Homepage
Cruzado
Perspectivas
Fazer uma doação
Acerca de Fátima
Notícias
Documentação
Terceiro Segredo
Consagração
Orações
Livraria
Mesa de trabalho do Padre
Apostolado
Informações
THE FATIMA NETWORK
ImageMap for Navigation Porquê Fátima? Mapa do site Contacto
Documentação: Cruzada 57: O Vaticano aplaude um fornecedor de heresia enquanto persegue

O Vaticano aplaude
um fornecedor de heresia enquanto persegue
um apóstolo de Fátima

O Secretário de Estado do Vaticano expressa a sua admiração por o apóstata Hans Kung, à medida que oficiais do Secretariado de Estado procuram desacreditar o Apostolado de Fátima do Padre Nicholas Gruner .

de John Vennari


Enquanto que o Padre Nicholas Gruner está sendo perseguido por administradores romanos, a segunda autoridade mais alta do Vaticano expressou estima pública por um dos propagadores de heresia mais notórios dos nossos tempos.

A 24 de maio de 1998, o Secretário de Estado do Vaticano, o Cardeal Angelo Sodano, pronunciou o discurso "Amar a Igreja e Tentar Fazê-la Amada" na Basílica São João Latrão em Roma. A preleção faz parte de uma série na diocese de Roma em preparação para o Jubiléu do ano 2000. O acontecimento teve lugar no mesmo sítio onde Pío XI e Mussolini assinaram o Pacto Laterense.

O tema da conversa era a "necessidade" da Igreja de uma reforma contínua. Por um lado, o Cardeal falou da necessidade de manter a tradição, utilizando citações impressionantes de São Vicente de Lerins. Por outro lado, citou e elogiou teólogos modernistas como Yves Congar e Henri DeLubac, duas das luzes principais da revolução do Vaticano II. Foi Congar quem expressou com satisfação que no Concílio, "a Igreja teve a sua revolução de outubro." Congar também se referiu favorávelmente ao Vaticano II como um "contra- sílabo", referindo-se ao grande sílabo de 1864. Isto é, Congar declarou com prazer que o Vaticano II "derrubou" alguns dos maiores ensinos do venerável e anti-liberal Papa Pío IX.

O discurso de Sodano faz lembrar ao leitor o aviso de São Pío X sobre como operam os modernistas. No cíclico "Pascendi", o Papa Pío X ensinou que a tática dos modernistas é matizar declarações tradicionais e progressivas nas suas escrituras. Disse o Papa, "nos seus livros se encontram algumas coisas que bem podem ser aceites por um católico, mas ao virar a página, se enfrentam algumas coisas que bem poderiam ser ditadas por um racionalista."[par.18]

O discurso do Cardeal conteve uma combinação curiosa de terminologia católica tradicional, linguagem do Vaticano II, linguagem à moda (tal como a "preocupação pelo meio ambiente") e até uma referência moderna ao mundo como um "Vila global".

Contudo, o incidente que causou uma comoção mundial foi quando Sodano citou favoràvelmente o "teólogo" radical Hans Kung. Citou Kung falando das suas "duas questões finais" ao fim do seu discurso — citando uma secção do livro recente de Kung, sustentando que continha "páginas lindas dedicadas ao mistério cristão".

Os liberais aplaudem

A edição de 3 de abril do jornal progressivo o National Catholic Reporter (NCR) aplaudiu a referência amigável a Kung feita por o cardeal. O NCR é um promotor da teologia liberal, de padres casados, do consentimento de padres-mulheres, da contracepção para os católicos e de muitas outras atrocidades não-católicas. Hans Kung é um dos heróis do NCR.

Pouco depois da reportagem do NCR, Inside the Vatican (Dentro do Vaticano) imprimiu a preleção inteira do cardeal, sustentando que centrar-se no elogio que deu Sodano a Kung era desviar-se de todo o assunto do discurso. Contudo, depois de ler a preleção, esta objecção não convence.

Embora um estudo detalhado de esse discurso controverso seja para além do alvo de este artigo curto, está claro nas palavras de Sodano que ele é um "homem do Vaticano II", especialmente desde que declarou na sua leitura que embora adore o catecismo antigo de São Pio X, a sua definição da Igreja é "bastante estreita" para os critérios de hoje. É impossível determinar se o cardeal é um modernista calculador ou se é apenas mais um prelado confuso enredado no espírito da época.

Persiste a pregunta: Por quê dignificaria este cardeal de alta posição no Vaticano o notório Hans Kung num acontecimento público? Por quê esbanjar apreciação não merecida por um homem que desdenha dogmas fundamentais da Fé Católica?

As opiniões heréticas de Hans Kung são bem conhecidas, estão expressadas numa das suas obras mais famosas, Sobre Ser Cristão.
No seu livro, Hans Kung:
rejeita a divinidade de Cristo (p130)
repudia os milagros do evangelho (p233)
rejeita a resurreição corporal de Jesus (p350)
nega que Cristo fundou uma Igreja institucional (p109)
nega que a Missa seja uma representação do Sacrifício da Cavalaria (p323)

Kung nunca retraiu estas declarações heterodoxas. Além disso, pediu pùblicamente uma revisão da instrução da Igreja em assuntos tais como a infalibilidade papal, o controle da natalidade, o celibato obrigatório para os padres e as mulheres no clero. (NCR 3/4/98)

Mas Kung, que abraça esta apostasia flagrante, recebe uma homenagem do segundo comando mais alto do Vaticano. Isto torna-se ainda mais perturbante quando nos apercebemos de que é o Secretário de Estado que efetivamente controla a máquina governamental do Vaticano. De várias maneiras, o secretário de estado pode exercer mais poder do que o Papa.

É significativo que ao elogiar as "páginas lindas" de Kung, Sodano o identificou sem qualificação, como "o teólogo alemão". Sodano bem sabe, claro está, que Kung, ultrajantemente heterodoxo, foi despojado do direito de se chamar católico por o Papa João Paulo II. Sodano também sabe, presumidamente, que em declarações reportadas pelo mundo fora, Kung acusou impudentemente o Papa João Paulo II de impor uma "regra rígida, despótica e estagnante no espírito da Inquisição." O elogio que deu Sodano a Kung não foi nenhum lapso verbal. Falava de um texto cuidadosamente preparado que desde então foi publicado no Inside the Vatican.

A referência descarada de Sodano a Kung como "o teólogo alemão" levanta questões importantes: Será que a alta hierarquia da burocracia do Vaticano, liderada por Sodano, age agora como se o Papa já estivesse morto, com a sua condenação de Kung consignada à história? Será que Sodano propõe uma rehabilitação de Kung e de outros radicais durante o próximo pontificado, ao qual ele bem se pode elevar?

Hans Kung: "Um Padre de Boa Reputação"

Mesmo se Sodano não tivesse citado favoràvelmente este padre revolucionário, o estado legal de Hans Kung é de grande interesse. Kung foi um dos teólogos mais influenciais do Segundo Conselho do Vaticano. Através dos anos 60 e 70, Kung propagou abertamente as suas opiniões radicais no discurso e no impresso. Passaram quinze anos antes que o Vaticano tomasse quaisquer medidas efetivas contra ele.

Quando Roma atuou finalmente em 1980, declarou apenas que Kung já não podia chamar-se um teólogo católico. Não foi excomunicado por os seus ensinos herejes nem foi suspenso.

Isto significa que embora Kung não se possa chamar officialmente um teólogo católico, pode ainda celebrar a missa, ouvir confissões, pregar e dar conselhos.

Os vários livros de Kung permanecem até hoje conspìcuamente presentes nas bibliotecas da maior parte das universidades e seminários católicos. Ele é citado favorável e freqüentemente por outros "padres de boa reputação" liberais, como o sacerdote progressista o Padre Richard McBrien, da Universidade de Notre Dame. No seu livro radical, Catolicismo, McBrien cita Kung pelo menos 18 vezes.

Hans Kung apoia a iniciativa sicretista da "religião de um mundo" do Bispo Episcopal William Swing (San Francisco Chronicle, 6/22/77, p3/1), que funciona carne e unha com o "Sidicato de Cérebro Global" de Mikhail Gorbachev.

Além do mais, Kung é freqüentemente convidado a fazer preleções em universidades e a ouvintes "católicos" progressistas pelo mundo fora. Uma tal organização é The Future of the American Church em Washington D.C., onde Kung apareceu em 1989. The Future of the American Church é uma fonte de ideias liberais cuja ideologia é identica à do National Catholic Reporter e de Call to Action. Padres e bispos "de boa reputação" como o Arcebispo Rembert Weakland e o Bispo Thomas Gumbleton falam nestas conferências e dão corajem aos dissidentes. Numa conferência de Call to Action em novembro de 1997, Gumbleton pediu uma revisão do ensino da Igreja contra a homosexualidade. Porém, nenhum de estes sacerdotes dissidentes recebem a mais mínima repreensão.

O Coração do Problema

Como era de prever, Kung deleitou-se com o discurso de Sodano, chamando-lhe "um sinal de esperança para a Igreja. Kung declarou também, "Nunca recebi muitos elogios do Vaticano Creio que é uma indicação de mudança mudanças a vir no ambiente geral da Igreja."

A declaração de Sodano é tanto ominosa como revelante. Se a Igreja, como indica Sodano, dever estar sujeita a "renovação contínua, e se progressistas como Yves Congar e Hans Kung são citados como contribuidores legítimos para esta reforma, então é evidente que um padre de alta publicidade como o Padre Gruner, cujo apostolado mundial se mantém como obstáculo a esta "renovação contínua", terá que ser atacado e desacreditado.

Não ha dúvida de que o coração das dificuldades atuais do Padre Gruner é este conflito entre a "nova Igreja" (de Sodano, Congar e Kung) e a verdadeira Igreja dos sacerdotes, Papas e Concílios.




Formatado para impressão
Volta

imagemap for navigation Página inicial Mapa do site Contacto Pesquida Início da página>
<AREA SHAPE=DEFAULT HREF=