentar a acomodação revoltante de Tobin em relação à sodomia na Arquidiocese de Newark (tiremos o chapéu a John Zmirak sobre o blog de Sciambra).

Sciambra relata que “duas paróquias católicas em New Jersey estão a patrocinar em comum uma Peregrinação LGBT e Missa à Basílica Catedral do Sagrado Coração de Jesus em Newark, New Jersey, em 21 de Maio de 2017. Segundo um desdobrável sobre o evento, a Peregrinação e Missa realizam-se ‘Com a bênção e os votos de Sua Eminência Joseph Cardeal Tobin, C.Ss.R., Arcebispo de Newark…’”

A Missa para esta “peregrinação” abominável será dita por um tal Rev. Francis Gargani, que se especializa em atender retiros para “Católicos LGBT.” A brochura de um destes “retiros,” citada por Sciambra, não deixa dúvidas sobre o facto de que eles não incluem qualquer forma de aconselhamento espiritual sobre o distúrbio intrínseco da condição homossexual ou sobre o mal da sodomia:

“Por meio de orações rituais, sessões de reflexão, discussões partilhadas, tempo para orações e silêncio pessoais, e reuniões sociais, este retiro dá uma oportunidade especial a pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgénero para celebrarem a sua identidade e aprofundarem a sua experiência de comunidade no Deus vivo.”

O patrocinador deste retiro é um grupo chamado “À Imagem de Deus,” que se reúne numa das duas paróquias que apoiam a “peregrinação LGBT” à catedral de Tobin em Newark: a paróquia do Sagrado Coração de Jesus em South Plainfield, New Jersey na Diocese de Metuchen, que faz parte da Arquidiocese de Tobin. O nome do grupo, juntamente com a descrição do tal “retiro,” torna bem claro que os seus membros defendem a blasfémia total de que a “Imagem de Deus” se reflete na sexualidade desordenada das perversões “lésbicas, gays, bissexuais e transgénero”, e que os membros consideram que os seus distúrbios sexuais constituem a sua “identidade” e que, portanto, são algo para “celebrar.”

Sciambra comenta que os membros de “À Imagem de Deus” dizem que “reconhecem e respeitam os ensinamentos da Igreja Católica Romana.” Mas “reconhecer” e “respeitar” não é a mesma coisa do que “aceitar” e “obedecer.” Na verdade, como todos os subversivos eclesiais espertos, os membros deste grupo que celebra os desvios sexuais negam precisamente o que pretendem afirmar. Assim, como Sciambra comenta a seguir, o site da Internet da paróquia do Sagrado Coração de Jesus, cuja página de entrada inclui “À Imagem de Deus,” também tem uma ligação ao “documentário radical de afirmação gay ‘Assumindo a nossa Fé,’” em que um homem “gay” que diz ser “casado” com outro homem “gay”, declara:

“Se nós a deixarmos, se abandonarmos a Igreja, então ela nunca irá mudar. Por isso, temos de continuar a viver aqui, servindo de exemplo e encorajando outras pessoas a que sejam esse exemplo, porque é isso que vai mudar a Igreja.”

A outra paróquia que organiza esta “peregrinação” é (como Sciambra noticia) a Igreja do Precioso Sangue em Monmouth Beach, na Diocese de Trenton, também sob a jurisdição de Tobin. Esta paróquia “simpática para com os gays” gaba-se de ter um “Ministério LGBT de Partilha da Fé” que foi criado por uma tal Dena Walter Reger, que declara que, como “mãe orgulhosa de um filho gay maravilhoso, organizei um ministério LGBT na Igreja do Precioso Sangue em Monmouth Beach, New Jersey com a ajuda de um pároco muito prestável. Tivemos também a aceitação da paróquia e especialmente do conselho paroquial.”

Tobin, conclui Sciambra, lamentou que “Em demasiadas partes da nossa Igreja, as pessoas LGBT têm sido indesejadas, excluídas e até envergonhadas.” Mas não na Arquidiocese de Newark, onde as pessoas afetadas por tendências desordenadas não só podem expor os seus distúrbios, mas também proclamá-los orgulhosamente como sendo a base da sua identidade e até mesmo um reflexo da “imagem, de Deus”, recebendo umas boas-vindas régias da parte do Bispo Tobin, bem como o uso conspícuo da sua catedral.

Já não são tão bem-vindos — como seria de prever — os Católicos politicamente incorretos que ousam falar dos graves males da nossa ordem social decadente e libertina, como o famoso sacerdote pró-vida Padre Peter West. Como noticia John Zmirak (citando um artigo da LifeSite News): “A Arquidiocese de Newark diz que irá reprimir um padre pró-vida declarado, depois de uma peça num site noticioso local, contra ele. Nesta Quarta-Feira, o NJ.com publicou um artigo cortante sobre posts do Padre Peter West na sua página de Facebook. O artigo diz que Peter West manifestou-se repetidas vezes contra os Muçulmanos,’ declarou o seu ‘forte apoio às restrições de viagem aprovadas pelo Presidente’ e ‘atacou violentamente os milenaristas, chamando-lhes flocos de neve,’ entre outras acusações.”

Como noticiou a revista online Crux, “Jim Goodness, porta-voz da Arquidiocese, disse ao NJ.com  numa declaração, ‘que um padre não desiste da sua liberdade de expressão quando é ordenado. Mas Goodness deixou claro que as ações de Peter West levantam preocupações e que elas serão encaradas segundo os protocolos da Igreja.’” No entanto, permite-se ao mesmo tempo a outro padre dessa mesma Arquidiocese —um tal Padre Alexander Santora — que tenha a liberdade de lançar ataques públicos contra o Presidente Trump, inclusive a sua declaração no Twitter: “Nós precisamos de mais pessoas com a coragem de Elie Wiesel neste tempo de autocracia presidencial.” E afirma que “Trump é perigoso”, enquanto saúda Hillary Clinton como “a Salvadora da Pátria”!

Em suma: Tobin é o perfeito Prelado bergogliano. Talvez isso explique porque é que ele se ri tanto! Está a rir-se de nós! E está a rir-se da Igreja!... Mas enquanto o demónio se deve estar a rir com este Tobin, os Católicos fiéis estão a rezar, pedindo ao Céu que ponha fim à corrupção eclesial que espalha por toda a parte, nesta que deve ser a derradeira etapa da crise sem paralelo predita no “Terceiro Segredo de Fátima”.