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Jesus diz-nos Participa aos Meus ministros

Jesus diz-nos

"Participa aos Meus ministros"

pelo Padre Nicholas Gruner

Este texto foi tirado da transcrição de uma palestra dada em Boston, Massachusetts, numa reunião em defesa da Fé.

Não se contentando em repetir o que já está sabido, o Padre Gruner dirige todas as objecções dos opositores a esta extensa campanha de Fátima no interior da Igreja. A refutação que ele faz das suas histórias, argumentos e lógica falsa é um grande serviço a todos os que amam a liberdade e faz avançar a grande causa da Igreja e dos devotos de Nossa Senhora.

Ele mostra que é nosso grave dever, perante a Mensagem de Fátima, fazer tudo o que pudermos para difundir a Mensagem urgente de Nossa Senhora, a Mensagem completa, ao mundo. Esta palestra é uma resposta definitiva a todos os oponentes à Mensagem integral de Nossa Senhora e aos seus chamamentos enganosos para uma falsa unidade no interior da Igreja. Tal como no tempo do Apóstolo Paulo, devotos mal guiados apelaram a um falso amor pelo Papa contra o amor verdadeiro e obediência a Cristo e à Sempre Abençoada Virgem Maria.

Esta discussão convincente arma-nos com os factos e a teologia que precisamos saber, para tomarmos meios de acção significativos agora, com o fim de implementar o plano de paz de Deus — o único que nos salvará nos dias críticos que se aproximam.


Este trabalho de publicar toda a Mensagem de Fátima não poderia ser feito sem a ajuda e apoio de muitas pessoas boas por todo o país e pelo mundo entero.

E entre estas pessoas que nos apoiam, há cerca de 400 Bispos que defendem a nossa posição e mostraram a sua boa vontade para fazer a consagração da Rússia de acordo com os requisitos específicos de Nossa Senhora de Fátima, logo que O Santo Padre der a palavra.

Não devemos desanimar. É importante compreendermos que estamos do lado vencedor. O lado vencedor, claro, inclui principalmente Nossa Senhora de Fátima que diz, "Por fim o Meu Imaculado Coração triunfará".

Ao mesmo tempo não podemos ser cegos ou meter as cabeças na areia. Infelizmente, hoje são feitos muitos esforços para nos enganar, tanto em público como em privado. Estes esforços são, fundamentalmente, inspirados pelo pai das mentiras, como Nosso Senhor se refere ao diabo.

É importante que compreendamos a necessidade de difundir a verdade, porque sem a verdade não podemos vencer. Se não compreendermos contra o que estamos a lutar, não saberemos o que fazer e como ajudar Nossa Senhora.

Tal como S. Maximiliano Kolbe disse, estes últimos tempos serão dominados cada vez mais por satanás, e foi reservado à Santísima Virgem Maria que Ela, sozinha, esmagasse a cabeça da serpente.

Ao mesmo tempo, S. Maximiliano afirma que Nossa Senhora quer a nossa ajuda e espera que A ajudemos nesta vitória. Ela poderia fazê-lo Sozinha, mas prefere ter muitas mãos a ajudá-La nesta luta. Todas elas são precisas, incluindo as suas.

Recordemo-nos que, para A ajudarmos,
antes de mais temos de estar informados

A Santíssima Virgem, então, por escolha Sua, procura o nosso auxílio. Mas para A ajudarmos, precisamos estar informados. Foi por isso que Ela veio a Fátima; para pedir as nossas preces, particularmente para rezarmos o Rosário todos os dias.

Ela também nos pediu que usássemos o Escapulário, e para nos consagrarmos ao Seu Imaculado Coração.

Há aqueles que dividem a mensagem de Fátima em duas partes; uma que se refere a assuntos relacionados com a devoção, e outra que se refere a assuntos relacionados a que chamam "a política".

Mas Nossa Senhora é uma só, e a Sua mensagem é igualmente uma. Todos os aspectos de toda a Sua mensagem estão relacionados com a salvação das nossas almas, para maior glória de Deus. Há uma unidade real entre os aspectos devocionais da mensagem e os que os falsos devotos de Fátima chamam "a política".

Estão todos ligados porque Deus, que é o Criador das Nossas almas, é também o criador da sociedade humana e do nosso lugar nela. Deus está muito empenhado, tal como a própria Nossa Senhora, na política e na economia, não porque são as coisas mais importantes, mas, obviamente, porque seria muito mais fácil salvar as nossas almas se as condições políticas, económicas e militares fossem propícias para que os Católicos pudessem viver em paz com Deus e com os seus semelhantes. Por exemplo, para aqueles Croatas que hoje em dia são mutilados, torturados e assassinados deliberadamente em campos de prisioneiros, devido à sua lealdade a Cristo; seria mais fácil salvarem as suas almas se os seus inimigos não os pusessem a esta prova extrema. Alguns deles (e nós) talvez não tenham graça suficiente para permanecer leais sob tal perseguição.

De igual forma, seria mais fácil para as pessoas de todo o mundo salvarem-se a elas próprias num regime que reconhecesse o reinado de Cristo-Rei publicamente, em vez de um que apoie leis, que não são leis de forma alguma, pelas quais matam bebés no ventre das suas mães, que já são cerca de 25 milhões, até a data, e 50 milhões por ano em todo o mundo.

O mundo está num estado de apostasia. Mais precisamente, a apostasia invadiu a Igreja. É este o conteudo do Terceiro Segredo. É impossível, neste folheto, dar-lhe todas as razões pelas quais podemos afirmar que o Terceiro Segredo se refere à apostasia na Igreja, mas tentarei referir alguns factos que poderá pesquisar por si mesmo.

Um é, evidentemente, o que o próprio Papa disse em Fátima: "Poderá a Mãe, que deseja a salvação de todos os homens, com toda a força do seu amor que alimenta no Espírito Santo, poderá Ela ficar calada acerca daquilo que mina as próprias bases desta salvação?" E ele responde à sua propria pergunta: "Não, não pode!"

Tal como Santo Atanásio nos diz, a própria base da nossa salvação é a nossa Fé Católica. Mais exactamente, a Crença Católica de Santo Atanásio diz-nos, "Aquele que deseja ser salvo deve aderir à Fé Católica, completa e inteiramente". Foi dito no Primeiro Concílio do Vaticano que não há desculpa nem justificação para um Católico abandonar a Fé.

A Fé é o que vence o mundo, tal como S. João nos diz na Sagrada Escritura. Quando o Papa nos diz que a Mãe, que tanto nos ama, vê a própria base da nossa salvação minada, não pode permanecer em silêncio; ele e Ela estão a referir-se ao perigo que a nossa Fé corre, neste tempo em que estamos a viver.

A nossa Fé está em perigo

Isto é o conteúdo do Terceiro Segredo. Sabemo-lo, não só através deste comentário do Papa, mas também pelo Cardeal Ratzinger, que deu aquela entrevista famosa a Vittorio Messori, que foi publicada na revista italiana Jesus. Nenhuma palavra do dito texto foi publicada sem que o Cardeal Ratzinger a aprovasse. Foi perguntado ao Cardeal Ratzinger: "Leu o Terceiro Segredo?" "Sim." "A que é que se refere?" "O Terceiro Segredo refere-se aos perigos que ameaçam a Fé e a vida do Cristão, e, consequentemente, do mundo." O Cardeal Ratzinger é um dos poucos que leram o Terceiro Segredo e diz-nos que se refere aos perigos que ameaçam a nossa Fé.

Agora, se lermos a Sagrada Escritura e as profecias da vinda do anticristo, encontramos em "Tessalonicenses", por São Paulo, que o anticristo não virá até à grande apostasia, que é o grande declínio da Fé na crença e na prática. Pois Nossa Senhora, no Terceiro Segredo, refere-se a esta apostasia. Se não é a grande apostasia, é uma como essa, sobre que Nossa Senhora de Fátima nos veio alertar, no nosso tempo.

O Terceiro Segredo refere-se ao próprio momento em que estamos a viver actualmente. Não se refere ao período antes de 1960, e não se refere ao período depois do triunfo de Nossa Senhora, quando o Papa consagrar a Rússia.

Sabemo-lo, mais uma vez pelas palavras da Irmã Lúcia, que nos foram citadas por, entre outros, o Cardeal Ottaviani. Recomendo-lhe que leia os pormenores no livro de Frère Michel The Third Secret. Ele explica o assunto e dá-lhe documentação e fontes, tal como as suas razões.

Esse livro revela o Terceiro Segredo. Tenho a certeza que qualquer pessoa, depois de o ler, deve ficar convencido de que sabe do que se trata no Terceiro Segredo. Ele não pode conhecer as palavras, mas sabe, certamente, a substância do que se trata o Terceiro Segredo. Tal como ele afirma repetidas vezes, refere-se, sim, aos perigos para a nossa Fé. Mais do que isso, tal como o Padre Alonso salientou, refere-se à culpa que têm algumas pessoas da alta Hierarquia, que são Bispos e Cardeais, para o estado da apostasia no seio da Igreja actual.

O nosso baptismo obriga-nos
a estar informados

É por isso que é tão importante que estejamos informados. Temos uma obrigação respeitante à nossa Fé, pelo nosso Baptismo e ainda mais pela nossa Confirmação. A nossa Fé é a base da nossa salvação, e consequentemente, cada um de nós tem a obrigação de defender a Fé ao máximo da nossa capacidade e oportunidade e até onde formos capazes.

A obrigação de defender a nossa Fé, diz-nos São Tomás de Aquino, é tão onerosa que exige que corrijamos em público os Bispos e Cardeais ou mesmo o Papa, se for necessário. é isto rebelde ou desrespeitoso? Pelo contrário, a Sagrada Escritura ensina-nos que S. Paulo repreendeu S. Pedro, na sua própria cara, em publico.

Não foi devido a um assunto de pouca importância, mas foi antes, sobre a própria essência da Fé. S. Pedro não tinha dito nada de herético, mas agiu como se uma heresia fosse verdade, dando aos outros uma falsa impressão. Não há dúvida que S. Pedro estava a agir de boa fé; todavia, estava errado. E S. Paulo viu-se obrigado a corrigir S. Pedro, e a fazê-lo publicamente.

Vamos, então, explicar isto um pouco para podermos aprender as lições sobre as quais S. Paulo escreveu na Sagrada Escritura. A primeira vez que as li e estudei fiquei escandalizado. Não há duvida que alguns de vós também estejam escandalizados com este exemplo de S. Paulo e S. Pedro.

Mas a lição está ali. S. Paulo diz-nos que toda a Sagrada Escritura é inspirada para nossa aprendizagem, para nossa instrução e para nossa consolação. Deus permitiu que S. Pedro cometesse este erro. Foi cometido, como eu disse, de boa vontade. Ele fê-lo desejando a paz na Igreja, mas todavia, foi um erro.

Qual foi o contexto da situação? S. Pedro desceu a Antioquia de Jerusalém, e aí ele não repreendeu o partido judaico, que eram os cristãos que exigiam que teríamos de ser circuncidados, além de baptizados, para sermos salvos.

Ora bem, já anteriormente, no Primeiro Concílio de Jerusalém, se tinha definido que a circuncisão não era necessária para a salvação. S. Tomás de Aquino prova, na sua Summa Theologica, que insistir na circuncisão é um acto de heresia, um acto de negação da Fé, porque esse Sacramento do Antigo Testamento atestava a vinda de Cristo no futuro.

Uma vez que Cristo já veio, a circuncisão já não era necessária, e insistir nisso era negar que Jesus é Cristo. S. Paulo percebeu o perigo instintivamente. S. Pedro não disse que os Judeus estavam certos; o que ele fez foi, simplesmente, não comer com os cristãos que não eram circuncidados. Fazendo isto, ele deu a impressão de que se recusava a comer com eles porque eram impuros, tal como a lei mosaica dizia. Assim, por ele não comer com os não-circuncidados, o partido judaico poderia dizer aos outros: "Como vedes, vós estais errados e nós estamos certos." "O Papa concorda connosco, ele acha que vós sois impuros porque não sois circuncidados, foi por isso que ele não comeu convosco."

Pedro não disse isso, embora pelas suas acções ele desse ocasião a que os heréticos pensassem que estavam certos e difundissem a sua doutrina. E assim foi que S. Paulo, ao perceber o perigo contra a Fé, e estando consciente da sua obrigação de defender a Fé, mesmo que estivesse em causa o prestígio do Papa, ergueu a voz publicamente e repreendeu-o. Disse a S. Pedro: "Não estais a proceder bem."

Por isso, é importante que compreendamos que não foi só por causa de S. Paulo ser apóstolo que ele ergueu a voz, mas, de facto, isto é a obrigação de cada leigo e leiga baptizado.

Mesmo os leigos devem defender
a nossa santa Fé

Temos outro exemplo na história da Igreja no ano de 429 A.D. quando Nestório era o Patriarca em Éfeso, e estava a pregar um sermão numa catedral repleta de gente, no qual disse que a Santíssima Virgem Maria não era a Mãe de Deus.

Lembre-se que isto foi antes da Igreja ter definido esse dogma. E mesmo assim não foram os Bispos nem os Padres que estavam presentes nessa catedral que se levantaram e disseram a Nestório, à assembleia e a todos os clérigos presentes, que isso era heresia. Não, foi um só leigo que fez isso.

Foi dois anos mais tarde, no ano de 431 D.C., que o leigo foi vindicado. A sua defesa da Fé veio a dar origem ao Concílio de Éfeso. Como resultado, a 11 de Outubro de 431 D.C., há quinhentos e sessenta anos, Nossa Senhora foi proclamada como verdadeira Mãe de Deus, por definição solene do Concílio de Éfeso.

E assim é, que S. Roberto Belarmino, que não é apenas um Santo mas também um Doutor da Igreja, nos diz que quando a Fé corre perigo, mesmo por causa de um Bispo, ou de um Cardeal, ou até do Papa (ele inclui-o), essa pessoa, seja quem for, deve ser repreendida em público.

Há, de facto, milhares de Santos canonizados na Igreja Católica, mas só há uns trinta e dois Doutores da Igreja Católica. Um Doutor é, em primeiro lugar, um santo, mas secundariamente, é também um erudito entre os santos. E a sua doutrina foi duplamente examinada para verificar se é exemplar e sumamente instrutiva, mesmo entre os santos.

S. Roberto Belarmino é um tal homem, um tal santo, e é Doutor devido à sua especialidade: a sua defesa do papado e sua defesa da Constituição Divina da Igreja.

O exemplo de S. Roberto Belarmino é totalmente contrário àquilo que se ensina hoje em dia nas reuniões da "Renovação" onde é dito que se alguém proclamar heresia, os outros não devem levantar a voz, não o devem repreender, mas antes manter sorrisos amigáveis, etc. Muitas destas pessoas estão erradas sem serem culpáveis. Não os devemos considerar inimigos ou maldosos; porém, a verdade deve ser mantida e a Fé defendida, particularmente nesta altura em que o Terceiro Segredo de Fátima nos diz que corremos perigo porque a Fé está a ser minada desde o interior da Igreja.

O Terceiro Segredo tem de ser revelado

Foi por isso que Nossa Senhora quis e continua a querer que o Terceiro Segredo seja revelado aos crentes. Ao contrário da mentira que nos tem sido dita em muitos outros lugares, o Terceiro Segredo não é destinado somente ao Papa. É, certamente, dirigido ao Santo Padre, mas não só a ele. é dirigido a todos os crentes.

Tenho a certeza de que muitos de vós se lembram da expectativa que tivemos para a revelação do Terceiro Segredo em 1960. Esta expectativa não foi infundada, porque o Bispo de Fátima prometeu solenemente à Irmã Lúcia que iria revelar o Segredo, o mais tardar por volta de 1960, ou antes, se a Irmã Lúcia tivesse morrido.

E o Cardeal Patriarca de Lisboa prometeu publicamente que se o Bispo D. José Correia da Silva, o primeiro Bispo de Fátima, morresse antes de 1960, ele, pessoalmente, o revelaria aos crentes. Isto é um assunto do conhecimento público. É um facto histórico.

Frère Michel documenta-o nas páginas 465 a 479 do seu Volume III. E como quase tudo o que dizemos é questionado pelos nossos opositores, é importante que saiba as referências. Também pode encontrar várias destas referências em The Fatima Crusader.

Tenho de insistir na importância do Terceiro Segredo devido à necessidade de defender a nossa Fé.

Cada um de nós tem a obrigação solene de defender a Fé Católica segundo a graça que Deus nos deu, segundo as nossas capacidades e oportunidades, não só pela mensagem de Fátima, mas pela nossa grande obrigação que adquirimos quando nos tornámos soldados de Cristo pela Confirmação, e quando nos tornámos filhos de Cristo pelo Baptismo.

Nem todos entendem a Fé no mesmo grau. Nem todos têm as mesmas capacidades, nem tiveram a mesma oportunidade de serem ensinados, mas há algumas coisas fundamentais sobre a Fé que todos nós, sim, sabemos.

Os artigos do Credo dos Apóstolos, diz-nos S. Tomás de Aquino, devem ser explicitamente aceites. Se alguém negar algum artigo da Fé Católica que esteja exposto no Credo dos Apóstolos ou no Credo de Niceia, mesmo que seja doutor em Sagrada Teologia, deve ser repreendido. Não devemos segui-lo se ele insistir em continuar no seu erro.

S. João, o Apóstolo do amor, denunciou em público a Marcião, nas ruas de Roma, como sendo filho do diabo. Ora se amamos a Deus e amamos o nosso semelhante, isto não significa que sejamos indecisos, significa que amamos a Deus ardentemente, e amamos o nosso semelhante de acordo com a vontade de Deus.

Se amamos a Deus, então temos de detestar o mal. Essa é a própria natureza do amor do bem. Como se diz de Nosso Senhor no Salmo 44: "Porque amaste a justiça e detestaste a iniquidade, o Senhor teu Deus ungiu-te acima dos teus semelhantes."

É, portanto, o indício de um Cristão detestar o mal. Temos de amar o pecador, porém detestar o pecado.

Porque é que a heresia e o erro
contra a Fé devem ser combatidos?

A heresia é pior do que o assassínio. Agora, para o nosso tempo, pode parecer um pouco estranho ou um exagero, mas é perfeita e exactamente a verdade. Porque o assassínio só mata o corpo, mas matar o corpo não é tão mau como matar ou condenar uma alma ao inferno para toda a eternidade. é isso o que a heresia faz.

Ora, uma vez uma pessoa cai na heresia, já cometeu um pecado mortal, se o faz intencionalmente. E se não o faz deliberadamente, se ele é corrigido mas se recusar a corrigir-se, então cai em pecado mortal.

Quando uma pessoa perde a Fé, pode dizer-se que fica desprotegida, porque um pecador, uma pessoa em pecado mortal (mas não no pecado da heresia), pelo menos tem a capacidade de rezar por si próprio. Mas uma pessoa que perca a Fé não pode rezar por si mesmo, pois é necessário ter Fé para rezar.

É de tal forma assim que Nossa Senhora diz que há muitas almas que vão para o inferno, porque não têm ninguém que reze e faça sacrifícios por elas. Não têm ninguém que reze por elas, nem mesmo elas próprias. é por essa razão que o Papa Pio XII salientou (é um grande mistério, mas, mesmo assim, a verdade) que o número de almas salvas depende do grau de fidelidade com que os bons Católicos cooperarem com a graça de Deus.

É por isso que Nossa Senhora em Fátima nos pediu para que rezássemos e fizéssemos sacrifícios pelos pecadores. é por Nossa Senhora nos ver em perigo mortal, devido particularmente ao perigo á nossa Fé, que Ela nos veio avisar.

Estamos em perigo mortal, agora!

Comecei por mencionar que este perigo iniciou-se particularmente em 1960. Como é que sabemos que foi nesse ano? Tal como foi perguntado à Irmã Lúcia, "Porque é que o Segredo só pode ser revelado em 1960? Porque não revelá-lo agora?" Foi uma pergunta que um dos estudiosos de Fátima, Monsenhor Barthas, lhe dirigiu na presença do Bispo D. José Correia da Silva em 1946. E ela deu-lhe uma resposta muito interessante. Ela disse: "Porque ele [o Terceiro Segredo] será mais claro nessa altura."

Em 1955, o Cardeal Ottaviani falou à Irmã Lúcia sobre o Terceiro Segredo. O Cardeal Ottaviani, subsequentemente, leu o Segredo e percebeu que o Terceiro Segredo é uma profecia. Então, evidentemente, uma profecia torna-se mais clara quando começa a realizar-se. Por isso, o Terceiro Segredo é uma profecia que começou a realizar-se em 1960.

Também conhecemos o final do Segredo; sabemos que acaba com estas palavras de Nossa Senhora: "Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz."

E isto ainda não aconteceu. Estamos naquele período entre 1960 e o triunfo de Nossa Senhora. É, então, importante para nós em particular sermos avisados de que a nossa Fé está a ser minada AGORA.

"Esta mensagem é dirigida a todos os homens." ... "A Igreja sente-se interpelada por essa mensagem."
... Papa João Paulo II, 13 de Maio de 1982

O Padre Alonso silenciado

O Padre Alonso, que empregou os últimos 16 anos da sua vida como arquivista oficial de Fátima, teve muitas oportunidades de falar com a Irmã Lúcia. Antes da sua morte, conseguiu publicar alguns dos seus escritos, mas a maior parte dos seus trabalhos, que estão contidos em 14 volumes, até hoje não foram autorizados a ser publicados. Porém, heréticos como o Padre Matthew Fox podem escrever heresias e publicá-las, e ninguém faz nada sobre isso.

Durante os últimos dez anos, os 14 volumes do Padre Alonso foram enterrados, a sua publicação não é permitida pelas autoridades da Igreja. Tal como, nos últimos 34 anos, a Irmã Lúcia tem sido silenciada, como demonstrámos repetidas vezes.

O Padre Alonso, antes da sua morte, publicou um pequeno artigo num jornal teológico, no qual ele deixou documentado que o Terceiro Segredo se refere aos perigos contra a Fé (um facto que o Cardeal Ratzinger plenamente ratificou). O Padre Alonso, mais tarde, disse que o Terceiro Segredo se refere à culpa de um certo número de Padres, Bispos e Cardeais na apostasia existente no seio da Igreja actual.

Antes do Padre Alonso ter publicado as declarações, a Irmã Lúcia foi chamada a refutar falsas teorias sobre o Terceiro Segredo e ela fê-lo. Mas a Irmã Lúcia até hoje nunca negou, atacou, ou tentou corrigir de qualquer forma a análise do Padre Alonso sobre o Terceiro Segredo.

De facto, se lermos as declarações nas suas cartas de 1970, (Frère Michel cita várias cartas no seu livro), podemos ver que o Padre Alonso não inventou esta teoria a partir do nada. A Irmã Lúcia fala sobre a desorientação diabólica que infecta mesmo as pessoas com altas responsabilidades na Igreja. Ela diz isto não só uma vez, mas várias vezes.

S. João Gualberto vai a público

S. João Gualberto, cujo Dia de Festa é o 12 de Julho, tentou dizer ao Papa daquela altura que o Arcebispo de Florença obtivera o seu cargo por simonia (pagando por ele). O Papa ouviu-o, tal como fez outro santo da altura, S. Pedro Damião, mas não ficaram convencidos.

Então S. João Gualberto voltou para Vallombrosa (que eu visitei quando estava a estudar em Itália), e nesse lugar recebeu uma inspiração especial de Deus para operar um milagre, para provar que o que ele dizia era verdade. Foi um milagre certamente impressionante, que ninguém tentaria empreender sem estar seguro da sua inspiração...

S. João Gualberto mandou fazer uma grande fogueira. Chamou todos os homens da cidade para virem testemunhar que Deus iria pronunciar-se, para se saber quem estava certo, ou ele ou o Arcebispo de Florença. Ele estava a chamar Deus como sua testemunha, visto que os homens não lhe davam atenção.

S. João Gualberto prometeu que o público ficaria confiante se conseguisse provar a todos que o Arcebispo de Florença não era merecedor do alto cargo que tinha. Chamou Deus para julgar entre ele e o Arcebispo mau. Pediu a Deus para fazer o Milagre de evitar que um dos seus monges fosse queimado pela fogueira, como prova de que estava certo.

E então quando esta fogueira foi preparada e ficou pronta, e os cidadãos estavam reunidos, S. João Gualberto ordenou ao Irmão Santo Inácio, sob santa obediência, que caminhasse através do fogo.

Agora, Deus operou o milagre de proteger este homem a caminhar através de uma imensa fogueira. Ele teria morrido, obviamente, se Deus não o tivesse protegido. Mas saiu ileso do outro lado e sem ser queimado, e o povo percebeu a sua obrigação, perante o testemunho que Deus lhe tinha dado. Souberam, sem qualquer sombra de dúvida, que o Arcebispo era um homem mau que usou de subornos para ser sagrado Bispo. Foi, então, sua obrigação mandar aquele Arcebispo para fora da cidade, o que fizeram nesse mesmo dia.

Assim, para aqueles que lhe dizem que o Terceiro Segredo não é importante, ou que não é dirigido a si, ou que não há nada que possa fazer em relação a isso, tem de perceber que o povo de Florença, no tempo de S. João Gualberto, foi chamado para salvar a Igreja e a Diocese de Florença de um mau pastor.

O perigo para a Igreja, hoje, é muito mais sério e muito pior do que aconteceu na Diocese de Florença há cerca de há mil anos. É por isso que ainda é importante que compreendamos, antes de mais, que há um perigo. Não faremos nada se não estivermos cientes do perigo, e secundariamente, não faremos nada se acharmos que não podemos fazer nada. Obviamente, se Nossa Senhora achasse que não poderíamos fazer nada, não nos teria tentado avisar que a nossa Fé estava em perigo e que o perigo vinha de dentro da Igreja Católica.

O Terceiro Segredo repreende
a hierarquia

Se quer saber porque é que o Terceiro Segredo não foi revelado, porque é que a Irmã Lúcia tem sido silenciada durante 31 anos, porque é que os 14 volumes do Padre Alonso estão proibidos de serem publicados, é porque o Terceiro Segredo rejeita a orientação actual de muitos da hierarquia hoje e o povo não concordaria se soubesse que Nossa Senhora de Fátima não o queria assim. Por isso é que é urgente, primeiro que tudo, que nos voltemos para Nosso Senhor e Nossa Senhora em oração e sacrifício.

Quando S. Pedro esteve na prisão, como lemos nos Actos dos Apóstolos, toda a Igreja rezou por ele dia e noite e, então, Deus enviou um anjo para o libertar das suas algemas. Ele estava algemado e amarrado pelos tornozelos entre dois ou quatro guardas vinte e quatro horas por dia, uma situação impossível para o homem; contudo Deus libertou S. Pedro.

Reze pelo Santo Padre

A Igreja, hoje, está algemada, tal como esteve no tempo de Herodes, quando S. Pedro foi algemado. E o que Nossa Senhora nos pede para fazermos é rezar e fazer sacrifícios pelo Santo Padre.

Se por exemplo, lermos o livro de Frère Michel, The Third Secret, ele chama a atenção para os extraordinários sacrifícios das três crianças. Considere a Jacinta, apenas com 7 anos de idade, criança sequestrada em 13 de Agosto, com a sua prima e o seu irmão, na prisão com criminosos comuns, sob a ameaça de morte. Ela começou a chorar. Ela não chorou porque iria morrer, mas porque não iria ver mais a sua mãe.

Com o desejo de a confortar, a Lúcia tentou distraí-la com algo que sabia ser de grande interesse para Jacinta. Ela disse, "Oferecemos este sacrificio a Jesus, pelos pecadores" e a Jacinta acrecentou, "E também pelo Santo Padre e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria."

A Jacinta teve duas visões do Santo Padre. Ela foi a única a ter estas duas visões.

Uma foi uma visão de "estradas e caminhos e campos cheios de gente a chorar de fome e sem ter nada que comer. E o Santo Padre estava numa igreja, a rezar perante o Imaculado Coração de Maria, e muita gente estava a rezar com ele." (Ver página 716 do Vol. III, The Whole Truth About Fatima, de Frère Michel).

E uma outra vez Jacinta disse: "Vi o Santo Padre numa casa muito grande, ajoelhado junto de uma mesa, com a cabeça entre as mãos, e estava a chorar. Fora da casa, havia muita gente. Alguns estavam a atirar pedras, outros estavam a amaldiçoá-lo e a usar palavras feias. Pobre Santo Padre, devemos rezar muito por ele." ( Ver Vol. III de The Whole Truth About Fatima, de Frère Michel, página 715).

Estas visões do Santo Padre causaram a Jacinta uma impressão marcante. A Jacinta muitas e muitas vezes insistiu na necessidade de rezar pelo Santo Padre e prometeu vezes sem conta fazê-lo ela própria. Ofereceu muitas orações, sofrimentos e sacrifícios pelo Santo Padre. (Ver as páginas 717 a 720 de The Third Secret, de Frère Michel).

O Santo Padre é posto em relevo na mensagem de Fátima, pode-se assim dizer, do início ao fim, mas particularmente no Segundo, e sem dúvida no Terceiro Segredo. Afinal de contas, tudo depende do Santo Padre. é uma enorme responsabilidade para além dos poderes de qualquer homem, seja qual for o seu nome, seja ele o Papa Pio XI ou o Papa Pio XII, o Papa Paulo VI ou o Papa João Paulo II. Todavia, Deus espera dele que leve a cabo esta tremenda responsabilidade.

A Consagração não é diferente
do Milagre do Mar Vermelho

Pense no notável líder do povo de Deus no Antigo Testamento. Pense em Moisés, que depois de convencer o Faraó a deixar o povo ir-se embora e adorar a Deus, o Faraó mudou de ideias e mandou os seus exércitos contra eles. Então, eles foram para o deserto e não tinham lugar para onde fugir. Em frente a eles estava o Mar Vermelho e atrás os exércitos egípcios a enfrentá-los, prontos para os matar, e o povo de Deus não tinha lugar para onde ir, sem armaduras e sem armas.

Deus não se esqueceu onde era o Mar Vermelho, nem se esqueceu ou não contou com a possibilidade de que o Faraó mudaria de ideias e começaria a atacá-los. Mas Deus deixou-os chegar a esta culminação, pode-se dizer, da sua história, para tirar dela uma maior bem; não só com a intenção de reafirmar a autoridade de Moisés, mas também, para nos dar um símbolo do Baptismo e de muitas outras coisas.

Deus pediu um sinal de obediência e de fé por parte de Moisés. E este acto de obediência não pareceu ser muito sábio, à luz da prudência humana. (Afinal, se Deus não tivesse falado, teria sido mais prudente para eles fugirem ou esconderem-se ou dispersarem). Foi-lhes pedido para deixarem a sua sobrevivência depender da libertação por meio de Moisés.

Foi pedido a Moisés para fazer este acto de fé e de obediência. Moisés fez o que lhe foi mandado, levantou o braço sobre o Mar Vermelho e o mar abriu-se e eles foram salvos. Essa imagem, que aconteceu realmente na história, é um símbolo da situação em que estamos vivendo actualmente.

O povo de Deus do Novo Testamento, quer percebam isso, quer não, está cercado, e está pronto para ser chacinado. Mas seremos libertados por um acto ainda mais magnífico de Deus, quando o Santo Padre obedecer, finalmente, a esta ordem para consagrar a Rússia.

Como a Irmã Lúcia explicou,

"a Santíssima Virgem repetidas vezes — tanto aos meus primos Francisco e Jacinta como a mim — nos disse: 'Que a Rússia seria o instrumento do castigo do Céu para todo o mundo, se antes não alcançássemos a conversão dessa pobre Nação'".

Para aqueles que estão surpreendidos com esta ideia de Deus usar um instrumento de castigo, remonto ao tempo de Jeremias. Jeremias vaticinou que toda a cidade de Jerusalém seria levada em cativeiro, que os Babilónios, aqueles pagãos maldosos, venceriam a batalha contra Jerusalém.

Ora nessa altura, para uma pessoa que morava em Jerusalém e conhecia as promessas feitas a David e à sua posteridade, tal vaticínio do profeta Jeremias pareceria ser heresia, parecia ser impossível de conciliar com a promessa da vinda do Messias e a promessa feita à cidade de Jerusalém.

Algumas pessoas, na sua ignorância, achavam que conheciam a Fé, e rejeitaram o que Jeremias tinha para dizer. Fizeram isso por sua conta e risco. Foram assassinados ou levados para o cativeiro. Deus explicou através dos profetas que Ele iria usar a Babilónia para castigar o povo de Deus pelos seus pecados.

Fátima prevê que a Rússia
escravize o Mundo

De novo, esta é uma imagem da Igreja católica de hoje. Há Católicos que pensam que é impossível que todo o mundo seja submetido ao Comunismo satânico, pois Nosso Senhor prometeu estar com a Sua Igreja: "Eis que estarei convosco até ao fim do mundo".(cf. Mt. 28:20)

Nossa Senhora não falou de Comunismo. Falou dos erros da Rússia, e que a Rússia iria ser o instrumento de castigo do mundo inteiro.

Em 1946, quando William Thomas Walsh, escritor americano e professor de História, estava a entrevistar à Irmã Lúcia, ele perguntou-lhe: "Em que altura das profecias estamos hoje? E ela disse: Estamos no período em que os erros da Rússia espalhar-se-ão por todos os países do mundo.'" Ele perguntou-lhe: "Quer isto dizer, na sua opinião, que todos os países, sem excepção, serão vencidos pelo Comunismo?" A Irmã Lúcia respondeu "SIM!" (Our Lady of Fatima, 1947, pág. 226). O Sr. Walsh queria ter a certeza quanto à resposta da Irmã Lúcia e repetiu a pergunta, acrescentando: "quer dizer, os Estados Unidos da América também?" A Irmã Lúcia respondeu novamente: "SIM!" (Isto encontra-se no livro The Wonders She Performs, 1986, pág. 160.)

Então é bom que percebamos, que as chamadas notícias, (mais exactamente a chamada desinformação) que ouve quando liga a televisão ou que lê nos jornais e revistas, nem sempre são verdade. Primeiro que tudo, para responder àqueles do interior da Igreja que nos dizem que a Rússia está a converter-se, respondemos que Gorbachev disse-nos na televisão nacional que ele é ateu. Ele disse isto depois do "golpe", do então chamado golpe ao qual eu chamaria mais exactamente "uma golpada".

A Rússia não está a converter-se,
mas a perverter

Foi perguntado ao Sr Gorbachev, por um Padre católico deste país, qual era a sua persuasão religiosa, e ele respondeu: "Eu nunca o escondi, sou ateu." E Boris Yeltsin afirmou o mesmo, mas disse que era um pouco supersticioso, e que por isso às vezes ia à igreja.

A superstição não é a crença. Isto não é a conversão da Rússia. Não digo que não haja cristãos russos. Não estou a sugerir que, entre todos os homens e mulheres da Rússia, não há um só bom católico russo. Há alguns, sem dúvida. Mas o país da Rússia não está a converter-se.

Além disso, as mudanças que têm acontecido desde 1989, como esboçámos na nossa Fatima Crusader, número 36, são de perversão e não conversão. Neste artigo, John Cotter cita The New York Times, The Toronto Sun, The Globe and Mail, e outros jornais de qualidade (de acordo com o mundo), e mostra que o que está a acontecer na Rússia é um aumento da perversão da moral do povo russo. E não só na Rússia, mas também na Polónia, e também na Hungria, etc.

Estes países, que os meios de comunição nos dizem que foram libertados do controlo comunista, têm caido, de facto, num estado pior. Agora a sua moral está sob um verdadeiro ataque, com o aumento da importação das revistas da Playboy, sex shops, e coisas semelhantes. Por isso, não nos deixemos enganar com as mudanças na Rússia, a pensar que a promessa de Nossa Senhora de Fátima da conversão da Rússia já está cumprida, como é muito fácil de acontecer se dermos atenção à propaganda. De facto, as mudanças na Rússia fazem certos aspectos da sociedade russa parecer-se com a sociedade ocidental. Ou seja, são mais semelhantes nas perversões e na corrupção que o Ocidente exportou para todo o mundo.

A esmagadora evidência que John Cotter apresenta prova que as mudanças na Rússia provocaram uma maior perversão desse povo. Isto, sem dúvida alguma, não é uma conversão.

A Rússia hoje acelera as
preparações para a guerra

É interessante reparar que há algo sobre o qual nunca falam, ou se falam sobre isso, é de uma maneira tão superficial que realmente não se percebe. Enquanto nos apressamos a alimentar o povo Russo com cereais e com comida que não podemos ceder senão com muita imprudência (os níveis do nosso armazenamento de comida estão a atingir o ponto mais baixo desde há décadas), o povo Russo, através dos seus líderes, continua a gastar, cada vez mais, os seus recursos económicos em despesas militares.

Constroem um submarino nuclear em cada seis semanas, e têm mantido este nível de produção este ano, o ano passado e o ano antes. Um submarino nuclear custa alguns milhares de milhões de dólares, se não me engano. Estão a gastar duas vezes mais dinheiro real do que os Estados Unidos gastam. E estão a gastar cerca de 40% do Produto Interno Bruto em despesas militares. Enquanto nós desarmamos, eles rearmam e modernizam o seu poder militar.

Estão a preparar-se para a guerra. Ao contrário do que os meios de comunicação dizem, ao contrário do que lhe têm dito, eles estão de seis a oito vezes mais poderosos do que a força militar dos Estados Unidos está hoje. E continuam a duplicar e reduplicar os seus gastos.

Não o fazem inconscientemente. Os Estados Unidos gastam a maior parte do seu dinheiro no desenvolvimento de nova tecnologia militar. Os Estados Unidos gastam cerca de 30% em salários ( e não estou a invejar os soldados), enquanto que os Russos gastam apenas 10% em salários porque pagam muito menos.

Mas muito do que os E.U.A. gastam em pesquisa e desenvolvimento nunca chega a concretizar-se. Os Russos não se interessam. O que eles próprios não desenvolvem, roubam ao Ocidente ou nós damos-lhes. E depois, eles multiplicam e produzem em massa.

Não haja dúvida que lhe têm dito muitas mentiras, e é difícil acreditar num homem que lhe diz o contrário. Posso dar-lhe as referências, tais como as publicámos na Crusader, e posso dar-lhe mais fontes.

Mas podem todos ficar a saber uma coisa, sem sequer procurarem muito: que todos estes meios de comunicação e políticos que falam sobre o fracasso económico dos Russos, e como os devemos ajudar a recuperar, quase nunca lhe fornecem dados sobre o crescimento do poder militar da Rússia. Este conhecimento é disponivel ao público. Não é como se estivesse escondido, como se não estivesse ao alcance destes jornais. é bem disponível e pode conseguir-se com facilidade. Porém, não é dado a conhecer ao público em geral. Essa é parte da fraude.

Eu acho a ciência militar fascinante. Comecei a ler sobre o assunto há alguns anos porque as pessoas me iriam dizer que a Rússia está a converter-se, que as coisas estão bem, etc. Conhecendo as palavras de Nossa Senhora, eu disse que isto não podia ser. Portanto, quando comecei a pesquisar os chamados "factos" que muitos dos meios de comunicação nos apresentam, descobri que são mentiras.

Por exemplo, quando nos disseram que o Sr. Gorbachev é um homem de paz, é interessante saber que ele promoveu ao mais alto cargo possível na União Soviética, um homem com o nome de Nicolai Ogarcov. Nicolai Ogarcov é um homem que em 1982 publicou um pequeno panfleto que é eufemisticamente intitulado "Defendendo a Pátria". E nesse panfleto, diz-nos que tem um "Plano B" para dominar o mundo.

Vou esboçar, muito simplesmente, esse plano para vós. É assim: "Num belo dia, sem provocação, ele lança um ataque nuclear total, sem ser anunciado, sem ser provocado, no qual ele estima que 135 milhões de americanos morreriam na primeira meia hora de combate." Isto é antes de haver possibilidade de qualquer retaliação.

E é este homem, e nenhum outro, que Mikhail Gorbachev promoveu ao mais alto posto possível na União Soviética. Assim são as intenções de Gorbachev para a paz connosco.

Acreditemos ou não nestes factos e números sobre a Rússia, o que é importante é o que Nossa Senhora de Fátima nos diz. Ela diz-nos que a Rússia será o instrumento do castigo escolhido pelo Céu para castigar o mundo inteiro, a não ser que obtenhamos a conversão dessa pobre nação. Ora Ela não nos diz para obtermos a democratização ou ocidentalização da Rússia. Ela falou de conversão, que significa uma coisa, a conversão afastando-se da doutrina satânica do Comunismo, humanismo secular, ateísmo do Estado, e conversão à Fé Católica.

O Papa João Paulo II sabe

O Papa João Paulo II, por exemplo, quando esteve em Fátima em 13 de Maio de 1991, falou do perigo do Marxismo ser substituído por outra forma de ateísmo. O Papa reconheceu, indirectamente, em público, que sabia que ainda não tinha acontecido a conversão da Rússia. O Papa tem que falar um pouco ocultamente para dizer às pessoas que são suficientemente perspicazes para perceberem o que ele realmente está a dizer. Aparentemente, ele não se sente suficiente livre para falar abertamente.

A conversão da Rússia significa uma coisa só: que não só se converterão 200 milhões de pessoas na Rússia à Fé Católica, mas também que as instituições sociais reflectirão gloriosamente o reino de Cristo Rei. Que tanto o Estado e as autoridades publicas, como as suas leis e instituições, reflectirão as leis de Cristo — e obviamente isso ainda não aconteceu.

Se não temos a conversão da Rússia, então continuamos ameaçados com os seus mísseis ainda apontados na nossa direcção. Por cada silo que nós temos cá, eles têm três mísseis apontados nele.

Nossa Senhora dá-nos a solução, mas temos de dar conta que essa solução é uma e só uma. Não há uma segunda ou uma alternativa. Temos de obter a conversão dessa pobre nação.

"Ora muito pelo Santo Padre. Ele há-de fazê-la, (consagrar a Rússia) mas será tarde!"
... Jesus à Irmã Lúcia de Fátima

Não há outra escolha

Como obtemos a conversão da Rússia? Certamente fazemos bem em rezar pela conversão da Rússia. Reze pela conversão da Rússia nos seus próprios terços em casa, na Igreja, etc. Com certeza a oração é muito eficaz. Mas em última análise, a conversão da Rússia terá lugar de um só modo. Terá lugar pelos meios, pelo instrumento que Nossa Senhora nos deu.

Todos vós, tenho a certeza, já escreveram uma carta a alguém. Podemos ser brilhantes, podemos ser muito letrados, mas nenhum de vós pode escrever uma carta sem um instrumento para escrever, seja uma máquina de escrever, ou um computador, ou uma caneta ou um lápis. Pela nossa própria natureza estamos limitados, estamos dependentes de um instrumento para escrever.

Sem um instrumento não podemos escrever. E sem o instrumento que Nossa Senhora nos dá para a conversão da Rússia, não podemos obter a conversão da Rússia. Este instrumento é um só. É único. Sabemo-lo porque Nossa Senhora nos diz e confirma o que diz por milagres e profecias que tem sido verificadas.

E qual é esse instrumento, sem o qual não podemos obter a conversão da Rússia? Esse instrumento é parecido ao instrumento que Deus deu a Moisés, quando deu a Moisés a ordem para estender os seus braços sobre o Mar Vermelho. O instrumento no caso da conversão da Rússia é a consagração da Rússia na maneira especificada.

Algumas pessoas, até Padres, infelizmente, sugeriram que isto parecia-se com o "abracadabra" ou magia, ou qualquer coisa assim. É blasfémia, ou perto disso, falar desta maneira sobre um assunto tão sagrado. Não é, certamente, magia nem algum feitiço.

Gostaria de lhe dar os fundamentos teológicos para o que digo. Em primeiro lugar, Santo Agostinho explica-nos que há certos favores que Deus nos quer dar, mesmo sabendo que não os merecemos. Contudo, Deus, no Seu grande amor por nós e na Sua grande misericórdia, quer conceder-nos estas graças. Mas como sabe que ficaremos orgulhosos e pensaremos que, de uma maneira ou doutra, o merecemos, Ele reserva estas graças aos méritos e intercessão dos Santos.

Assim, a graça da paz no mundo, a graça da conversão da Rússia foi reservada à Santíssima Virgem Maria, à sua intercessão e aos Seus méritos. Não obteremos a conversão da Rússia sem ser através do Imaculado Coração de Maria.

Verdadeira Paz somente através
de Nossa Senhora

Foi-nos dito através da Mensagem de Fátima que a paz do mundo e a conversão da Rússia foram confiadas ao Imaculado Coração de Maria. Isso quer dizer que não foram confiadas a mais ninguém. Isso significa que podemos dizer, sem exagerar, que o próprio Deus não converterá a Rússia, que o próprio Deus não trará paz ao mundo senão através do Imaculado Coração de Maria.

Isto não sugere, evidentemente, que Deus não o pode fazer, mas que o próprio Deus proclamou a sua vontade neste assunto, e, portanto, não mudará de ideias. é por isso que Nossa Senhora, quando Ela fala de Si própria na terceira pessoa, diz: "Só Ela [Nossa Senhora do Rosário] lhes poderá valer."

Ela apareceu em Fátima e identificou-se três meses depois como Nossa Senhora do Rosário. é de tal forma assim que Deus quer que esta graça nos seja dada apenas através de Nossa Senhora. Além disso, Ele quer que seja atribuída a Nossa Senhora. Ele não quer que Nossa Senhora o faça sem a cooperação de alguns de nós, que vivemos neste mundo, porque Ele quer que o mundo reconheça que é apenas através d'Ela.

Agora, porque é que Deus quer fazer isto? Deus quer fazê-lo por várias razões. A primeira de todas, foi-nos dito na Mensagem de Fátima, em 13 de Julho, depois de mostrar a visão do inferno aos pastorinhos, Ela disse "Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração."

Por isso, Deus quer que seja atribuída a Nossa Senhora. Quer que as pessoas reconheçam os méritos de Nossa Senhora e o poder da sua intercessão, para que sejamos devotos a Ela, ainda mais do que qualquer um de nós é agora.

Deus reservou este momento dramático da conversão da Rússia, este momento culminante da história, para que fosse entendido como devido ao Imaculado Coração de Maria. Foi por isso que Ele reservou a conversão da Rússia a este acto de obediência, este acto de consagração pelo Papa e pelos Bispos. Tem de ser um acto solene e publico.

Que consagração tem que ser feita!

Alguém me anda a tentar dizer que o Papa a fez um dia na privacidade da sua capela. Fico-lhe muito grato por ele ter feito algo na privacidade da sua capela, mas não é certamente o que Nossa Senhora de Fátima pediu. Tem de ser um acto solene e público. Por isso, qualquer acto privado na sua capela pode ser sagrado, pode ser bom — tenho a certeza disso — mas não cumpre o que Nossa Senhora de Fátima pediu. Tem de se mencionar explicitamente a Rússia.

Agora algumas pessoas irão acusar-nos novamente de sermos minuciosos ou legalistas, ou qualquer outra coisa que lhes venha à cabeça. Mas há uma vasta diferença entre uma consagração em geral e uma consagração específica.

Afinal, o que é uma consagração?

Consagrar algo é colocá-lo à parte; dedicá-lo exclusivamente ao serviço de Deus. Fazê-lo distinto do que não é consagrado. Portanto, para consagrar um país específico devemos fazê-lo pelo nome. Colocar à parte o mundo ao serviço de Deus não é fazer um acto específico de consagração.

Exemplos bíblicos de consagrações específicas

Talvez possa ilustrar isto com alguns exemplos bíblicos. Quando foi dito ao profeta que um dos filhos de Jessé era para ser sagrado Rei, ele pediu a Jessé para lhe trazer os filhos. Jessé tinha oito filhos. Trouxe sete deles e deixou o filho mais novo em casa, para cuidar das ovelhas.

Então o profeta chamou pelo primeiro e disse "Não, não é este". O segundo "Não, não é este". O terceiro, "Não", o quarto, "Não, não, não". Todos os sete foram rejeitados por não serem o específico escolhido por Deus.

Então o profeta perguntou a Jessé se ele tinha mais filhos. Jessé disse: "Só tenho mais um, que está em casa". Depois o Rei disse, "trá-lo cá". Então Jessé foi e trouxe-o, e era aquele filho, era aquele, especificamente, que era para ser sagrado, para ser posto ao serviço de Deus de uma forma especial. Esse filho era o Rei David.

Quando S. Paulo esteve a pregar a vários outros Cristãos e o Santo Espírito falou através de um dos profetas do Novo Testamento, estavam diversas pessoas na sala. Entre eles estavam Saul e Barnabé e alguns outros — os outros não foram especificados. E o Santo Espírito falou e disse: "Quero que se apartem para Mim, Saul e Barnabé."

Recorde-se que todos os que estavam naquela sala, que estavam a rezar, eram baptizados. Já estavam, todos eles, consagrados a Deus pelo seu baptismo específico. Mas a consagração, a escolha para a qual foram chamados, era outra coisa. Então rezaram e jejuaram e, em seguida, impuseram as mãos aos dois, Saul e Barnabé.

Aqui, houve uma pedido de consagração específico. Especificava Saul e Barnabé. Os outros não foram especificados. Não impuseram as mãos aos outros. Só Saul e Barnabé é que foram consagrados, que foram escolhidos.

E quando Deus denomina uma pessoa ou um país específico para ser consagrado, é isso que Ele quer.

Isto é completamente diferente de uma consagração geral, que não distingue um país dos outros.

Nossa Senhora pede a
consagração específica da Rússia

Nossa Senhora de Fátima disse "É chegado o momento em que Deus pede para o Santo Padre fazer, em união com todos os Bispos do Mundo, a Consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la por este meio."

Nesta afirmação Nossa Senhora de Fátima faz a distinção entre o mundo e a Rússia. Ela queria que os Bispos Católicos do mundo consagrassem especificamente a Rússia. Ela sabe como falar, Ela sabe o que pretende, e veio dizer que é por este meio que a Rússia será salva. É só por este meio que a Rússia será convertida. É o instrumento pelo qual a Rússia será convertida. Sem este instrumento isso não acontecerá. Portanto, devemos insistir na singularidade deste instrumento e na necessidade deste instrumento. Mas ao insistir nesta verdade, não estou contra o Papa Pio XI, não estou contra o Papa Pio XII, não estou contra o Papa João XXIII, ou contra o Papa Paulo VI, ou contra o Papa João Paulo II. Mas estaríamos todos em pior situação se esta verdade não fosse dada a conhecer explicitamente.

Jornalismo criminoso

Considerem se uma pessoa tivesse dito isto publicamente em 1951 ou 1952. Se a verdade apenas tivesse sido dada a conhecer publicamente naquela altura, quando o Papa Pio XII consagrou a Rússia; mas, infelizmente, esqueceram-se de lhe dizer que todos os Bispos do mundo tinham de unir-se a ele.

O Padre Caillon referiu-se àquelas pessoas que tinham mutilado a mensagem de Nossa Senhora de Fátima como jornalistas "criminosos". Porque, se a verdade tinha sido conhecida explicitamente pelo senhora Postnoff, que serviu como instrumento para que o Papa fizesse a consagração da Rússia, ela saberia que foi requerido o acto da cooperação dos Bispos, a consagração poderia ter sido feita em 1952.

Mas como o Padre Caillon, o professor francês que passou anos a promover a consagração da Rússia, disse: "Que mão criminosa tirou aquelas palavras e colocou ..." onde especificava que os Bispos tinham de estar incluídos neste acto de consagração. Usar a palavra criminosa não é um termo forte demais.

Quando o ouvi a primeira vez dizer isso, no nosso simpósio em 1985, comecei a pensar no que ele disse. Não sabia se ele tinha razão para usar a palavra 'criminosa'. Mas quanto mais pensava nisso, mas achava que ele tinha razão.

Os inimigos de Fátima têm de
lhe mentir

Ora bem, se não fosse importante para si conhecer a verdade, então não haveria tantos esforços a tentar desinformá-lo e enganá-lo. É por isso que em 1989 e 1990 andaram a circular seis cartas falsas da Irmã Lúcia. Hoje estão completamente desacreditadas. Foram, talvez, o esforço mais sofisticado de desinformação no seio da Igreja contra a Mensagem de Fátima.

Publicámos um pequeno panfleto chamado Cronologia de um encobrimento depois de a própria irmã de sangue da Irmã Lúcia me ter dito directamente que a Irmã Lúcia não sabe escrever à máquina. Existem seis cartas falsas alegando ter sido escritas pela Irmã Lúcia, que as teria posto a circular — uma delas para Maria de Belém, outra para o Padre Paul Leonard, uma outra para Walter Noelker, e assim por diante. Todas a dizer a mesma coisa. Todas escritas a computador, com a assinatura aparente da Irmã Lúcia posta nelas. Todas as seis cartas são falsas.

No No 35 de The Fatima Crusader, com a fotografia da Irmã Lúcia na capa, mostrámos que ela tem sido silenciada durante 30 anos. Também publicámos no mesmo número a Cronologia de um encobrimento (que se refere a mais de 30 anos de esforços de supressão da totalidade da mensagem de Fátima por certos funcionários da Igreja e algumas pessoas leigas).

A Madre Superiora dá razão à
Cruzada de Fátima

A 10 de Maio de 1991, a Madre Superiora do Carmelo de Coimbra (que não fez amizade connosco, embora não por culpa nossa) deu-nos razão. Ela fez uma declaração pública numa entrevista a um jornal semanal português, publicado em Lisboa, chamado O Jornal.

Ao terem-lhe perguntado sobre a Irmã Lúcia e as suas cartas, ela disse: "A Irmã Lúcia escreve, responde ou não, tal como entende. Mas se responde, ela responde do seu próprio punho".

A expressão que ela usou em português, " do seu próprio punho", corresponde à expressão italiana "propria pugna", que significa 'na sua própria caligrafia'.

Portanto, nestes últimos tempos alguns inimigos de Fátima têm tentado desacreditar o testemunho da Irmã Lúcia que ela, consistentemente, tem dado durante mais de 50 anos. Ela sempre insistiu, repetidas vezes, que a consagração da Rússia tem de ser solene, pública, e exclusivamente da Rússia, e todos os Bispos devem unir-se ao Papa; e tem de ser no mesmo dia, à mesma hora. Ela tem repetido isto sempre que lhe perguntam e lhe permitem que fale. Há anos que estes mentirosos, estes falsários, estes jornalistas criminosos, têm tentado espalhar a mentira de que a consagração já foi feita, e que foi a Irmã Lúcia quem o disse.

É importante compreendermos que se não fosse importante que estivesse informados, que se não pudesse fazer nada em relação a isso, porque se incomodariam eles a mentir-nos? Porque espalhariam esta desinformação entre o público em geral? Não haveria justificação para isso, a menos que fosse importante para si manterem-se informados. É importante para os inimigos de Fátima que sejamos privados da verdade.

A nossa primeira lealdade
— a Jesus e a Maria

Seria muito mais agradável e mais fácil dizer: "Vamos todos ser amigos e tudo ficará bem". E um dia poderemos dizer isso, porque Nossa Senhora disse-nos: "Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará".

Vamos dar a nossa primeira lealdade a Ela. Não vamos dar falsa lealdade a alguns funcionários, mesmo no Vaticano, que promovem a sua ideia do que deveria ser feito, em vez do que Nossa Senhora transmitiu.

Não quero pôr em causa a boa vontade de ninguém. Não estou aqui para julgar ninguém. Deus conhece os motivos íntimos das pessoas. Mas mesmo achando que não estamos aqui para julgar o íntimo de ninguém, é importante que compreendamos as palavras da Sagrada Escritura: "Não digas que o que é mau é bom e o que é bom é mau".

A nossa primeira lealdade é a Jesus e a Maria. Em Rianjo, Jesus falou à Irmã Lúcia. Ali Ele disse-nos que nunca será tarde demais para recorrer a Jesus e a Maria.

A escolha fundamental da Igreja

Repare: a Igreja está confrontada com uma decisão fundamental, que toca tanto aos mais altos como aos mais baixos níveis da Igreja; e que vai do Papa ao simples leigo.

E que escolha é essa com a qual a Igreja se confronta? O Comunismo, o Marxismo, o ateísmo militante juraram inimizade contra Jesus Cristo e contra a Igreja Católica. É a guerra perene que recua, na realidade, ao tempo do Génesis, quando Nossa Senhora estava profetizada nas Sagradas Escrituras (Gén.3:15). Quando Deus falou com Adão e Eva, disse para satanás o diabo: "Eu porei inimizade entre ti (que é satanás) e a Mulher (que é a Santíssima Virgem Maria), entre a tua descendência (que são os seguidores do diabo, não só os demónios no inferno mas também os seus seguidores aqui na terra) e a descendência d'Ela". Isto significa, evidentemente, em primeiro lugar Jesus Cristo, mas também todos os seus filhos. "E ficarás à sua espreita, e Ela esmagar-te-á a cabeça". E essa vitória de esmagar a cabeça da serpente foi predita em Fátima. "Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará".

E assim, ao longo da História, as forças de satanás têm vindo a organizar-se cada vez mais, para dirigir o seu ataque à Igreja, e aos filhos de Nossa Senhora, os Fiéis. Hoje estamos no tempo do auge desta batalha. A Irmã Lúcia diz-nos, por exemplo, que o demónio está travando uma batalha decisiva contra a Virgem Maria. E acrescenta depois que a batalha decisiva é uma batalha na qual um ganha e outro perde. E essa altura é agora.

Uma das forças humanas organizadas de satanás que podemos ver é certamente o Marxismo mundial, o Comunismo, que é uma doutrina satânica. O próprio Karl Marx, referindo-se a si próprio nos seus poemas, admite-o. Aconselho-lhe o meu livro Escravidão mundial ou paz ... a decisão é do Papa. No prefácio, o Padre Paul Leonard mostra que Marx não era ateu, mas sim um satanista, que ele tinha vendido a sua alma ao diabo, e que ele iria conduzir a humanidade para a destruição.

É difícil imaginarmos tanta maldade, e ainda mais que o reconhecimento disto estava na sua própria letra: é o que ele diz sobre ele mesmo. O Padre Paul analisa a poesia de Marx e mostra que o Comunismo é, de facto, satânico. E o objectivo da sua fundação é a destruição da Cristandade, ou seja, das nações cristãs, e a destruição da própria Igreja.

A Igreja está, pois, confrontada por este inimigo mortal; seja qual for a cor ou ou nome que ele chame a si próprio (parece que está mesmo agora a mudar o seu nome), não muda o seu verdadeiro objectivo. A Igreja está a confrontar-se com uma escolha fundamental, perante um inimigo tão poderoso e mortal. A Igreja pode tentar fugir, pode tentar lutar, ou pode tentar negociar.

Desde que o Comunismo ou o seu sucessor decidiram destruir a Cristandade, a Igreja tem apenas essas três opções: fugir, lutar ou negociar.

A Igreja não pode fugir para lado nenhum porque ambos, o Comunismo e a Igreja, estão por todo o mundo. As pessoas podem, certamente, fugir da perseguição de uma cidade para outra. Mas a Igreja não pode fugir. Desta forma só restam duas alternativas: ou negociar ou lutar. Nossa Senhora de Fátima disse-nos que há só um modo de vencer este confronto, que é enfrentar a batalha com as Suas armas. "Só Eu lhes poderei valer". É "por este meio" que a Rússia será convertida. "A Rússia será o instrumento do castigo do Céu para todo o mundo, se antes não alcançarmos a conversão dessa pobre nação." Assim, Nossa Senhora de Fátima diz-nos que há apenas um caminho para vencer esta batalha, que é usar os poderes espirituais, as armas espirituais, e lutar com estas armas espirituais para vencer. Se não as usarmos, sem dúvida perderemos. Esta é a pura verdade; esta é a verdade do assunto, para dizê-lo em poucas palavras.

"Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz."
... Nossa Senhora de Fátima


Os funcionários do Vaticano
fazem a escolha errada

Infelizmente, os funcionários do Vaticano escolheram negociar. O Acordo Vaticano-Moscovo de 1962 é um assunto registado na história. Mas se alguém quiser estudar o assunto ainda mais a fundo, pode ler o livro do Padre Ulysses Floridi, chamado Moscow and the Vatican, em que apresenta as relações diplomáticas entre as duas partes, o Vaticano e Moscovo, de 1917 a 1979.

Pode ler no livro de Malachi Martin The Jesuits, nas páginas 85 a 88, (que reproduzimos com a sua autorização na Fatima Crusader), a descrição do encontro entre o Cardeal Casaroli e quatro outros Cardeais com o Papa em 1981, em que o Cardeal Casaroli, cerca de um mês antes do atentado contra o Papa, ameaçou o Papa com represálias, se ele reprimisse os Jesuítas pelo seu Marxismo.

Ele recordou ao Papa, o actual Santo Padre, que ele tinha tomado compromissos para continuar o Acordo Vaticano-Moscovo.

O que é o Acordo Vaticano-Moscovo? Os Comunistas conseguiram do Papa João XXIII a promessa, que impuseram aos Papas seguintes, de que não denunciaria os erros do Comunismo. A Igreja, na ordem natural, que é sem contar com as armas da Graça, tem uma arma, que é a verdade. Mas se a verdade não for proclamada, deixa de ser uma arma. é como a espada que fica na bainha.

Os funcionários do Vaticano, nas suas negociações com Moscovo, concordaram em não denunciar os erros do Comunismo. Um tal acordo é, antes de mais, imoral, é uma traição, como eu disse e escrevi publicamente, e mostrarei em seguida. Este acordo assegura a nossa derrota e a perda da Igreja perante as forças do Comunismo.

Se nos lembrarmos de como era em 1960, era inconcebível, para qualquer pessoa que soubesse qualquer coisa sobre o ensino católico, pensar em ser-se comunista e católico ao mesmo tempo. Porque é que seria inconcebível para um homem comum pensar dessa forma? Porque a Igreja declarou e voltou a declarar que o Comunismo e a Fé Católica eram irreconciliáveis.

Devido ao facto de o Vaticano o ter declarado e voltado a declarar repetidas vezes, era claro para qualquer pessoa que pensasse no assunto, mesmo que fosse só por um segundo, que ninguém pode ser católico e comunista ao mesmo tempo. Mas agora, depois de trinta anos de silêncio da parte do Vaticano, um silêncio criminoso, posso eu acrescentar com todo o respeito, tivemos a então chamada "teologia da libertação" na qual é seriamente sugerido, ou mesmo afirmado, que uma pessoa pode ser um bom católico e marxista ao mesmo tempo.

Tal sugestão é completamente absurda, mas apesar disso, homens sérios e pessoas que noutros aspectos têm inteligência sustentam essa teoria. Isto não seria possível se não fosse o Acordo Vaticano-Moscovo, que silenciou o Vaticano nestes últimos trinta anos. Este acordo Vaticano-Moscovo está em oposição directa não só à sua Fé Católica, mas também em oposição directa ao seu próprio bem-estar físico. Seremos enterrados pelos Comunistas, se não for anulado a tempo.

O Acordo Vaticano-Moscovo
é uma traição

Porque é que eu posso chamar a isto uma traição? A primeira vez que encontrei este termo a descrever o acordo foi num artigo de Jean Ousset. Ele serviu como instrumento para publicar e realmente documentar a existência deste Acordo. Referiu-se a ele como uma traição. No início, eu pensei que Ousset tinha ido longe demais, tal como pensei que o Padre Caillon estava a exagerar um pouco, quando se referiu a estes jornalistas como "criminosos" que suprimiram as palavras de Nossa Senhora de Fátima e distorceram a Sua Mensagem.

Porque é que Jean Ousset chamou traição à assinatura do Acordo Vaticano-Moscovo? A palavra "bispo" vem do Grego, foi-me dito, e significa "zelador". Se lermos o livro do Antigo Testamento chamado Ezequiel, veremos que Ezequiel é comparado a um zelador. E Ezequiel foi chamado ao seu dever de zelador. Foi-lhe dito que se visse um homem a olhar para Israel nas muralhas, e o vigilante, ao cair da noite, quando ninguém está a vigiar, entra no terreno do inimigo e faz um acordo com ele, de não gritar quando o inimigo se aproxima, esse vigilante traiu uma confiança sagrada. E Deus virá reclamar o sangue de cada um dos cidadãos assasinados, que morreram por causa do ataque inimigo às mãos daquele vigilante, que não cumpriu o seu dever sagrado.

Assim, fazer um acordo com os inimigos de Deus (que são evidentemente também os inimigos da Igreja), não gritar quando o inimigo se aproxima, é uma traição. Não pode ser dito de outra forma. Não quero dizer que o fizeram de má fé ou que o fizeram maliciosamente, mas, falando objectivamente, foi uma traição à confiança sagrada.

E tal acordo, antes de mais, não é justo perante Deus, não tem estatura moral. Para além disso, como o Padre Miceli me mostrou quando faziamos alguns programas de rádio há alguns anos, a Igreja tem tido 25 anos de experiência para mostrar que o Acordo Vaticano-Moscovo não funciona.

A primeira coisa a dizer é que os Russos nunca mantiveram a sua parte no acordo para diminuir a perseguição aos nossos irmãos por detrás da cortina de ferro. Apenas mudaram as suas tácticas. Tive no meu programa de televisão Joseph Terelya, que tinha passado 23 anos na cadeia por uma razão e por uma razão só — porque era Católico. E ele começou a cumprir pena na prisão na década de 1960, mais ou menos na altura em que o Acordo foi originalmente feito. Ele é um dos que conhecemos, mas há milhares de casos semelhantes.

E depois, o Acordo Vaticano-Moscovo é o maior obstáculo político para o Santo Padre fazer a Consagração, porque a Consagração seria um ataque directo contra os erros do Comunismo.

Porque é que algumas pessoas
falsificam Fátima

Sei que haverá quem pergunte a si próprio porque é que há quem fale apenas dos aspectos devocionais da Mensagem de Fátima (o que eu evidentemente aprovo e apoio, como disse previamente; o Rosário, o Escapulário e a consagração individual e pessoal ao Imaculado Coração são muito importantes) mas não vão mais longe e mostram que a Mensagem de Fátima também fala sobre os erros da Rússia e da necessidade absoluta da Consagração da Rússia.

Porque há na Igreja pessoas que acham que devem dar o seu apoio à política mal avisada e traidora do Acordo Vaticano-Moscovo, ou que devem ser leais a esses funcionários da Igreja que defendem este acordo pérfido.

É por isso que é importante para nós reconhecermos as nossas próprias responsabilidades à luz da situação actual da Igreja; temos as nossas obrigações de defender a Fé; temos a obrigação de dar a conhecer a Mensagem de Fátima. Temos a obrigação de viver nós próprios a Mensagem de Fátima. Temos de fazer tudo o que pudermos, tanto pelas nossas orações e sacrifícios como também pelas nossas obras, para contribuir para o triunfo do Imaculado Coração de Nossa Senhora.

Assim, gostaria de os exortar que pedissem mais exemplares de The Fatima Crusader, os que forem precisos para distribuir pelos seus vizinhos e amigos, e que falassem sobre este assunto, estivessem informados, rezassem o Rosário todos os dias e oferecessem sacrifícios e orações pelo Santo Padre e pelos Bispos. Temos também de compreender que é um acto de misericórdia e lealdade, na realidade um auxílio e uma ajuda ao Santo Padre.

Por causa desta responsabilidade, que ele assumiu ao se tornar Papa, uma onerosa responsabilidade que apenas ele pode cumprir, além dos seus próprios poderes, ele precisa da graça de Deus. Se eu for Papa amanhã, e isso certamente nunca aconteceria, eu teria também de dizer a mesma coisa de mim próprio. Ninguém, seja quem for, pode fazer a Consagração da Rússia ordenada em Fátima pelo seu próprio poder.

Isto não é para sugerir uma crítica ao Papa João Paulo II ou a algum dos seus predecessores. Ele precisa da ajuda das nossas orações. As consequências de ele não estar a fazer o acto da consagração são terríveis. São terríveis não só para nós próprios e para o nosso país mas também são terríveis, particular e pessoalmente, para ele e para os Bispos.

Alguns outros grupos de Fátima
ignoram as palavras de Nosso Senhor
à Irmã Lúcia

É interessante que há duas orações em particular, que Nosso Senhor ensinou à Irmã Lúcia, que quase não estão publicadas em nenhum dos livros ou revistas sobre Fátima.

Foi em Rianjo, uma pequena cidade marítima na costa de Espanha, que Nosso Senhor ditou as duas orações à Irmã Lúcia. Para todos aqueles que estão interessados na parte piedosa, (e nós todos devíamos estar interessados na parte piedosa) da Mensagem de Fátima, porque é que estas duas orações que Nosso Senhor ditou, não estão publicadas em inglês por outro grupo? é porque estão associadas à mensagem que Nosso Senhor transmitiu ao mesmo tempo. E essa mensagem é, na verdade, difícil, mas salutar.

Gostaria de lhes relatar como isso aconteceu. A Irmã Lúcia estava doente, ela estava fatigada, e precisava de afastar-se das pessoas que continuamente a interrogavam. Foi logo após as aparições terem sido aprovadas pela Igreja.

Rianjo

Assim, em Agosto de 1931 a Irmã Lúcia foi mandada pelos seus superiores para uma pequena aldeia marítima, sob um incógnito. Mesmo as pessoas na casa onde ela estava hospedada não sabiam quem ela era; apenas o proprietário da casa, mais ninguém. Um dia estava na capela de Rianjo, capela essa dedicada a Nossa Senhora, e estava a rezar pela conversão de Espanha, de Portugal, da Europa, da Rússia e do mundo.

Foi durante estas orações pela conversão de Espanha, de Portugal, da Europa, da Rússia e do mundo que Nosso Senhor lhe falou e disse: "Tu consolas-Me muito, ao pedires-Me a conversão dessas pobres nações. Pede-o também à Minha Mãe". Depois ele ditou-lhe as duas orações. Uma é como se segue: "Doce Coração de Maria, sede a salvação da Rússia, de Espanha, de Portugal, da Europa e de todo o mundo."

A outra, que também já publicámos em The Fatima Crusader, é:

"Pela Vossa pura e Imaculada Conceição, ó Maria, obtende-me a conversão da Rússia, de Espanha, de Portugal, da Europa e do mundo inteiro."

Jesus avisa aqueles que
retardam e dificultam
a Sua ordem dada em Fátima

E, de seguida, Nosso Senhor, depois de comentar sobre as orações da Irmã Lúcia e a elogiar por isso, disse:

"Participa aos Meus ministros que, dado seguirem o exemplo do rei de França na demora em executar o Meu mandato, tal como a ele aconteceu, assim o seguirão na aflição."

Qual é a referência ao Rei de França? O Rei de França foi ordenado, por Jesus, para consagrar a França ao Seu Sacratíssimo Coração. E os Reis de França recusaram-se fazê-lo durante cem anos. A ordem foi dada pelo Sagrado Coração a Santa Margarita Maria Alacoque, que a transmitiu ao Rei.

Foi dada em 17 de Junho de 1689. Durante cem anos os Reis de França recusaram-se a obedecer. E em 17 de Junho de 1789, a cem anos desse dia, o Rei de França foi despojado do seu poder pelo Terceiro Estado, e quatro anos mais tarde foi executado publicamente na guilhotina.

"Participa aos Meus ministros que, dado seguirem o exemplo do rei de França na demora em executar o Meu mandato, tal como a ele aconteceu, assim o seguirão na aflição."

Estas palavras são aterrorizantes. São uma ameaça e uma profecia. Nosso Senhor não vaticinaria um castigo tão horrivel para o Papa e para os Bispos, se não fosse um assunto sério, se não fossem obrigados a obedecer. Apesar das mentiras que comummente circulam, mesmo por pessoas que pretendem ser devotas de Fátima, devemos saber que esta ordem de Deus, de consagrar a Rússia, impõe uma obrigação muito séria aos Papas e aos Bispos Católicos.

É por isso que eu dediquei uma secção inteira do meu livro a este tema e enviei-o a todos os Bispos do mundo. Não houve nenhuma resposta a refutar qualquer um dos argumentos nele escritos, e dedicámos uma secção inteira à obrigação dos Papas e Bispos de obedecer a esta ordem.

Jesus e Maria
são a nossa única esperança

Nosso Senhor ameaça-os com este castigo. Ao mesmo tempo, avisa-nos a todos. Enquanto Ele se lamenta por causa da demora, diz: "Fá-la-ão, mas será tarde". E depois, por assim dizer, dirige a Sua atenção a nós, aos Fiéis, e aos Padres, que obviamente não têm o poder de consagrar um país, tal como o Papa e os Bispos têm. Ele dirige-se a nós e diz: "Nunca será tarde demais para recorrer a Jesus e a Maria".

A nossa obrigação pessoal é recorrermos a Jesus e a Maria. Que nos faz lembrar as palavras do anjo para as crianças quando lhes disse: "Os Corações de Jesus e Maria estão atentos à voz das vossas súplicas". Pensem, os Corações de Jesus e Maria estão à espera. Estão na expectativa, à espera de nos ouvir. Estão atentos à voz das nossas suplicas.

Por estas palavras "Nunca será tarde demais para recorrer a Jesus e a Maria", Nosso Senhor está a convidar-nos a todos para que rezemos mais. Rezem, rezem, especialmente agora que estais cientes que estais em perigo extremo por causa da Consagração da Rússia ainda não ter sido feita.

Estamos todos em perigo, por estarmos sujeitos a sofrimentos tremendos nesta vida, e muitas almas correm perigo de ir para o inferno para toda a eternidade, a menos que a Consagração da Rússia seja feita brevemente. Por favor, ouça e obedeça ao convite de Jesus de rezar a Ele e à Nossa Mãe do Céu, agora que sabe que é tão tarde.

Também espero que agora que estejam mais cientes dos factos, dos perigos, do atraso e da solução do que quando começámos.

Mas não desanimem, não percam a esperança. Lembrem-se que nunca será tarde demais para recorrer a Jesus e a Maria. Isso é algo que temos de manter sempre nos nossos corações.†

Suplemento a
Jesus diz-nos "Participa aos Meus ministros"
acrescentado pelo Padre Gruner em 2001

Em Agosto de 1931, em Rianjo, Espanha, Jesus dá uma mensagem muito importante. Ele disse, aí, à Irmã Lúcia de Fátima que estava muito desgostoso porque o Papa e os Bispos Católicos ainda não tinham obedecido ao Seu mandato de consagrarem a Rússia solene e publicamente ao Imaculado Coração de Maria. Jesus disse à Irmã Lúcia:

"Participa aos Meus ministros que, dado seguirem o exemplo do rei de França, na demora em executar o Meu mandado, tal como a ele aconteceu, assim o seguirão na aflição."

A 26 de Junho de 2000 o Vaticano revelou o texto duma visão contido no Terceiro Segredo de Fátima. Na visão, o Santo Padre é alvejado a tiro e assassinado, portanto executado, por um bando de soldados quando se ajoelha aos pés de uma enorme cruz de madeira. Depois disto muitos Bispos, Padres e Religiosos são também mortos. Não parece que esta visão revelada ao público a 26 de Junho de 2000 corresponde ao aviso de Nosso Senhor à Irmã Lúcia em Rianjo, Espanha?

À luz desta nova informação, vamos então reexaminar a mensagem de Rianjo. Nela Jesus está a avisar o Santo Padre e os Bispos (os Seus ministros) que eles sofrerão um castigo parecido ao do Rei de França, como consequência de uma desobediência parecida.

Temos quatro paralelos:

  1. A execução pública do Rei de França como se o Rei fosse um criminoso e uma execução pública do Papa como se ele fosse um criminoso.


  2. O fracasso do Rei de França na consagração de França ao Sagrado Coração de Jesus e o fracasso do Papa para consagrar a Rússia ao Imaculado Coração de Maria.


  3. A desonra de ambos, do Rei de França e do Papa, publicamente opondo-se uma ordem do Céu.


  4. A promessa ao Rei de França tal como ao Papa da sua vitória pessoal sobre os seus inimigos se os pedidos do Céu fossem obedecidos por eles.

É uma escolha de tudo ou nada — todos os benefícios se obedecerem, todas as perdas se desobedecerem.

Assim como Luís XIV, Rei de França, teria sido recompensado publicamente se tivesse cumprido o pedido de 1689 do Sagrado Coração, transmitido por Santa Margarita Maria, que foi reconhecida publicamente como santa naquela altura, o Rei de França e a sua linhagem foram, em vez disso, castigados publicamente cem anos mais tarde pela falta de não obedecerem. Do mesmo modo, o Papa será recompensado ou castigado publicamente. Assim como o Rei teria sujeitado tanto os seus súbditos como os seus inimigos com essa consagração, se a tivesse feito, do mesmo modo o Papa será vitorioso sobre os erros da Rússia e os que propagam esses erros, se fizer a consagração da Rússia.

Já vimos o destino do Rei de França pela sua desobediência — execução pública às mãos dos seus inimigos na guilhotina. Não é, então, a visão que foi revelada a 26 de Junho de 2000 uma profecia do destino que espera o Santo Padre por não obedecer ao pedido de Nossa Senhora de Fátima para consagrar a Rússia ao Seu Imaculado Coração?

Jesus diz que o Santo Padre a fará ( a consagração da Rússia ) mas "será tarde". Será tarde demais para salvar o Papa de uma execução pública, como sucedeu ao Rei de França?

A mensagem de Rianjo é agora ainda mais clara pela visão do Terceiro Segredo, que revela o perigo grave do Papa, dos Bispos, Padres, Religiosos e até leigos que estão incluídos, se a mensagem urgente de Fátima não for cumprida depressa.

Para evitar que esta catástrofe aconteça, Jesus dá-nos duas soluções:

  1. "Participa aos Meus Ministros..." Ou seja, fazê-los entender que isto é o que lhes acontecerá se não fizerem a consagração da Rússia depressa. Esta não é uma visão do passado — mas do futuro — e, certamente, acontecerá, a menos que se faça depressa a Consagração. O tempo está a fugir, Nosso Senhor está-se a queixar devido ao atraso na execução da Sua ordem.


  2. Rezemos muito pelo Santo Padre. Jesus disse: "Orai muito pelo Santo Padre. Ele há-de fazê-la, mas será tarde". A visão revelada em 26 de Junho de 2000 mostra-nos a consequência de ignorar Nossa Senhora de Fátima. Desta vez a execução pública não será feita pela guilhotina, mas pelas mãos dos soldados, disparando armas e flechas.

A mensagem de Rianjo, que está agora mais clara pela visão do Terceiro Segredo, explica que há duas forças opostas na terra, que se enfrentam num combate. De um lado está Deus, o Seu Divino Filho Jesus Cristo e a Sua Santíssima Mãe Maria, que são servidos na terra (até ao ponto em que os Seus ministros sejam leais a estes Seres do Céu) pelo Papa, os Cardeais, os Bispos, os Padres, os Religiosos e os leigos que dão sua fidelidade e serviço a Deus. Do outro lado estão as forças do demónio, a quem seus ministros servem, aqueles que promovem "A Revolução". A Revolução é organizada por uma aliança de Maçons, Marxistas, humanistas seculares e outros grupos que "conspiram contra Deus e o Seu Cristo" (Salmos 2 ). Os Maçons têm declarado a sua guerra contra os tronos, isto é, contra os Reis Cristãos divinamente escolhidos, e contra os Altares, isto é, contra o Papa e toda a hierarquia do clero e todo o sistema sacramental, ou seja, os Sete Sacramentos. O fruto da "Revolução" foi a Revolução Francesa de 1789, o reino do terror e o assassínio público de 1793 do Rei de França; a execução pela guilhotina do Rei Luís XVI, que, como Jesus explicou em Rianjo, foi o resultado da sua própria desobediência, tal como foi da desobediência do seu avô Luís XIV e do seu pai Luís XV.

"A Revolução" continuou com a vitória bolchevista-comunista em 1917 e com mais de 100 milhões de assassínios pelos Comunistas dos seus próprios cidadãos na Rússia, China, Cuba e vários países comunistas no Século XX. "A Revolução", embora tenha mudado as suas tácticas, não acabou, mas continua antes a guerra contra Deus, o Seu Cristo e a Sua Igreja e tem a intenção de sujeitar todo o Mundo à Nova Ordem Mundial, as Nações Unidas, a uma só religião mundial e ao reino do Anticristo. A única coisa que pode impedir tal acontecimento é a Consagração da Rússia.

Ao Rei, que foi Rei por vontade de Deus, cortaram a cabeça por desobediência à Divina autoridade; assim o Sumo Pontífice, que, da mesma forma, exerce por vontade de Deus, morrerá numa execução pública às mãos dos seus inimigos e dos inimigos de Deus, a menos que actue a tempo. Além disso, o Rei Luís XVI não foi castigado sòzinho, mas os seus ministros também o foram; do mesmo modo, a mensagem de Rianjo ameaça e profetiza um castigo da Igreja não limitado apenas ao Papa, mas incluindo especialmente os que participaram no atraso da execução do mandato do Céu.

Esta visão dada por Nossa Senhora mostra claramente o que acontecerá ao Papa e aos seus ministros como resultado de recusar a consagrar a Rússia. Lembremo-nos que Jesus terminou a mensagem de Rianjo declarando: "Nunca será tarde demais para recorrerem a Jesus e a Maria."


Sobre a capa ...

"Participa aos Meus ministros ..."

Em Agosto de 1931, em Rianjo, Espanha, Jesus deixou-nos uma mensagem muito importante. Disse à Irmã Lúcia de Fátima que estava muito desgostoso porque os Bispos Católicos ainda não tinham obedecido à Sua ordem de consagrar solene e publicamente a Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Jesus disse à Irmã Lúcia:

"Participa aos Meus ministros que, dado seguirem o exemplo do rei de França na demora em executar o Meu mandato, tal como a ele aconteceu, assim o seguirão na aflição. Nunca será tarde demais para recorrer a Jesus e a Maria. "

Nesta imagem vemos Jesus a dar a mensagem de Rianjo e as consequências aos Bispos Católicos se a ignorarem. Vemos não só a Irmã Lúcia a receber a mensagem nos degraus da capela de Rianjo, mas o artista também representou o Milagre do Sol, que foi visto não só em Fátima mas também no Vaticano pelo Papa em quatro ocasiões separadas. Para saber mais sobre Rianjo.

Mas a promessa de paz depois destes desastres continua verdadeira e está simbolizada pelas pombas da paz a voarem para a imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Todo este folheto explica, para o nosso tempo, o significado de Rianjo no contexto da Mensagem de Fátima na sua integridade.


Sobre o autor

Padre Nicholas Gruner,
S.T.L., S.T.D. (Cand.)

O Padre Nicholas Gruner tem 68 anos de idade e nasceu em Montreal, Canadá. É graduado pela Universidade de McGill e tem uma pós-graduação em Teologia pela Universidade Pontificia de S. Tomás de Aquino em Roma.

O Padre Gruner é um padre católico em exercício, que foi ordenado no Santuário de Nossa Senhora de Bom Conselho em Frigento, Itália em 1976. Em 1978 começou o seu compromisso a tempo inteiro ao Apostolado de Nossa Senhora de Fátima.

Desde essa altura, o Padre Gruner tem promovido, pregado, e feito palestras exclusivamente sobre a Mensagem de Fátima nos Estados Unidos, Canadá e no estrangeiro. Fátima foi formalmente aprovada pela Igreja Católica e seis Papas sucessivos, incluindo o Papa Bento XVI.

Para mais informações e para mais cópias deste folheto entre em contacto com:

The Fatima Center
Internet: www.fatima.orgcorreio electrónico: info@fatima.org

Telefone: 1-716-853-1822 ou escreve:

no Canadá — 452 Kraft Rd., Fort Erie, ON L2A 4M7
nos EUA — 17000 State Route 30, Constable, NY 12926
em Portugal — Apartado 4066, 3030-901 Coimbra
no Brasil — Caixa Postal 350, 75001-970, Anápolis-GO



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