O outro manuscrito:

O que devemos fazer

O texto que se segue é a transcrição de uma entrevista com o Padre Nicholas Gruner realizada por Coralie Graham, Redactora do The Fatima Crusader. Para facilitar a leitura, as perguntas vão em itálico e as respostas do Padre Gruner em redondo.


[Redactora do The Fatima Crusader] -Leu o artigo de Andrew Cesanek (cf. página 3) que prova que a Irmã Lúcia escreveu dois manuscritos sobre o Terceiro Segredo de Fátima?

[Padre Gruner] –Li, sim.

"Há dois manuscritos originais do Terceiro Segredo?"

-Está então a sugerir que tanto o Cardeal Ratzinger como o Arcebispo Bertone estão a mentir quando dizem que há só um manuscrito?

-Não. De modo algum! Se eles nos dizem que há apenas um manuscrito é porque, na verdade, deve haver só um. Aqui o termo operativo é "há". Portanto, a 26 de Junho de 2000 parece que existia só um manuscrito original. A carta de uma página que foi guardada a sete chaves, meticulosa e cuidadosamente, durante os últimos 40 anos (a última vez que alguém disse tê-la visto foi o Cardeal Ratzinger, em 1984), poderia, no meio de toda a barafunda que mais tarde se instalou no Vaticano, ter sido feita desaparecer por inimigos da Igreja.

É sabido que, no Vaticano, a segurança teve os seus problemas. Isso tornou-se evidente com a morte a tiro dos dois Guardas Suíços, a 4 de Maio de 1998. Portanto eu acredito neles quando nos dizem que hoje há só um manuscrito. Ou, então, poderiam ter-se simplesmente enganado. Isto é: que a ambos tenha sido dito, por pessoa fidedigna, que a carta tinha desaparecido. Mas talvez o texto adicional ainda exista realmente, e esteja escondido, ou perdido num lugar onde ninguém ainda pensou em o procurar.

-Então, como é que toda a pesquisa feita sobre o Terceiro Segredo poderá ajudar o mundo de hoje, se, de facto, em Janeiro de 1944 havia dois documentos escritos pela Irmã Lúcia contendo o Terceiro Segredo, e agora resta apenas um?

-Em primeiro lugar, e embora falte um documento, ajuda as pessoas a compreender – pelo menos a centenas de milhares de pessoas em todo o mundo – que nós não sofremos de uma loucura colectiva quando concluímos que deveria haver algo mais.

Por outro lado, clarifica algumas actuações, muito práticas, que podem ser feitas para levar mais além a resolução do problema.

-Que actuações sugere?

-Ora bem: em primeiro lugar, que não tenhamos uma reacção de censura em relação ao Cardeal Ratzinger, ao Arcebispo Bertone ou a qualquer outra pessoa; e muito menos em relação ao Papa João Paulo II. Temos de nos lembrar que foi unicamente graças à persistência do Papa João Paulo II (face a uma óbvia oposição burocrática) que mesmo este único documento veio a ser revelado depois de ter estado enterrado durante 40 anos.

"Orai, orai pelo Santo Padre"

-Que outras acções pode sugerir?

-Devemos rezar de um modo especial pelo Papa João Paulo II nestes tempos difíceis, porque a profecia é muito clara. Tal como a própria Irmã Lúcia disse na sua carta de 1982 dirigida ao Papa, é certo que o Terceiro Segredo é uma prediçã o de eventos futuros, revelados pelo próprio Deus – eventos que ainda não tinham acontecido até aquele ano de 1982. Esta predição tem um significado literal e um significado alegórico, como é próprio da literatura apocalíptica em geral. Neste ponto, eu tenho de discordar do Cardeal Ratzinger, que parece colocar os textos apocalípticos inteiramente no âmbito do alegórico e, ao mesmo tempo (e de algum modo contradizendo-se a si mesmo), afirma que a visão do Terceiro Segredo descreve, literal e verdadeiramente, um evento histórico – mas algo que já aconteceu. Na visão do Terceiro Segredo, os pastorinhos puderam ver uma tragédia futura para o Papa, a dramática e terrível ruína da Cidade de Deus que é a Igreja, e por fim a enorme tragédia de uma catástrofe para um mundo impenitente, como a que é representada pelo anjo infligindo o justo castigo de Deus a uma humanidade que não crê e que não se arrepende, que deixou de rezar e de fazer penitência.

Só Nossa Senhora pode evitar que uma tal catástrofe caia sobre a humanidade, através da Sua intercessão. Mas se as pessoas não sabem como invocar o Seu auxílio ou, pior ainda, se sentem ódio ou aversão a Nossa Senhora por causa das heresias que contra Ela ouviram dizer, então essas pessoas estarão sem qualquer auxílio no momento em que mais precisam dele – em especial se o inimigo, antes de mais, tratou de matar os sacerdotes, os religiosos e as religiosas que podiam ensinar-lhes a importância, a beleza e a necessidade de invocar Nossa Senhora neste tempo de grande perigo na história humana, quando a humanidade inteira se vê justamente ameaçada por castigos de Deus.

O perigo é maior hoje!

-Porque diz que o perigo é maior, especialmente agora?

-Porque é evidente para quase todos com quem falei – não apenas pessoas como o Padre Balducci ou Marco Politi, mas para quase toda a gente que sabe ler e pensar por si própria – que a predição anunciada na visão do Terceiro Segredo não se ajusta à tentativa de assassinato de 1981; mas sim que esta profecia ainda não se realizou. E isto é também claro na carta da Irmã Lúcia ao Papa, do dia 12 de Maio de 1982.

A Irmã Lúcia afirma claramente que, se a humanidade não se desviar do caminho do pecado (o que, evidentemente, não fez), então, a breve prazo, teremos avançado muito no sentido de ver cumprida esta profecia. Em 1982, a Irmã Lúcia disse com toda a clareza que se caminharia a passos largos para a punição, a menos que a humanidade se arrependesse e voltasse à Lei de Deus. E hoje, passados 18 anos, nem a Rússia, nem o Ocidente, nem lugar nenhum do mundo se voltou para Deus. Com o aumento dos abortos, com a transformação do vício contra a natureza em direito legal, com o acréscimo da pornografia e da prostituição, etc., todos nós sabemos que o pecado se enraizou cada vez mais profundamente no mundo, de forma dramática e de todos os modos, a partir de 1982. O caminho é descendente, não de ascensão.

Torna-se, pois, claro que o perigo é hoje maior do que nunca. Por isso devemos dar ouvidos ao Papa quando afirmou, a 13 de Maio de 1982, que «a Mensagem de Fátima é hoje mais relevante e mais urgente do que quando Nossa Senhora apareceu pela primeira vez há 65 anos.»; que a Mensagem «lhe impõe (à Igreja) uma obrigaçã o» e que a Mensagem «se dirige a cada ser humano.»

Oração, sacrifício e penitência

-Que mais poderia sugerir à luz de tudo isto?

-Bem, antes de continuar, quero expressamente acentuar que todos nós devemos rezar o Terço todos os dias. Todos nós, Católicos, especialmente; mas também os que não são Católicos. O Terço proteger-nos-á da ameaça de castigo que o Anjo do Senhor sustém sobre toda a humanidade por haver hoje tantos pecados.

Devemos ainda usar o Escapulário castanho de Nossa Senhora do Monte Carmelo (Nossa Senhora do Carmo), como nos foi mostrado na aparição de 13 de Outubro de 1917, durante o Milagre do Sol. Devemos usar os meios de obter a Graça, de modo a podermos reentrar na Lei de Deus, se estivermos em pecado mortal, ou de modo a permanecermos em estado de Graça, evitando o pecado que tenta a humanidade. De um modo ou de outro, nós precisamos da Graça de Deus – Graça santificante e Graça actual. E obtê-la-emos pela oração – especialmente rezando a Nossa Senhora e a Nosso Senhor Jesus Cristo – e pela frequentação digna dos Sacramentos. A todos os que são baptizados, eu lembrar-lhes-ia que é urgente fazerem uma boa Confissão Sacramental o mais breve possível, se o não fizeram nos últimos oito dias.

-Para além destes meios espirituais que são tão importantes, que mais poderia sugerir?

-Há muitas coisas que podemos fazer, e até mesmo aquilo que eu vou sugerir pode ser espiritualizado. Isto é, pode ser oferecido como penitência.

Lembrem-se que o Anjo disse: «Penitência, Penitência, Penitência.»

Ora a nossa primeira penitência é deixar de cometer pecados, evitar qualquer ocasião de pecado e fazer algumas mortificações, por pequenas que sejam. A segunda penitência é voltarmo-nos para Deus, através da oração e dos Sacramentos, como acabei de explicar abreviadamente. Acima de tudo, é importante reservarmos cada dia algum do nosso tempo para rezar, e em especial quando isso se nos torna menos conveniente ou mesmo pesado, nesta nossa vida moderna e ocupada. A terceira penitência é trabalhar para Deus.

Ao falar da necessidade de evitar o pecado, eu não insisti em nenhuma penitência obrigatória. O principal é cada um fazer os seus deveres de cada dia – sejam eles quais forem, desde que não se vá contra a Lei de Deus –, ir de encontro às exigências de qualquer que seja a situação de vida em que Deus nos colocou. Por outras palavras, devemos cumprir com os deveres do nosso estado de vida – o que significa ser uma boa mã e, um bom pai, um bom filho, um bom estudante, um bom empregado, um bom patrão. Isso significa também ser honesto e justo, bom e caridoso para com os que nos rodeiam, sejam eles nossos subordinados, nossos superiores ou nossos colegas. E evitar pessoas (aquelas que nos convidam ao pecado), lugares (convívios, bares, etc., onde encontramos gente que nos leva a pecar) ou coisas (revistas, cinemas, drogas, bebidas, programas de televisã o) que são para nós causa de pecado.

-É bom que nos recordem estas coisas que nós temos tendência a esquecer. Mas o Senhor Padre mencionou ainda 'trabalhar para Deus' de um modo específico.

-Podemos trabalhar para atrair o triunfo de Nossa Senhora, e trabalhar para evitar o grande castigo que a visão do Terceiro Segredo veio mostrar. Todos nós – não interessa quem somos, ou se podemos dedicar muito ou pouco tempo – todos nós podemos trabalhar para estas grandes causas!

-Mas como é possível que qualquer pessoa, homem, mulher ou criança, onde quer que se encontre, em quaisquer circunstâncias, possa trabalhar para estes dois objectivos?

-O nosso trabalho é um acto de penitência. O trabalho oferecido a Deus é-Lhe agradável. E Ele o terá em consideração quando nos julgar. Mas pergunta-me como se pode trabalhar neste sentido? É fácil.

Primeiro que tudo, qualquer pessoa pode elevar até Deus e até Nossa Senhora o seu dia, fazendo o "Oferecimento das obras do dia". A fórmula da oração é a seguinte: «Ofereço-Vos, ó meu Deus, pelas mã os da Bem-Aventurada Virgem Maria e em união com o Santo Sacrifício da Missa, todas as minhas orações, trabalhos, alegrias e tristezas deste dia, para o triunfo do Coração Imaculado de Maria, pela conversão dos pecadores, pela paz no mundo e para afastar de nós os castigos com que Vós tão justamente tendes o mundo ameaçado.»

-Haverá quem diga que isso não é uma grande ajuda…

-É, e até muito mais. Mas antes de eu explicar mais, não se subestime a importância deste "Oferecimento das obras do dia" nem, sobretudo, a renovação deste Oferecimento ao longo do dia. E quando fizermos um sacrifício, devemos dizer, como Nossa Senhora de Fátima nos ensinou:

«Ó meu Jesus, é por Vosso Amor, pela conversão dos pecadores e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria que eu Vos ofereço este sacrifício.»

«Porque as esmolas livrar-te-ão da morte»

Para além disto, podemos agir mais directamente para o triunfo do Imaculado Coração de Maria. Quase toda a gente se pode tornar um voluntário na propagação da Mensagem de Fátima – completa. Pode oferecer o seu trabalho e o sacrifício de dar esmolas para esta causa. Como disse o Arcanjo São Rafael:

«...porque as esmolas livrar-te-ão da morte, e do mesmo modo te purificarão dos pecados, e te farão encontrar misericórdia e a vida eterna.» (Tobias 12:9)

Ao dar esmolas, o que está a fazer é a retirar parte dos proventos do seu trabalho diário e a oferecê-la em favor de organizações meritórias que propagam a Mensagem de Fátima e a verdadeira devoção a Nossa Senhora, assim como outras boas causas da Igreja. O nosso apostolado sobre Fátima transforma as nossas esmolas em terços, escapulários, folhetos, livros e revistas sobre a mensagem de Fátima, que são dados a outros para alimento espiritual da sua inteligência e do seu coração.

Ao dar esmolas, cada um pode contribuir para a salvação das almas, ajudando assim a evitar o castigo que paira sobre as nossas cabeças e a trazer ao mundo a paz, a conversão da Rússia e o triunfo do Coração Imaculado de Maria.

Qualquer um, mesmo uma criança, pode dar esmolas. Quem não o puder fazer, pode ao menos oferecer orações e sacrifícios, como os pastorinhos de Fátima fizeram tão heroicamente. Andavam sem água nem comida; usavam à volta da cintura, por penitência, uma corda que lhes irritava a pele; aceitavam de bom grado os castigos injustos e as incompreensões que sofreram em resultado de levarem ao mundo a mensagem de Nossa Senhora. Não é preciso sermos todos tão heróicos como eles foram, mas podemos imitá-los ao menos um pouco.

-Há algum tempo, o Senhor Padre falou ainda de outras coisas que podemos fazer. O que deve ser feito para se vir a saber o resto do Segredo, para que toda a humanidade (ou pelo menos os que acreditam de facto em Nossa Senhora e não se limitam a prestar-Lhe culto superficialmente) possa guiar-se pelas Suas palavras? Como poderemos descobrir o que a Senhora realmente disse, sobretudo a partir do momento em que parece ter-se perdido o manuscrito que continha as Suas próprias palavras?

-Bem, podemos fazer muito para além das nossas orações, sacrifícios, penitências e esmolas. Há muito mais que é possível fazer.

Em primeiro lugar, é imperativo que as pessoas que gozam de influência – bispos, padres, pessoas da comunicação social, diplomatas, legisladores, juízes, e empresários do comércio, da indústria, das finanças, etc. – estejam informadas acerca do Segredo e acerca daquilo que nós dele sabemos (o que, claramente, parece ser algo mais do que o texto da visão do Terceiro Segredo). Lembremo-nos de que nunca nos foi revelado o que Nossa Senhora disse depois de «Em Portugal, conservar-se-á sempre o dogma da Fé, etc.». Quem o desejar, pode obter informações sobre o Segredo em livros, panfletos e pagelas que nós publicamos, muitos dos quais são distribuídos gratuitamente. Há também outras fontes de informação. Podem telefonar para o Apostolado [1-800-263-8160], escrever-nos ou enviar-nos e-mails para www.fatima.org. Comunique-nos quanto tempo está disposto a ceder e quanto deseja investir num livro, e mandar-lhe-emos literatura para que possa começar.

Deixem os especialistas falar

-Para além de tudo isto, há algo mais que se possa fazer?

-Podemos muito respeitosamente sugerir que, se de facto se perdeu o manuscrito original do Segredo – a tal carta de uma página, de 25 linhas de texto, contendo as palavras de Nossa Senhora, escrita no dia 9 de Janeiro de 1944 ou por volta dessa data – que o Papa pergunte se foi conservada uma fotocópia da mesma e, se tal cópia existe, que exija que lhe seja imediatamente entregue e seja publicada.

Ao mesmo tempo, devia pedir-se ao Papa João Paulo II que preparasse, para um futuro muito próximo, uma nova missão para a Irmã Lúcia, com as pessoas certas e em circunstâncias apropriadas, de modo a obter dela, pessoalmente, toda a verdade sobre o Segredo, antes de ela falecer. E ela já tem, afinal, 93 anos. Se a Irmã Lúcia está ainda a ser guardada atrás de um muro de silêncio, mesmo apesar de nos terem dito que já tudo tinha sido revelado, então isso não será um bom sinal.

-O que quer dizer quando fala de "pessoas certas e circunstâncias apropriadas"?

-Bom, depois de ouvir os depoimentos do Cardeal Ratzinger e de Monsenhor Bertone, torna-se claro que eles não são especialistas de Fátima. Eu expliquei isso noutro lado. Penso que qualquer estudioso de Fátima não estaria em desacordo comigo acerca disto.

Precisamos de sacerdotes, teólogos e pessoas com um grande conhecimento dos factos históricos acerca de Fátima, capazes de fazer perguntas à Irmã Lúcia de modo a obter dela a totalidade do Segredo. Ela ainda o guarda consigo. Mas há uma condição ainda mais importante que deve ser cumprida.

Qual é essa condiçã o?

É claro que a Irmã Lúcia não é um teólogo. Nem ela alguma vez disse que o era. É também óbvio que ela tem, como deveria, um grande respeito pelos sacerdotes e pelos bispos, e que, para além desse respeito, se tais bispos ou sacerdotes lhe parecem representar mais directamente o Papa, então ela suspende a sua própria maneira de pensar – no desejo de cumprir a santa obediência, como se esta lhe exigisse o silêncio – até ao ponto de ficar calada mesmo no caso de, em sua presença, se fazer uma má interpretação da verdade. Pode até acontecer que, por vezes, ela não saiba conciliar todas as obrigações de respeito, de obediência ou, ainda, os actos de piedade das religiosas com a aceitação interior das opiniões das outras pessoas, como se elas fossem a voz de Deus, devido à posição hierárquica que detêm.

Assim, se um Arcebispo ou um Cardeal, vindo do Vaticano, lhe disser que isto ou aquilo é uma interpretação do Segredo de Fátima ou de uma outra parte da Mensagem, ou se lhe disser que esse é o ensinamento do Papa – nesse caso a Irmã Lúcia poderá, eventualmente, convencer-se de que deve conformar-se, não só na atitude exterior, no silêncio, etc., mas também no seu espírito, a esse ponto de vista.

É fundamental que haja teólogos reputados e competentes que lhe expliquem essa distinção – que ela deve observar, de modo a que as opiniões e os preconceitos de certas pessoas que rodeiam o Papa não entrem no seu espírito de tal modo que já não consigamos obter dela todo o Terceiro Segredo, não modificado, completo, sem derivações, e exactamente como Nossa Senhora o revelou.

À luz de estudos recentes a este propósito, ficou demonstrado com a máxima clareza que, muito possivelmente, esta é uma condição de importância essencial: que venha uma equipa de peritos creditados, para colher da Irmã Lúcia a totalidade do Segredo de Fátima, antes de ela falecer. Claro que a Irmã Lúcia pode mostrar-se reservada, se as pessoas que lhe foram enviadas são tão ignorantes dos acontecimentos de Fátima que não lhe seja possível explicar-lhes todo o conteúdo, no tempo limitado de que dispõem.

Deve também ter-se presente que pessoas como a Irmã Lúcia, que têm o carisma da profecia, são muitas vezes dotadas por Deus da capacidade de 'ler' bem as pessoas. Assim, se lhe é enviado alguém que não acredita em Fátima, ela pode resolver não lhe falar, pois estaria a exibir o seu saber diante de testemunhas.

Rezai para que o Santo Padre envie sacerdotes importantes, santos e sábios para entrevistarem a Irmã Lúcia antes de ela falecer. O tempo está a esgotar-se!…